(...) Enquanto na Alemanha ainda ecoam os últimos
sons do festim nazi-soviético, que hoje mostra a nu a
solidariedade das duas heresias, se bem que estas ainda possam, amanhã, retomar
a comédia e os disfarces de ontem, ocupemo-nos, nesta secção,
de outros assuntos.
O primeiro dele será o falecimento do Sr. Chamberlain. Não é menos necessário que, à beira da sepultura do
homem a cujo propósito o “Legionário” se sentiu no dever de dizer tantas e tão
duras verdades, infelizmente confirmadas pela evidência dos fatos, não é
necessário dizíamos, que relembremos todas estas tristezas. O mal que ontem,
movidos pelo dever, lhe exprobrávamos, hoje pedimos a Deus que lho perdoe. O
sangue dos inocentes que clama aos Céus e pede a Deus vingança, também consegue
muitas vezes o perdão do culpado. A cegueira, a imprevidência, a ingenuidade
absolutamente inconcebíveis de Chamberlain,
ocasionaram para a Europa uma catástrofe que seria difícil medir. Ao menos que
tantas lágrimas consigam de Deus o perdão para ele, e a felicidade eterna para
sua alma.
* * *
A observação que faremos não se refere, pois, a Chamberlain, mas aos que se tornaram responsáveis pelas
cerimonias funerárias subsequentes a seu falecimento. Como explicar, como
justificar, que se tenha procedido à incineração de seu cadáver? Essa prática
desumana não se deve repugnar apenas aos que são católicos, mas a todos aqueles
em que a sensibilidade sabe vibrar com retidão. Assim, nos parece lamentável
que a incineração se tenha verificado, e sobretudo que tenha sido feita antes
de qualquer cerimonia religiosa.
* * *
Todos se lembram, certamente, da eloquência
demagógica com que os comunistas russos costumavam investir contra o que eles
chamavam gostos exorbitantes sumptuários do regime czarista.
Não deixará, pois, de parecer curioso, para muitos leitores, o fato de ter o
governo russo decretado que os marechais soviéticos passem a usar a seguinte
insígnia, distintiva de seu cargo: uma facha vermelha, moiré, sobre a qual estará a
estrela de ouro, com cinco pontas, tendo ao centro um diamante. O peso total é
de 36,8 gramas.
* * *
É curioso notar como todos os elementos outrora
afiliados à esquerda tem facilidade em aderir ao nazismo, nos países onde as
tropas deste penetraram. Assim é que a CGT francesa, famoso reduto bolchevisante, se “converteu” ao petainismo
logo depois da ocupação alemã. Lobos, transformaram-se em cordeiros, em massa,
coletivamente, jubilosamente, ao toque da espada do
Marechal, ou, melhor, pela aspersão de um pouco de tinta com que se assinou o
armistício de Compiègne.
Novas “conversões” à direita continuam a se operar:
a CGT Belga, também ela um famoso reduto socialista e bolchevisante,
acaba de aderir ao socialismo nacionalista do Sr. Hitler, por meio de um
manifesto que, entre outras assinaturas, trás a do Sr. Henri
de Man.