Parece que se esboça, no momento atual, um novo recrudescimento do movimento separatista irlandês que de
modo tão violento irrompera há algumas semanas atrás. Ante tal fato, e dada a
circunstância de ser a Irlanda um país católico e
a Inglaterra protestante,
perguntaram certos leitores qual a posição correta que deve assumir a opinião
pública autenticamente católica.
É certo que a Irlanda sofreu em tempos passados
gloriosa e heroicamente para defender não apenas sua soberania, mas ainda sua
Fé, contra o poderio inglês que oprimia por todas as formas os católicos
irlandeses. Este fato, entretanto, não justifica o emprego dos processos
violentos pelos quais o movimento libertador irlandês se tem assinalado. Essa
atitude não é nova. Já Leão XIII condenou do modo
mais formal a violência pela qual muitos irlandeses - aliás por motivos
políticos - procuravam empregar recursos do gênero dos atuais, para sacudir o
jugo inglês.
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É curioso acentuar a diversidade de atitudes entre
o órgão oficioso da Santa Sé e a imprensa fascista no caso do aprisionamento do
cruzador alemão “Altmark”, em águas norueguesas.
Enquanto a imprensa italiana, através de certos órgãos, silenciou sobre o fato,
e através de outro, se mostrou favorável à Alemanha, o “Osservatore” assumiu
atitude francamente simpática àquele gesto da Inglaterra. Alega o órgão do
Vaticano que a inviolabilidade do “Altmark” era
decorrente de tratados, todos bilaterais. A Noruega violara esses
tratados, dando agasalho a um navio que conduzia prisioneiros, sem exigir a
libertação destes. A Inglaterra ficava, pois, com o
direito de considerar por sua vez rotos tais tratados, agindo como preferisse.
Não se trata, aí, de afirmar que um mal justifica outro. Os tratados impõem
obrigações recíprocas, e a violação feita por uma das partes exonera
implicitamente a outra de seus deveres.
Evidentemente, a atitude do Vaticano não se inspirou em
maior ou menor simpatia por este ou aquele país, mas por um sentimento de
justiça perfeitamente objetivo.
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A este propósito, devemos ainda acentuar o protesto
feito pelo órgão do Vaticano contra um Congresso de Mística Fascista,
recentemente realizado na Itália, com o declarado apoio da imprensa do partido
governamental.
O “Osservatore Romano” mostrou que a “mística” de
tal congresso era ambígua ou perfeitamente naturalista, em perfeita colisão com
a doutrina católica, pelo qual o jornal do Vaticano mostrou seu ressentimento à
vista do apoio que a imprensa fascista lhe deu.
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Procedente da Europa, veio novamente a notícia de
que o Santo Padre aconselhara ou ao menos autorizara os católicos a prestarem
culto a Confúcio, considerado herói nacional chinês. A palavra “culto”
pode induzir facilmente em erro os leitores. Não se trata de um culto
religioso, o que seria perfeitamente absurdo, mas simplesmente de homenagens
cívicas despidas de todo e qualquer caráter litúrgico.
Tendo havido previamente declarações oficiais escritas das autoridades chinesas
sobre o cunho exclusivamente cívico das homenagens prestadas a Confúcio, não teve a Santa Igreja dúvida em permitir que a
elas se associassem os católicos, o que jamais ela teria feito se se tratasse de um “culto”.
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Devendo realizar-se dentro em pouco, em um distrito
da Inglaterra, eleições para a Câmara, os Partidos Conservador, Liberal e
Trabalhista firmaram entre si uma trégua, tanto mais explicável quanto parece
que o Sr. Chamberlain se sentiu coarctado
pela opinião inglesa a renunciar temporariamente ao seu pacifismo e as
hostilidades no Oriente preludia uma conflagração mundial autêntica... que
entretanto ainda poderá ser sustada por algum “Munich”.
Assim, os únicos partidos que estão disputando
isoladamente as eleições são o socialista, o comunista e o fascista. Os demais
partidos apresentam um candidato único.
O jogo do comunismo e do nazismo aparece aí
claramente. Os comunistas denunciam fortemente os fascistas, mas pedem ao mesmo
tempo a paz, e os fascistas pedem a paz... mas não atacam os comunistas.
Contam os telegramas que, nos “meetings”, os marinheiros
ingleses se levantam para desmascarar a manobra, mostrando ao povo a colaboração
do fascismo inglês com o comunismo para arrastar a Inglaterra a uma paz que
seria uma derrota.