O magnífico órgão católico alemão “Der Deutsche Weg”, que se edita na
Holanda, trouxe-nos a triste informação de que foi confiscado pelas autoridades
nazistas o magnífico convento dos Redentoristas “Heilandsfrieden”, que se encontra na Westphalia.
O pretexto foi que o respectivo Superior havia ocultado aos funcionários do III
Reich uma certa quantidade de linho, que havia sido requisitada por interesse
militar. É claro que sempre convém alegar um pretexto... tanto mais que nunca
faltam pessoas que, por imbecilidade ou má fé, lhes dêem crédito.
O Superior foi encaminhado ao campo de concentração
de Oranienbur.
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Registramos com pesar o falecimento do grande Branly, um dos maiores sábios franceses de nosso tempo, figura
modelar de cientista inteligente, culto e despretensioso, que consagrou toda a
sua vida a suas atividades intelectuais.
Branly tinha seu laboratório
no Instituto Católico de Paris, estabelecimento de ensino superior que constitui uma
verdadeira Universidade Católica, e tem por Reitor S. Ema o Cardeal Baudrillart.
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Reabertos os cursos na Universidade de São Paulo, começa a se reproduzir, um pouco em todas as escolas
superiores, as cenas clássicas do trote e da peruada, as quais nossa imprensa
diária atribui grande importância, considerando-as como manifestações
características do espírito acadêmico.
Na realidade, o trote não caracteriza o espírito
acadêmico, mas o falseamento deste espírito, mercê da ação das idéias desagregadoras que durante muito tempo foram tidas como o
credo obrigatório de cada estudante.
Força é reconhecer que o trote já tem perdido muito
de sua brutalidade inicial. Entretanto, continua ele a apresentar aspectos
censuráveis, que não podem deixar indiferentes a opinião católica.
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A este propósito, acentue-se em primeiro lugar que
muito raramente se pode apresentar um trote em que, de forma acidental embora,
algum aspecto sumamente censurável não se faça sentir. É claro. Dado o ambiente
dos gracejos desenfreados que é essencial ao trote, seria quase impossível que
a falta de tato ou de princípios morais de certos elementos não se fizesse
sentir.
Nesta ordem de idéias, mencione-se especialmente a
extorsão de taxas pesadas aos calouros, para se isentarem das vaias de seus
colegas. Não sabemos se este ano tal imposição se verificou. Mas em caso
afirmativo não seria ela inédita. Passamos por alto, porque não merece
qualificativos, o fato, que também não seria inédito, de um ou outro ser
embriagado à força por seus colegas, ou exposto, por motivos de brincadeiras, a
riscos reais ou aparentes, muitas vezes nocivos a certas constituições
nervosas.
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Finalmente, é preciso acentuar que o trote atenta
contra a dignidade do calouro. Não é próprio a uma pessoa batizada, que
portanto é um templo vivo do Divino Espírito Santo, percorrer as ruas em trajes
ridículos, forçada a fazer-se de palhaço, muitas vezes a contragosto,
expondo-se a servir de objeto de mofa nas mãos de colegas que abusam de sua
superioridade toda de momento, que não se pode justificar.
Entretanto, como dissemos, é de se esperar que,
decaindo cada vez mais o trote, tais cenas este ano não se repitam, e essa
brutal tradição acadêmica chegue a desaparecer totalmente.