Merece todo o destaque o seguinte tópico da
Pastoral Coletiva do Episcopado da Província Eclesiástica de Belo Horizonte:
"Reafirmamos vigorosamente as condenações
decididas da Santa Igreja contra a Maçonaria. Indisfarçável é a sua
finalidade, manhoso os seus meios assim como perigosa é a sua constituição
íntima. Tanto mais perigosa, quanto procura infiltrar-se sorrateiramente em
tudo, com os disfarces mais vistosos e aparentemente mais simpáticos, esta
organização diabólica não pode mais ser objeto de dúvidas para os cristãos.
"Citemos o que nos diz a cânon 2335: os que
dão o nome à seita maçônica ou a associações do mesmo gênero, que maquinam
contra a Igreja ou as legítimas autoridades civis, contraem por este mesmo fato
excomunhão simplesmente reservada à Santa Sé". (...)
* * *
Sob vários disfarces e pretextos está sendo
restaurada na Alemanha a escravidão. É o
que nos informa, de modo dulçuroso e quase simpático,
um telegrama publicado pela insuspeitíssima agência totalitarizante, que é a “HTM”, órgão oficioso do governo
do Sr. Pétain. Nesse despacho, datado de Berna, 4 pp.,
informa-se que o Reich está recrutando trabalhadores nos países conquistados, e
que no dia 6 de março o comando alemão publicou um decreto tornando obrigatório
o trabalho na Bélgica. Outro decreto estatuiu que os operários assim sujeitos a
trabalho poderiam ser forçados a ir a Alemanha. Todos os operários belgas sem
trabalhos foram obrigados a se inscrever nas agências oficiosas, a fim de serem
assim convocados. Na Polônia, procede-se ao mais extenso recrutamento de operários. Há
cerca de um milhão e cem mil poloneses executando assim trabalhos forçados na
Alemanha. Não é preciso ser muito perspicaz para notar que estes infelizes
devem ser provavelmente submetidos a um regime com todas as características da
escravidão: como salário, apenas o alimento e a veste indispensáveis; proibição
de se demitir do cargo para tomar outro; proibição de pleitear a alteração das
condições de trabalho; proibição de deixar o serviço. Se isto não é escravidão
o que será ela então?
* * *
Um despacho da “United Press”, de 6 pp., publicado pelo “Estado de São Paulo”,
dá-nos a conhecer o teor de um comunicado da agência francesa independente de
Londres, órgão do General de Gaulle, a respeito da conduta do governo de Vichy.
Note-se que são franceses, e franceses cujo alto patriotismo ninguém pode por
em dúvida, que falam:
1º) – as fábricas francesas da zona
livre estão fabricando aviões dos quais apenas a quinta parte se destina a Vichy, ficando o restante para o governo nazista;
2º) – a metade dos produtos alimentícios
provenientes das fábricas do norte da França se destinam ao Eixo, a despeito da
miséria reinante entre franceses das zonas livres e ocupada;
E ainda há quem se irrite quando apontamos no Sr. Pétain um dócil e afetuoso
colaborador do Sr. Hitler.
* * *
O arcebispo cismático de Kremienik, na Ucrânia, colocou a igreja cismática sob a dependência
e proteção das autoridades nazistas. O governador nazista da região expôs
aquele chefe eclesiástico que o clero cismático da Ucrânia deveria persuadir o
povo a cooperar com a Alemanha, isto é, com o nazismo. Isto posto, o Arcebispo
declarou que toda a resistência cismática contra a ocupação nazista cessava.
Confere. Galho separado da verdadeira videira que é
Roma, expulso assim da Igreja Católica, não poderia uma igreja cismática ter
seiva suficiente para resistir ao onipotente senhor do momento.
* * *
É o que demonstra, por seu lado, a tristíssima
série de ocorrências de que está sendo teatro a Noruega. Há algum tempo atrás, muitos "bispos"
protestantes se demitiram dos respectivos cargos por estarem em desacordo com o
Sr. Quisling, dando assim lamentável prova de fraqueza, já que
reconheceram implicitamente ao Sr. Quisling o direito
de por e dispor de seitas protestantes. Agora, nova onda de demissões de
eclesiásticos se verificou naquele país. Mas de que maneira poderiam agir os
protestantes, se não assim? Com efeito se, para se separarem de Roma, depositaram
na autoridade civil a direção dos assuntos eclesiásticos o governo de suas igrejolas, passou a pertencer de direito a qualquer governo
comum, e de fato a qualquer intruso que se apodere das rédeas do Estado.