No momento em que escrevemos, os jornais acentuam
as perspectivas de agressão nazista à Rússia, aberta pela invasão dos
territórios húngaros e rumenos por tropas alemãs
destinadas, ao que parece, a uma grande ação militar de fins ainda ignorados.
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Entretanto, é patente que esta hipótese tem certa
viabilidade, ela também tem contra si sérias objeções, uma das quais é o acordo
comercial russo-germânico. Notícia oficial alemã
informou-nos, recentemente, de que “as negociações comerciais teuto-soviéticas estão em marcha desde algum tempo e
encontram-se em sua etapa final. Os comunicados de Moscou indicam que se chegam
a um acordo perfeito, acordo em quase todos os pontos de vista e que este
acordo se aperfeiçoa cada vez mais, de maneira que, no futuro, as remessas de
mercadorias serão consideravelmente maiores do que no decorrer deste ano.
Faz-se notar que em Berlim é pouco provável
que se dê a conhecer pormenores do novo acordo, tal como se deu por ocasião do
acordo germano-russo de 11 de fevereiro de 1940”.
Acrescenta a notícia, publicada por um de nossos
diários, que “as negociações atuais darão como resultado o mais amplo e
eficiente dos pactos já concluídos entre dois países”. Assim, ao que parece, a
colaboração teuto-soviético, que sempre atuou nos
bastidores, também ostensivamente se faz notar com vigor crescente.
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A Agência “Havas”, que
segundo notícia recente deve ter sida adquirida pelo governo do Sr. Pétain, e que por isso mesmo é bem suspeita quanto à
notícia que passaremos a mencionar, em telegrama há pouco publicado na imprensa
diária, acaba de divulgar que, tendo sido cortado o fio telefônico do aparelho
que na cidade de Orleans serve às autoridades nazistas de ocupação, e não tendo
essas conseguido descobrir o autor do fato, foi a cidade multada pelos
ocupantes em um milhão de francos, a título de castigo.