Os mosteiros fortificados da Idade Média são, para
os homens contemporâneos, um símbolo do que deles reclama a época presente.
Construídos exclusivamente para o culto divino e a
contemplação tranqüila das verdades eternas, três Mosteiros se circundavam de
fortíssimas muralhas, para se porem ao abrigo dos inimigos da Cristandade,
prevendo a guerra para manter a paz, e defendendo com o braço dos cavalheiros
cristãos a sua liberdade contra os inimigos do nome de Cristo.
Ai do Mosteiro medieval no qual o zelo pelo culto
fizesse desleixar a defesa contra o adversário mouro ou pagão: em pouco tempo
seria assediado e reduzido a ruínas. Ai também do Mosteiro em que o zelo pela
luta sufocasse o espírito de oração: desviado de seu verdadeiro espírito,
provocaria a ira de Deus e atrairia sobre si os terríveis efeitos de sua
cólera. “Oração e luta”, oração para glorificar a Deus e vencer na luta, luta
para conservar o direito de prestar culto a Deus e viver em oração! Era esse o
lema dos mosteiros fortificados da Idade Média.
E hoje, quantos países há que julgam poder
conservar sua Fé sem travar em qualquer terreno a luta que a preservação da Fé
exige!
Rezemos para que o Brasil não venha a ser colhido
de surpresa como um templo sem muralhas defensivas...
[O artigo é ilustrado por uma foto com a seguinte
legenda: O mosteiro fortificado de São Pedro de Roda, magnífico exemplar da
arquitetura gótica de fins do século X, encontra-se no extremo da Espanha, a
dois passos da fronteira francesa e do litoral do Mediterrâneo.]