O recente encontro dos Srs. Hitler e Mussolini deu a imprensa dos
países que compõem o eixo ideológico e político Roma-Berlim
oportunidade de reafirmarem sua solidariedade plena e cordial.
Assim, perdem terreno as esperanças dos que
supunham que a aproximação soviético-nazista viesse
enfraquecer a aliança nazista-fascista e o caráter
doutrinário da aliança entre aquelas potências se acentua cada vez mais, pois,
que fica demonstrado que ao fascismo não repugna a aliança nazista nem sequer
depois de se ter feito luz sobre os propósitos anticomunistas que o III Reich
afetava.
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Para dissipar as esperanças dos que só cedem quando
forçados pela evidência é interessante citar o próprio jornal do Sr. Mussolini. Disse este no dia 18 p.p., escrevendo sobre a
recente conferência do Brenner, que os que supunham
ser a Itália uma sentinela posta junto à Alemanha para conter a expansão
totalitária se enganaram. “Atualmente a Itália não serve de polícia para
nenhuma Nação” declarou aquele autorizado órgão fascista.
Muito digna de nota é também a declaração seguinte
feita na mesma data pelo mesmo jornal: “O supremo ideal Italiano é uma
revolução fascista mundial”. Tiram-se dali as deduções oportunas...
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O “Legionário” já tem dito mil vezes que não tem
preferência por este ou aquele país. Se faz censuras ao fascismo não admite
entretanto que ninguém lhe diga que é inimigo da Itália pela qual nutre a maior
simpatia. Dentro da mesma ordem de idéias o “Legionário” está muito longe de
identificar o Governo francês com a França. Grande amigo da França, conserva ele toda a liberdade de apreciação quanto ao
Governo daquele país. Houve muitos franceses que se agastaram com a censura que
o “Legionário” fez ao gabinete francês, especialmente no que concerne à
política exterior. A crise ministerial recentíssima,
verificada na França, crise esta que foi evidentemente motivada por razões de
política exterior, prova claramente que também a opinião dos franceses estava
longe desse incondicionalismo situacionista provocado
pelas saudades, em certos elementos residentes fora da França.
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Voltando às relações entre o nazismo e o fascismo,
transcrevemos do “O Estado de São Paulo” o seguinte trecho de um comunicado
oficial alemão:
Berlim, 18 (Reuters) -
agência alemã “D.N.B.” divulgou esta noite o seguinte comunicado:
“Embora não tenha sido possível obter pormenores
sobre as conferências teuto-italianas, hoje
realizadas na fronteira do Brenner, pode-se afirmar
que as discussões demonstraram a firmeza da base comum da cooperação ítalo-alemã. As esperanças das potências ocidentais de que
a Alemanha e a Itália possam ser separadas de sua base comum devem ser
consideradas vãs em face destes fatos. Pode-se salientar que nas conversações
de hoje todos os mais importantes problemas do dia foram discutidos dentro de
um espírito de franqueza jamais igualado.”