Fevereiro
de 1986
"A
TFP: uma vocação
TFP
e famílias
TFP
e famílias na crise espiritual e temporal do século XX"
(obra elaborada por uma Comissão
de Estudos da TFP, orientação da pesquisa: João S. Clá Dias, Edição e Impressão
ARTPRESS – Papéis e Artes Gráficas Ltda., São Paulo, pag.
XI-XXVIII)
Prefácio
A família
A
família cristã, nascida do pacto conjugal elevado por Nosso Senhor Jesus Cristo
à dignidade de sacramento, tem como características:
1
– a indissolubilidade do vínculo conjugal e a fidelidade dos esposos entre si;
2
– a autoridade do esposo sobre a esposa, e de ambos sobre os filhos;
3
– a observância da castidade perfeita, tanto das filhas como dos filhos, antes
do matrimonio.
No
lar cristão bem constituído, tudo conduz a que, se algum dos filhos receber a
vocação para o sacerdócio ou o estado religioso, seja ela tida como uma alta
honra, e acolhida pressurosamente, não só pela pessoa desta maneira favorecida,
mas pelos pais e por todos os que constituem o lar.
A família e a sociedade temporal
em crise
De
que forma a sociedade contemporânea, vista como um todo, costuma cooperar – em
nossos dias – para que assim sejam as famílias cristãs?
A
pergunta faria sorrir ironicamente, se fosse formulada com seriedade. Pois é
evidente que dos mais variados modos, com o maior afinco, essa sociedade trabalha
a todo momento para a desagregação da família. Ou seja, para sua
descristianização.
A
seguirem no mesmo rumo as mentalidades e os costumes reinantes, em breve a
família autenticamente cristã terá passado a constituir exceção rarissima e mal vista, no seio de uma sociedade
descristianizada. De uma sociedade anticristã, portanto.
"Quem
não está coMigo está contra Mim", ensina Nosso
Senhor no Evangelho (1).
Tal
vai sucedendo, em suprema instância, pela ação das forças preternaturais
engajadas na perdição do mundo (2), as quais tão bem sabem mover em sua
conspiração os agentes naturais – individuais, sociais e outros. Vão elas
dispondo assim de um crescente poder sobre as massas.
Era
inevitável que chegasse a esse cúmulo de desgraças o gênero humano? De nenhum
modo. Com efeito, outro poderia ter sido o curso das coisas se todas as pessoas
e instituições especialmente prepostas para o combate
contra a corrupção das idéias e dos costumes tivessem tido sempre, face a esse
ruinoso curso de coisas, a conduta militante, ininterrupta e desassombrada, que
seu dever lhes impunha.
A
tal respeito, a atitude não só omissa mas até fortemente propulsora, de tantos
dos poderes públicos, nos Estados contemporâneos, tem favorecido largamente a
obra das trevas. De onde decorre que, pelo desdobrar lógico das conseqüências,
e por merecida punição de Deus, todas as nações – sem excetuar as mais
poderosas e prósperas – se encontram à beira de riscos de uma gravidade sem
nome, e sob vários aspectos já se pode afirmar que vão rolando precipício
abaixo, rumo à sua desagregação total. É isso de tal maneira notório, que
dispensa provas ou exemplificações.
A família e a Igreja em crise
A
responsabilidade por essa situação desastrosa não toca apenas ao Estado.
A
Santa Igreja Católica, a única verdadeira Igreja de Deus, se vê envolta hoje em
uma crise cuja gravidade já foi discernida por Paulo VI, bem insuspeito,
entretanto, de pessimismo ou animadversão para com o mundo moderno, ao qual fez
aberturas que surpreenderam por vezes não poucos dentre os melhores (3).
João
Paulo II, entretanto tão benévolo – ele também – em relação ao mundo moderno,
expendeu reflexões análogas (4); e um Prelado eminente pelo saber e pelas altas
funções que ocupa na Santa Igreja, o Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da
Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, publicou em 1985 seu famoso "Rapporto sulla Fede", no
qual se deve louvar a nobre franqueza com que descreve sintomas altamente
expressivos da crise que lavra como um incêndio no interior da Santa Igreja.
O
valor deste autorizado testemunho cresce ainda de ponto considerando-se que o
Purpurado, quer no conjunto de sua obra de intelectual, quer em sua atuação à
testa do ex-Santo Ofício, vem seguindo uma linha que
não permite incluí-lo honestamente entre os que as "mass-media"
qualificam de reacionários, saudosistas, extremistas da intolerância etc.
Ora,
de onde procede essa dolorosa crise na Igreja? Sem dúvida, e em larga medida,
de agentes do Leviatã comunista que, de fora da
Cidade Santa, se empenham com esforço total em destruí-La.
Mas uma pesquisa dos fatores dessa crise não seria lúcida nem proba se se limitasse a olhar para além dos muros dEla. Cumpre
indagar se também entre os católicos – entre os leigos bem entendido, mas
também nas fileiras augustas da Sagrada Hierarquia – há propulsores de tal
crise.
A
pergunta pode surpreender a alguns… dia a dia menos numerosos. Não faltará
ainda quem brade, alarmado, que ela é escandalosa, revolucionária, blasfema.
É
explicável que a tais reações conduza a crassa ignorância religiosa em que
estão imersos tantos fiéis neste triste ocaso do século XX. Na realidade, se
conhecessem melhor a doutrina e a História da Igreja, a reação deles seria bem
outra. A fim de evitar digressões doutrinarias, destinadas a aplacar tal
estranheza, as quais se afastariam por demais do eixo central das presentes
considerações, basta lembrar aqui um documento memorável, a instrução do Papa
Adriano VI (1522-1523), lida pelo Núncio pontifício Francisco Chieregati aos Príncipes alemães reunidos em dieta, em Nuremberg, em 3 de janeiro de 1523. Transcreve largos
trechos desse documento o historiador austríaco Ludwig
von Pastor em sua obra célebre "Geschichte der papste" –
História dos Papas (5). A conjuntura em que essa instrução foi ditada pelo
Pontífice se insere na terrível crise protestante do século XVI, tão semelhante
e ao mesmo tempo tão menos profunda do que a de nossos dias (6).
Dessa
Instrução destacamos os seguintes tópicos:
"Deves
(dirige-se o Pontífice ao Núncio Chieregati) dizer
também que reconhecemos livremente haver Deus permitido esta perseguição a
sua Igreja, por causa dos pecados dos homens, e especialmente dos Sacerdotes e
Prelados, pois de certo não se encurtou a mão do Senhor para nos salvar;
mas são nossos pecados que nos afastam dEle, de modo que não nos ouve as
suplicas.
"A
Sagrada Escritura anuncia claramente que os pecados do povo tem origem nos
pecados dos sacerdotes, e por isto, como observa (São João) Crisóstomo, nosso
Divino Salvador, quando quis purificar a enferma cidade de Jerusalém,
dirigiu-se em primeiro lugar ao Templo, para repreender antes de tudo os
pecados dos sacerdotes; e nisso imitou o bom médico, que cura a doença em
sua raiz.
"Bem
sabemos que, mesmo nesta Santa Sé, ha já alguns anos vem ocorrendo,
muitas coisas dignas de repreensão; abusou-se das coisas eclesiásticas, quebrantram-se os preceitos, chegou-se a tudo perverter. Assim,
não é de espantar que a enfermidade se tenha propagado da cabeça aos membros,
desde o Papa até aos Prelados.
"Nós
todos, Prelados e Eclesiásticos, nos afastamos do caminho reto, e já há muito
não há um que pratique o bem. Por isso devemos todos glorificar a Deus e nos
humilharmos em sua presença; que cada um de nós considere por que caiu, e se
julgue a si mesmo, ao invés de esperar a justiça de Deus no dia de sua ira.
"Por
isto (igualmente) deves tu prometer em nosso nome que estamos resolvidos a
empregar toda a diligencia a fim de que, em primeiro lugar, seja reformada a
Corte romana, da qual talvez se tenham originado todos esses danos; e acontecerá
que, assim como a enfermidade por aqui começou, também por aqui comece a saúde.
"Nós
nos consideramos tanto mais obrigados a levar isto a bom termo, quanto todo o
mundo deseja semelhante reforma.
"Porém
não procuramos nossa dignidade pontifícia (o Papado que Adriano VI exerce), e
de mais bom grado teríamos terminado na solidão da vida privada nossos dias; de
bom grado teríamos recusado a tiara, e só o temor de Deus, a legitimidade da
eleição e o perigo de um cisma nos determinaram a aceitar o supremo munus pastoral.
Em conseqüência, queremos exerce-lo não por ambição de mando, nem para
enriquecer nossos parentes, mas para restituir à Santa Igreja, Esposa de Deus,
sua antiga formosura, prestar auxilio aos oprimidos, elevar os varões sábios e
virtuosos, e genericamente fazer tudo o que compete a um bom pastor e
verdadeiro sucessor de São Pedro.
"Não
obstante, que ninguém se surpreenda, se não corrigirmos todos os abusos de um
só golpe; pois as doenças estão profundamente enraigadas
e são múltiplas; pelo que é preciso proceder passo a passo, e opor
primeiramente os oportunos remédios aos danos mais graves e perigosos, para não
perturbar ainda mais a fundo por meio de uma precipitada reforma de todas as
coisas. Com razão diz Aristóteles que toda mudança repentina é muito perigosa
para uma sociedade" (7).
Quantos
ensinamentos profundos há a deduzir dessas nobres e sábias considerações! Ninguém
as pode tachar de irreverentes para com a Santa Igreja, de escandalosas,
revolucionarias, blasfemas, como de bom grado o fariam certos católicos de
vistas estreitas.
E
quantos exemplos concretos haveria que citar em cada país da Cristandade
contemporânea em confirmação desses ensinamentos de Adriano VI! (8)
Para
não alongar demais essa triste lista, bastaria mencionar a desconcertante
indolência – para dizer só isto – de tantos Prelados católicos diante da
exibição recentissima do filme blasfemo de Jean-Luc Godar "Je vous salue
Marie". Indolência esta em que se assinalou de modo
especial o Episcopado francês (9).
A família, fator da crise do mundo
contemporâneo
Contudo,
a responsabilidade pela crise da Igreja e do mundo não toca apenas ao Clero,
mas à família. Responsabilidade por omissão, e também por ação.
Com
efeito, incontáveis são hoje as famílias cujos membros professam e até praticam
a religião católica mas que, tendo sem embargo horror a toda forma de
sofrimento não só físico como também moral, não querem abster-se dos prazeres
corruptos deste século. Muitos membros delas se recusam normalmente a travar no
seu íntimo a dura batalha contra os apetites desregrados, açulados de mil
formas pelo estilo de vida contemporâneo. E, ademais, desejam com veemência
cercar-se o mais possível de simpatia e consideração nos meios sociais a que
respectivamente pertencem. O que só conseguirão se aceitarem largamente, e
praticarem, as normas "morais" do neo-paganismo.
Daí decorre que, não havendo paz
possível entre os filhos da luz e os das trevas, nem entre os filhos da Virgem
e os da serpente (10), eles não tardam em notar no convívio social que serão
incompreendidos, marginalizados e até caluniados, se se
mantiverem fiéis à moral ensinada pela Igreja.
Em
conseqüência, cederão à onda avassaladora da impiedade e da corrupção, pelo
menos na medida em que seja indispensável para não perderem a benquerença
geral.
Tal
é a triste situação das pessoas e das famílias que, deixando-se arrastar pela
pressão da sociedade neopagã contemporânea, capitulam
e dobram os joelhos perante Belial. Árdua, e não raras vezes heróica, é a
resistência que deve ser desenvolvida contra essa pressão pelas pessoas ou
famílias que, recusando-se a dobrar vilmente os
joelhos ante o ídolo, se mantém fieis à lei de Deus.
Tivemos
ocasião de o expor em outra obra, intitulada "Guerreiros da Virgem – a
replica da autenticidade: A TFP sem segredos":
"Cet
animal est très méchant: quand on l’attaque il
se défend"
("Este animal é muito mau: quando atacado, ele se defende") – diz uma
canção popular correntemente citada pelos franceses (La Menagère,
1868). Essa a estranha posição de certos críticos da TFP, que acham très méchant que
sócios e cooperadores se afastem, por defesa da própria dignidade, dos
ambientes em que são vilipendiados de modo desconcertante. Tanto mais desconcertante
quando vivemos numa sociedade cada vez mais permissiva, na qual até o direito
de cidadania para a homossexualidade encontra apaixonados propugnadores.
Ambientes que chegam a esse
extremo não são raros, mas, felizmente, não constituem a regra geral. Sem
embargo, ainda há outros fatores que tornam explicável que deles se afastem –
em medida maior ou menor, segundo as circunstâncias – os sócios e cooperadores
da TFP. E não só estes, como freqüentemente os correspondentes da Sociedade
esparsos por centenas de cidades do Brasil, em geral pais e mães de família
que, por imperativo de consciência inegavelmente respeitável, intencionam firmemente manter-se na prática dos princípios
da Moral tradicional da Igreja.
Desta prática se afastou
gradualmente, no decurso dos últimos vinte ou trinta anos, um impressionante
número de ambientes sociais, nos quais os temas das conversas, as liberdades de
trato entre os sexos, a televisão ligada de modo incessante, e difundindo
tantas e tantas vezes cenas imorais, não podem deixar de entrar em dissonância
profunda com a consciência de católicos não progressistas.
Tais ambientes, em lugar de se
adaptarem, na medida do necessário, às convicções e à sensibilidade moral dos
católicos não progressistas, mantêm, em presença destes, exatamente o mesmo tônus em vigor se estes estivessem ausentes.
Isto equivale
a lhes dizer: "Vocês são uns atrasados, de idéias estreitas e modo de ser
antipático. Para vocês, só há cidadania entre nós se consentirem em calcar aos
pés os princípios morais que professam".
"Acolhidos" assim, que
podem fazer os católicos não aggiornati pelo
progressismo?
- Romper com a própria
consciência? – Sofreriam merecidamente o desprezo
mudo daqueles mesmos ante quem capitulassem.
- Protestar? – Desencadeariam com
isto a indignação furiosa dos dominadores do ambiente, de onde se seguiriam
discussões e rupturas. E, paradoxalmente, a fama de intolerantes ainda recairia
sobre aqueles que o despotismo do espírito moderno não havia tolerado.
- Retirar-se? – Os arautos desse
mesmo espírito os acusariam de "esquisitos".
Resultado dessa situação é que, em
certo número de vezes, o melhor para o católico não aggiornato
consista mesmo em manter-se à distância.
Tudo quanto acaba de ser dito
aqui, poucos têm a coragem de o afirmar em letra de forma, com tanta franqueza
e tantos pormenores.
Mas, de uma vez por todas, era
preciso que fosse dito. E dito fica. (PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA, op. cit., Ed. Vera
Cruz, S. Paulo, 1985, pp. 105 a 107).
A TFP na crise contemporânea:
a) incompreensão e ódio, entre
defensores naturais da tradição, da família e da propriedade
Em
terreno assim devastado – no qual se vê que, na esfera pública como na privada,
tudo ou quase tudo que não é ódio declarado e agressivo contra a Igreja e a
Civilização Cristã, é covardia, cumplicidade, traição – não espanta que a TFP,
voltada para a luta em prol da preservação da tradição, da família e da
propriedade entendidas segundo os ensinamentos tradicionais do Supremo
Magistério eclesiástico, encontre em seu caminho tanta incompreensão e não
raras vezes tanto ódio da parte de representantes qualificados da própria
tradição, da própria família, e da mesma propriedade!
"Incompreensão e ódio devidos
por vezes à ignorância, à contra-informação, à dor de consciência que as
palavras e os exemplos dos católicos fiéis despertam no ânimo de tantos que de
católicos só têm o nome "inimiga não há tão dura e fera, como a virtude
falsa da sincera", escreveu Camões (11).
b) a ação raramente declarada de
Moscou,
fator dessa incompreensão
Mas também incompreensão e ódio
tantas outras vezes resultantes da articulação ardilosa promovida peio
comunismo internacional, por meio de tantos agentes conscientes ou
inconscientes, importados em difamar sem escrúpulos nem compaixão a quem se lhe
opõe. Tudo com o fito de inutilizar a resistência de quantos se recusam a
capitular ante o adversário.
Isto explica que, no decurso da
sua epopéia anticomunista de há já meio século a TFP brasileira (12) – como
também as TFPs co-irmãs e autônomas de outros países – se tenham defrontado com
relativamente poucos ataques de fonte expressamente comunista (13). Os
atacantes têm sido quase sempre Bispos, Sacerdotes ou leigos progressistas,
políticos de correntes ditas conservadoras, ou centristas e ainda... pais e
mães de família! Sim, pais e mães de família na maior parte dos casos – diga-se
de passagem – pertencentes às camadas mais abastadas da burguesia!
"Roma e Pavia
não se fizeram num dia" diz um velho adágio alusivo a feitos militares de
antanho, cujo êxito não podia ser alcançado de um momento para outro.
Por isto, em seguida à sua defesa
contra as investidas provenientes de outros ambientes, as circunstâncias impõem
que a TFP proceda enfim a análoga defesa contra os ataques de chefes de família
progressistas, ou filo-socialistas, manipulados
presumivelmente de modo inconsciente pela conspiração ou natural ou
preternatural dos agentes a que nos referimos no início deste prefácio.
O estrondo publicitário na
Venezuela
Com efeito, cada vez mais, a
manipulação da santa e respeitável instituição da família contra a TFP se vai
acentuando. Ela chegou na Venezuela a um auge verdadeiramente inimaginável
(14), quando do fechamento da entidade co-irmã Associação Civil Resistência e
do Bureau de representação das TFPs, em
virtude de uma iníqua determinação do governo pró-socialista
Lusinchi.
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"Bem-Aventurados
os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos
Céus" (Mt. V,10)
[foto do Cardeal Mindszenty quando de sua visita à TFP venezuelana]
O Cardeal Mindszenty,
Arcebispo de Esztergom e Primaz da Hungria, símbolo
da resistência heróica ao comunismo, quando da sua visita à TFP da Venezuela,
pouco antes de sua morte, ocorrida a 6 de maio de 1975.
Nove anos mais tarde, em virtude
de uma iníqua determinação do Governo pró-socialista Lusinchi, era fechada a entidade co-irmã Associação Civil
Resistência e o Bureau de representação das
TFPs, em conseqüência do êxito da campanha anti-TFP
movida por algumas mães.
Neste mundo onde as informações
procedentes de todas as partes circulam por todas as partes, não temos
conhecimento de uma só campanha, movida por um grupo de famílias, contra a
corrupção moral dos respectivos filhos, que haja chegado, sequer de longe, aos
extremos de agressividade de que deu mostras contra a TFP, através de uma
diluviana campanha pela imprensa, rádio e TV, um grupo minoritário de famílias anti-TFP apoiadas pelo Governo pró-socialista
Lusinchi e por inúmeros órgãos comunistas.
__________________________________________
Naquela ocasião, noticiaram órgãos
de imprensa brasileiros que, em conseqüência do êxito dessa campanha tão
aplaudida por Moscou, mães (todas ou quase todas de origem estrangeira)
residentes na Venezuela deliberaram internacionalizar sua campanha,
constituindo em Caracas uma central de alerta anti-TFP
para tomar contato com as mães de sócios ou de cooperadores das TFPs de outros
países (15). Ao que parece, a estranha e deselegante iniciativa não medrou. Ou
talvez esteja à espreita de melhor ocasião para se mostrar novamente à luz do
dia.
De qualquer forma, o contraste é
chocante: neste mundo onde as informações procedentes de todas as partes
circulam por todas as partes, não temos conhecimento de uma só campanha, movida
por um grupo de famílias, contra a corrupção moral dos respectivos filhos, que
haja chegado, sequer de longe, aos extremos de agressividade de que deu mostras
contra a TFP, através de uma diluviana campanha pela imprensa, rádio e TV, um
grupo minoritário de famílias anti-TFP apoiadas pelo
Governo pró-socialista Lusinchi
e pelo semanário do Partido Comunista Venezuelano (cfr. "Tribuna
Popular", semanário do PCV, edições de 12 a 18 e 19 a 25 de outubro de
1984).
Ademais, aplausos à ação do
governo Lusinchi se fizeram ouvir muito
significativamente em órgãos comunistas, como o "Izvestia", órgão
oficial do governo soviético e a revista "Bohemia",
editada nas gráficas do Partido Comunista de Cuba.
Numerosos indícios, surgidos aqui,
lá ou acolá, nos fazem vislumbrar que tramas anti-TFP
análogas tentam articular-se a todo momento ora num, ora noutro país.
Caráter contraditório da aliança PC-famílias
Como ninguém ignora, a doutrina
marxista visa abolir a instituição da família, mediante a implantação de um
regime de casamento tão fácil de ser dissolvido por qualquer das partes, que equivale ao amor-livre. E pela
entrega dos recém-nascidos ao poder público que lhes proverá inteiramente ao
sustento, bem como à formação intelectual e moral, de modo que cesse a função
educativa dos pais.
Ora, para destruir a maior
organização, ou mais precisamente o maior feixe de organizações civis
anticomunistas do mundo contemporâneo, o comunismo vai procurar entre pais e
mães de família as vítimas presumivelmente inadvertidas, ou seja, os
"inocentes úteis" a quem instrumentalizar...
É bem a tática comunista moderna
no que ela tem de mais serpentino!
Ainda bem que, para ajudar a TFP a
se opor a esses ataques, a Providência vai suscitando, em número :sempre maior,
cooperadores, e correspondentes e simpatizantes entusiasmados entre os quais
constituem maioria chefes de família autênticos, dotados de lúcida experiência
do mundo moderno, e que não se deixam ludibriar pelos artifícios sinuosos da
propaganda comunista.
* * *
Finalidade desta obra
A presente obra é uma defesa. Ficam
aqui largamente explanadas as circunstâncias em função das quais esta se tornou
indispensável.
Apontar nela uma expressão de
hostilidade à instituição da família não passaria, pois, de calúnia. E de
inábil calúnia. Pois o próprio do caluniador astuto consiste em forjar uma
versão que impressione os incautos em virtude da semelhança dela com a verdade.
Quanto mais inverossímil uma calúnia, tanto mais é ineficaz.
Em princípio, a explanação do tema
à luz da doutrina da Igreja comportaria três etapas: 1° o que é uma vocação –
famílias e vocação; 2° a demonstração de que pode constituir objeto de uma
vocação específica o entregar-se alguém ao longo de toda a sua vida para atuar
"full time" nas fileiras da TFP; 3° as
famílias e a vocação-TFP, na crise da Igreja e das
sociedades contemporâneas.
O desenvolvimento metódico deste
tema talvez ainda venha a ser feito pela TFP. Sobra-lhe para esse efeito o
material, tanto doutrinário quanto histórico e documentário.
Mas a urgência das circunstâncias
presentes leva a TFP a fazer aqui uma publicação mais própria a atrair a
atenção do leitor moderno, infelizmente pouco propenso às grandes argumentações
doutrinárias, e por demais apetente do mero fato concreto.
Mas, como se verá, à forma de
publicidade adotada no presente volume não faltam grande riqueza e profundidade
de conteúdo.
Nesta obra, apresenta a TFP nada
menos de 443 textos, extraídos de fontes católicas de merecida celebridade e de
ortodoxia ilibada: Papas, Doutores da Igreja, Teólogos, Moralistas, Canonistas,
Santos, Fundadores de Ordens ou Congregações religiosas, hagiógrafos e
historiadores. Esse material inestimável vem classificado em dois grupos,
respectivamente: Parte I - O relacionamento hierárquico e harmônico dos pais
com os filhos, e dos esposos entre si, segundo os ensinamentos de Papas,
Santos, Teólogos e Moralistas, e Parte II - A perfeita harmonia entre o I e o
IV Mandamento nas vidas dos Santos que amaram intensamente a seus familiares, mas
acima de tudo amaram a Deus.
Por sua admirável variedade, por
sua alta sabedoria, expressa entretanto em linguagem acessível, por sua clareza
meridiana, enfim pela autoridade de que goza cada
texto em função da específica situação do respectivo autor, constitui esse
documentário uma leitura atraente. A possante unidade de pensamento de autores
diversos em tudo – épocas e países em que nasceram, condições em que
trabalharam e lutaram em prol da Igreja, situações concretas em função das
quais escreveram as respectivas obras etc. – torna possível ao leitor encontrar
sem maior esforço o "unum" admirável que
liga implícita ou explicitamente todos estes tesouros de fé e de cultura aqui
selecionados.
Enquanto
obra de defesa, é um livro de luta. Cumpre notar entretanto que quando alguém
se defende a justo titulo, não pode ser definido só por isto como amigo da
guerra. Ele é, pelo contrario, um artífice da paz, pois restabelece a justiça
transgredida pela difamação injusta.
Um
prefaciador com as preocupações literárias do século
XIX procuraria alguma bela imagem para dar um titulo a uma tal obra. E, como o
século XIX foi eminentemente poético, mas sob outro angulo também eminentemente
polemico, duas imagens que facilmente ocorreriam ao espirito do prefaciador seriam então "florilégio" e
"panóplia". Dois conjuntos de objetos bem diversos: flores e armas.
Como qualificaria ele o presente trabalho? Entendo que sob certo ponto de vista
estes textos são flores em cujas pétalas rebrilha a luz da fé, flores de paz,
próprias a restituir a concórdia baseada na justiça e na verdade. Pois a paz é
a obra da justiça, segundo a frase do Profeta Isaias
(XXXII, 17), adotada por Pio XII como lema de seu pontificado: "Opus justitiae pax".
Há
tantas famílias equivocadas, mas em cujo espírito o coro magnífico de um tal
número de citações conseguirá trazer a clareza necessária. A TFP – em prol de
quem os autores dessa opulenta coletânea se esmeraram com erudição e
competência notáveis, e sob cujos auspícios esta se difunde – a oferece a tais
famílias, como um florilégio. E a acompanha com as homenagens de sua simpatia e
de sua consideração.
Se
famílias houver que, insensíveis a esta riquíssima coletânea, e sobretudo às
vozes que nas paginas dela parecem ecoar com os timbres de todos os séculos,
continuarem na ofensiva contra a TFP, esta última usará dessa obra como
esplendida panóplia. Panóplia para a luta. Panóplia de armas incruentas mas
refulgentes de luz, de cujo gume ou de cuja ponta resulta a vitória árdua da
justiça. E, portanto, também faz nascer a paz.
Mais
uma vez, "Opus justitae pax".
Assim
procederia o prefaciador do século XIX. Assim, mais
ou menos, gostaria de proceder eu.
*
* *
Mas,
ao terminar o prefácio, deixo as reminiscências do século XIX, e desperto
subitamente para a realidade circunstante. Esta realidade é de uma civilização
que agoniza, num século que também se vai findando. Agoniza, sim, em um
crepúsculo poluído por luzes dúbias, cadencias mecânicas, rápidas, inexoráveis,
brados de caos, extertores que ululam e ameaçam de
sentido enigmático, que cortam de ponta a ponta o ambiente.
Não
quero dar a este livro um título que sincronize com esse caos. Pois em meio a
este não estará o público que me lerá. Só lhe posso dar, portanto, um título
afim com o que reste de vivo na atual civilização industrial super-mecanizada.
Quantas
metáforas encontraram os homens do passado para elogiar as belezas da natureza!
Para o homem da civilização industrial, essas metáforas não tem mais sentido. A
água, por exemplo, tem um nome, um só, que exclui qualquer outro: H2O.
Ele
registra com cuidado tudo quanto sobre a matéria água se pode dizer. E ignora euforicamente tudo quanto, como símbolo, a água significa
para a alma.
Proponho
aqui, aos queridos autores desta obra, um título segundo os estilos da
civilização industrial, que dê uma espécie de inventário seco do que ela
contém. E que, entretanto, não seja caótico, mas ordenativo:
A TFP: uma vocação
TFP
e famílias
TFP
e famílias na crise espiritual e
temporal
do século XX
Notas:
(2) Na alocução "Resistite
fortes in fide", de 29
de junho de 1972, Paulo VI afirma (as palavras textuais do Pontífice são as
citadas entre aspas no resumo da Alocução apresentado pela Poliglotta):
Referindo-se à situação da Igreja de hoje, o Santo
Padre afirma ter a sensação de que "por alguma fissura tenha entrado a
fumaça de Satanás no templo de Deus". Há a dúvida, a incerteza, o complexo
dos problemas, a inquietação, a insatisfação o confronto. Não se confia mais na
Igreja; confia-se no primeiro profeta profano (estranho à Igreja) que nos venha
falar, por meio de algum jornal ou movimento social, a fim de correr atrás dele
e perguntar-lhe se tem a fórmula da verdadeira vida. E não nos damos conta de
já a possuirmos e sermos mestres dela. Entrou a dúvida em nossas consciências,
e entrou por janelas que deviam estar abertas à luz. Da ciência, que é feita
para nos oferecer verdades que não afastam de Deus, mas nos fazem procurá-Lo ainda mais, e ainda mais intensamente glorificá-Lo, veio pelo contrário a crítica, veio a dúvida.
Os cientistas são aqueles que mais pensada e dolorosamente curvam a fronte. E
acabam por revelar: "Não sei, não sabemos, não podemos saber". A
escola torna-se um local de prática da confusão e de contradições, às vezes
absurdas. Celebra-se o progresso para melhor poder demoli-lo com as mais
estranhas e radicais revoluções, para negar tudo aquilo que se conquistou, para
voltar a ser primitivos, depois de ter exaltado tanto os progressos do mundo
moderno.
Também na Igreja reina este estado de incerteza. Acreditava-se
que, depois do Concílio, viria um dia ensolarado para a História da Igreja. Veio,
pelo contrário, um dia cheio de nuvens, de tempestade, de escuridão, de
indagação, de incerteza. Pregamos o ecumenismo, e nos afastamos sempre mais uns
dos outros. Procuramos cavar abismos, em vez de soterrá-los.
Como aconteceu isto? O Papa confia aos presentes um
pensamento seu: o de que tenha havido a intervenção de um poder adverso. O seu
nome é diabo, este misterioso ser a que também alude São Pedro em sua Epístola
(que o Pontífice comenta na Alocução). Tantas vezes, por outro lado, retorna no
Evangelho, nos próprios lábios de Cristo, a menção a este inimigo dos homens. "Cremos
- observa o Santo Padre - que alguma coisa de preternatural veio ao mundo
justamente para perturbar, para sufocar os frutos do Concílio Ecumênico, e para
impedir que a Igreja prorrompesse num hino de alegria por ter readquirido a
plenitude da consciência de si" (Insegnamenti de
Paolo VI, Tipografia Poliglotta
Vaticana, vol. X, pp. 707 a 709).
(3) Em Alocução aos alunos do Seminário Lombardo, em 7 de dezembro de 1968, disse Paulo VI:
A Igreja atravessa hoje um momento de inquietude. Alguns
praticam a autocrítica, dir-se-ia até a autodemolição. E’ como uma perturbação
interior, aguda e complexa, que ninguém teria esperado depois do Concílio. Pensava-se
num florescimento, numa expansão serena dos conceitos amadurecidos na grande
assembléia conciliar. Há ainda este aspecto na Igreja, o do florescimento. Mas
posto que ‘bonum ex integra
causa, maluco ex quocumque defectu’, fixa-se a atenção mais especialmente sobre o
aspecto doloroso. A Igreja é golpeada também pelos que dela fazem parte (Insegnamenti di Paolo VI, Tipografia Poliglotta
Vaticana, vol. VI, p. 1188 - as palavras não são textuais do Pontífice e sim do
resumo que delas apresenta a Poliglotta Vaticana).
Cfr. também nota 2.
(4) Em Alocução de 6 de fevereiro de 1981, aos
Religiosos e Sacerdotes participantes do I Congresso nacional italiano sobre o
tema Missões ao povo para os anos 80, João Paulo II assim descreveu a
desolação hoje reinante na Igreja:
"E’ necessário admitir realisticamente e com
profunda e sentida sensibilidade que os cristãos hoje, em grande parte,
sentem-se perdidos, confusos, perplexos e até desiludidos: foram divulgadas
prodigamente idéias contrastantes com a Verdade revelada e desde sempre
ensinada; foram difundidas verdadeiras heresias, no campo dogmático e moral,
criando dúvidas, confusões e rebeliões; alterou-se até a Liturgia; imersos no
‘relativismo’ intelectual e moral e por conseguinte no permissivismo,
os cristãos são tentados pelo ateísmo, pelo agnosticismo, pelo iluminismo vagamente moralista, por um cristianismo
sociológico, sem dogmas definidos e sem moral objetiva" (L' Osservatore
Romano, 7-2-81).
(5) Logo após ter sido publicada a primeira parte de
sua obra, Leão XIII honrou o autor com o seguinte Breve:
"Ao amado filho Ludwig
v. Pastor, professor de História na Universidade de Innsbruck
Leão P. P. XIII
"Amado filho. Saudação e bênção apostólica.
Juntamente com tua carta, entregaram-nos o primeiro volume da História dos
Romanos Pontífices que principiaste. É-nos grato o
que nos escreves, sobre o fato de terem sido proveitosos para ti os documentos
acerca das coisas antigas, os quais por certo conseguiste no Arquivo Vaticano;
e não é possível que tão grande mostra de erudição deixe de proporcionar muita
luz para a investigação da Antigüidade. Tu, na verdade, tens em mãos uma obra
verdadeiramente laboriosa e, por outro lado, notável pela variedade dos
acontecimentos; tendo começado pelo fim da Idade Média, pretendes prosseguir
até nossa época. Mas desta primeira parte de teus estudos, à qual vemos não ter
faltado a aprovação de varões idôneos, é lícito tirar uma conjectura sobre a
boa qualidade das demais. Exortar-te-íamos, pois, a dar-nos ardorosamente as
partes que faltam, se não soubéssemos que tua vontade é tão fervorosa, que não
necessitas absolutamente de tal exortação. E, na verdade, não podias ter
empregado os dotes de teu engenho mais santa e proveitosamente em qualquer
outra coisa, do que em esclarecer com sinceridade e diligência os feitos dos
Sumos Pontífices, cujos louvores têm costumado obscurecer com tanta freqüência,
não só a incúria dos tempos, como a malévola contradição dos homens. Como
augúrio, pois, dos celestes dons, e testemunho de nossa paternal benevolência,
damo-te no Senhor muito amorosamente nossa bênção apostólica. Dado em Roma, apud S. Petrum, die XX Januarii anno 1887, pontificatus Nostri nono".
Na ocasião em que publicou o quarto tomo de sua obra,
foi Pastor honrado com uma carta de punho e letra do Papa São Pio X, na qual
lhe diz o Santo Pontífice:
"Se teu importante trabalho mereceu tão
extraordinário aplauso, tanto dos eruditos católicos como dos não católicos, tu
o alcançaste, antes de tudo, pela extensão e profundidade de tuas
investigações. Nós te felicitamos por tal êxito, obtido graças a um incansável
labor, o qual redunda deste modo em louvor do Instituto que diriges; e te damos
graças, já que conquistaste também, para a Santa Igreja Católica, méritos muito
grandes. Com alegria alimentamos a esperança de que, servindo-te de nosso
arquivo, continuarás ainda a publicar novos tomos de tua grande obra histórica,
os quais servirão sem dúvida para grande bem da Igreja e difusão da verdade
histórica" (Historia de los Papas, tomo I, vol.
1, pp. 55-56).
(6) A corrupção era grande em Roma. Adriano VI não só
apontava os males da Igreja, mas desejava uma reforma profunda que sanasse
esses males, tendo-a começado por cima com decidida resolução. Onde lhe foi
possível, se opôs à acumulação de benefícios, proibiu toda a espécie de
simonia, e velou solicitamente pela eleição de pessoas dignas para os cargos
eclesiásticos, conseguindo as mais exatas informações sobre a idade, os
costumes e a instrução dos candidatos, lutando com inexorável vigor contra os
defeitos morais. Com a radical reforma da Cúria Romana, empreendida por Adriano
VI, não queria somente este nobre Papa por fim ao estado de coisas que lhe
causava tão viva repugnância; mas esperava também, por este meio, tirar aos
Estados alemães o pretexto para a sua apostasia de Roma – cfr. Pastor, Historia
de los Papas, tomo IV, vol. IX).
(7) LUDOVICO PASTOR, Historia de los
Papas, Editorial Gustavo Gili, Barcelona, 1952, tomo
IV, vol. IX, pp. 107 a 109 / Imprimase: El Vicario General José Palmarolla,
por mandato de Su Señoria, L.c. Salvador Carreras, Pbro., Strio, Canc.
– Os NEGRITOS são do autor deste Prefacio.
(8) NOTA DO EDITOR: Só nas publicações das várias TFPs
cfr:
* 1943 - 0 Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, então
Presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica de São Paulo, publicou o
livro "Em Defesa da Ação Católica", no qual denunciava os erros do
progressismo nascente e o avanço das tendências esquerdistas no seio daquela
associação. Esta obra foi elogiada por determinação de Pio XII, comunicada em
carta ao autor, assinada por Mons. J. B. Montini,
Substituto da Secretaria de Estado, depois Paulo VI. Carta que transcrevemos em
seguida:
"Preclaro Senhor,
"Levado por tua dedicação e piedade filial
ofereceste ao Santo Padre o livro "Em defesa da Ação Católica", em
cujo trabalho revelaste aprimorado cuidado e aturada diligência.
"Sua Santidade regozija-se contigo porque
explanaste e defendeste com penetração e clareza a Ação Católica, da qual
possuis um conhecimento completo, e a qual tens em grande apreço, de tal modo
que se tornou claro para todos quão oportuno é estudar e promover tal forma
auxiliar do apostolado hierárquico.
"O Augusto Pontífice de todo o coração faz votos
que deste teu trabalho resultem ricos e sazonados frutos, e colhas não pequenas
nem poucas consolações.
"E como penhor de que assim seja, te concede a
Bênção Apostólica.
"Entrementes, com a devida consideração me
declaro teu muito devotado".
* 1960 - O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, em
colaboração com três outros autores, escreveu "Reforma Agrária - Questão
de Consciência", livro que denunciava a Reforma Agrária nitidamente
socialista e confiscatória que as hostes comuno-progressistas
começavam a propugnar no início da década de 60.
* 1963 - O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira denunciou a
manobra do comunismo internacional que induz largos setores centristas
católicos a aceitarem a perspectiva de uma eventual eliminação da propriedade
privada na hipótese de uma vitória eleitoral comunista, ou de uma invasão
russa, em troca de uma tal ou qual liberdade de culto. Examina ele o assunto na
obra "Acordo com o regime comunista: para a Igreja: esperança ou
autodemolição?" Tal obra foi publicada originariamente sob o título
"A liberdade da Igreja no Estado comunista", e foi vivamente elogiada
em carta da Sagrada Congregação dos Seminários e Universidades como "eco
fidelíssimo" dos documentos do Supremo Magistério da Igreja. Carta essa
assinada pelo Cardeal Giuseppe Pizzardo
e referendada pelo então Monsenhor, depois Cardeal, Dino
Staffa, Arcebispo titular de Cesaréia
da Palestina, respectivamente Prefeito e Secretário daquele Sagrado Dicastério, e da qual transcrevemos o seguinte trecho:
"Congratulamo-nos com o egrégio Autor, merecidamente célebre pela sua ciência filosófica,
histórica e sociológica, e auguramos a mais larga difusão ao denso opúsculo,
que é um eco fidelíssimo de todos os Documentos do Supremo Magistério da
Igreja".
Teve ela dez edições em português, onze em espanhol,
cinco em francês, quatro em inglês, três em italiano, duas em polonês, uma em
alemão, uma em húngaro e uma em vietnamita. E foi transcrita integralmente em
39 jornais ou revistas de treze diferentes países.
* 1968 - Em julho de 1968 a TFP organizou um
abaixo-assinado, dirigido a Paulo VI, pedindo respeitosamente medidas eficazes
contra a infiltração comunista nos meios católicos. Em 58 dias, 1.600.368
assinaturas foram obtidas nas vias públicas de 229 cidades. Por iniciativa das
respectivas TFPs locais, o abaixo-assinado estendeu-se à Argentina, Chile e
Uruguai, alcançando o impressionante total de 2.038.112 assinaturas.
* 1969 - As revistas "Ecclesia"
de Madrid e "Approaches"
de Londres noticiavam a existência de organismos semiclandestinos,
o IDO-C e grupos proféticos, que visavam a transformação da Igreja Católica em
uma Igreja-Nova, atéia, dessacralizada,
desmitificada, igualitária e posta a serviço do
comunismo. O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira fez uma primeira denúncia dos dois
organismos, em cinco artigos para a "Folha de São Paulo". Depois
disso "Catolicismo" publicou, em número especial a tradução da
matéria de "Ecclesia" e de "Approaches", juntamente com os artigos analíticos do
Prof. Plinio Corrêa de Oliveira.
* 1972 - A "Sociedad
Argentina de Ia Defensa de la
Tradición, Familia y Propriedad" lançou o livro "Los Kerenskys Argentinos" onde denunciava uma minoria
revolucionária constituída por "sapos" da alta finança, clérigos
esquerdistas, homens de imprensa, figuras do Governo de então e da intelligentsia, bem como por políticos
profissionais, cuja atuação visava conduzir a Argentina ao socialismo
populista, pela instauração de um governo esquerdista moderado - muito
esquerdista e pouco moderado.
* 1976 - A "Sociedad
Chilena de Defensa de la Tradición, Familia y Propriedad" lançou o livro "La Iglesia del Silencio en Chile - La TFP proclama la verdad entera", que contém
uma descrição e análise do desconcertante apoio que grande parte do Episcopado
e uma ponderável parcela do Clero chileno, encabeçados pelo Cardeal Silva Henriquez, de Santiago, deram ao marxista Allende para sua
ascensão ao poder e desastrada permanência nele. O livro foi também publicado
na Argentina, Colômbia, Espanha, França e Estados Unidos.
* 1976 - Em junho de 1976, foi lançado o livro "A
Igreja ante a escalada da ameaça comunista - Apelo aos Bispos
silenciosos", no qual o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira apresentava
meticuloso e documentado estudo da infiltração esquerdista nos ambientes
católicos brasileiros desde 1943. O livro apresentava também um resumo da obra
da TFP chilena, "A Igreja do Silêncio no Chile - A TFP andina proclama a
verdade inteira". * 1976 - No livro "Izquierdismo
en Ia Iglesia: ‘Compañero de ruta’ del comunismo en la larga aventura de los fracasos y de las metamorfosis", a Comissão de Estudos da
"Sociedade Uruguaya de Defensa
de Ia Tradición, Família y Propriedad"
mostra como uma parcela influente da Hierarquia e do Clero do respectivo país
apoiaram a subversão que durante vários anos vinha convulsionando a nação
uruguaia, e que teve como braço armado o tristemente célebre movimento
guerrilheiro tupamaro.
* 1977- No estudo, com sete edições em português,
"Tribalismo indígena, ideal comuno-missionário,
para o Brasil do século XXI", o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira denunciou
a corrente neo-missionária "aggiornata"
que faz apologia das condições de vida originária dos índios brasileiros, e
fala contra a catequese bem como a civilização dos mesmos. A dita corrente prega
também uma "luta de classes" entre silvícolas e brancos. Além de
transcrito numa edição especial de "Catolicismo" o referido estudo
foi publicado em inglês na revista "Crusade for
a Christian Civilisation".
1978- Os "Jeunes Canadiens pour une Civilisation Chrétienne"
denunciaram no seu livro "Développement et paix, un socialisme
multicolore au service du communisme",
editado em francês, e em inglês, as tendências marxistas da "Organisation Catholique Canadienne pour le Développement et la Paix" fundada pelo
Episcopado daquele país para ajudar as nações subdesenvolvidas.
* 1980 - Em julho de 1980, o Prof. Plinio Corrêa de
Oliveira publicou o estudo "Na ‘Noite Sandinista’: o incitamento à
guerrilha dirigido por sandinistas ‘cristãos’ à
esquerda católica do Brasil e da América Espanhola", no qual analisa uma
desconcertante sessão da "Semana de Teologia" realizada por
"teólogos da libertação" no teatro da Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo. O estudo do Presidente do Conselho Nacional da TFP foi publicado
em "Catolicismo" e difundido amplamente em todo o País.
* 1981 - A CNBB retoma a envelhecida bandeira
agro-reformista, tentando reerguê-la em sua Assembléia Geral de 1980, que
aprovou o documento intitulado "Igreja e Problemas da Terra". Em
março de 1981 a TFP lançou o livro do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira,
intitulado "Sou Católico: posso ser contra a Reforma Agrária?", no
qual o autor faz exaustiva análise do documento aprovado por 172 Bispos,
mostrando que o mesmo discrepa da doutrina tradicional dos Papas. Na mesma
obra, o documento dos Bispos é criticado como carente de fundamento, também do
ponto de vista econômico, pela penetrante análise do economista Carlos Patrício
del Campo.
* 1982 - Em agosto de 1982, saiu a público a obra
"As CEBs... das quais muito se fala, pouco se conhece - A TFP as descreve
como são". Esta se divide em duas partes, uma da autoria do Prof. Plinio
Corrêa de Oliveira, a outra de dois sócios da TFP, Srs. Gustavo Antônio Solimeo e Luiz Sérgio Solimeo.
Nela o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira delineia largamente o panorama da
situação brasileira e mostra como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -
CNBB - constitui a ponta de lança do esquerdismo no País, para o que esta se
serve da extensa e tentacular organização conhecida pelo nome de
"Comunidades Eclesiais de Base - CEBs". A gênese, a organização,
doutrina e ação das CEBs é tratada com opulenta documentação pelos dois sócios
da TFP, Srs. Gustavo Antonio Solimeo e Luiz Sérgio Solimeo.
* 1983 A "Sociedad
Argentina de Defensa de la Tradición, Familia y Propriedad" publicou uma extensa análise de um
documento do Episcopado platino sobre a situação política daquele país. O
trabalho da TFP argentina, redigido pelo seu presidente Dr. Cosme
Beccar Varela (h), levava o sugestivo título
"Por parte de la Conferencia Episcopal, ambiguidad y omisión. Por parte
de la TFP, reverente deploración".
* 1984 - A TFP, em novo lance contra as hostes
progressistas, deu a lume, em maio de 1984, um livreto
com histórias em quadrinhos, sob o título "Agitação social, violência:
produtos de laboratório que o Brasil rejeita". O opúsculo aborda temas
candentes do panorama brasileiro em geral, e a atuação das "Comunidades
Eclesiais de Base - CEBs", em particular.
* 1984 - Numa edição especial intitulada "Brasil
em chamas?", com base numa reportagem de seus enviados especiais a regiões
afetadas pelas agitações e em informações colhidas nos noticiários de órgãos de
imprensa que circulam em regiões onde se verificaram os conflitos mais graves,
o mensário "Catolicismo" mostra como o largo e bem estruturado plano
de agitação, que se estendeu naquela altura por todo o território nacional, foi
dirigido pela esquerda "católica", através de elementos altamente
credenciados na Hierarquia eclesiástica e de organismos como a "Comissão
Pastoral da Terra - CPT", as "Comunidades Eclesiais de Base -
CEBs", entre outras.
* 1984 - A TFP chilena lançou um número da revista
"Tradición, Familia y Propriedad"
em que denuncia a atuação da esquerda católica na
periferia de Santiago, sob o título "Que prepara la
izquierda católica en los barrios periféricos de
Santiago?".
(9) Mons. Gaillot, Arcebispo
de Evreux, concedeu entrevista a "L’Evénement du Jeudi" nos seguintes termos:
- "Suponho que o Sr. não tenha ainda visto o filme
‘Je vous salve, Marie’, de Jean-Luc Godard.
- "Não, mas tenho desejo de vê-lo!
- "A censura incide sobre esse filme porque nele
se apresenta a Virgem nua. A interdição lhe parece legítima?
- "Eu tenho pouco desejo de que ele seja
interditado. Dada a qualidade do cinema de Godard,
parece-me interessante que ele tente exprimir o ‘Mistério’ na sua arte. Eu não
vi o filme, mas a priori não gostaria que ele
fosse interditado nem que se fizesse uma gritaria escandalosa em tomo
dele".
Cfr. ainda o artigo "Escândalo na França: filme
blasfemo elogiado até pelos que o deveriam impugnar" publicado em
"Catolicismo" de maio de 1985.
(10) Vejam-se, a esse respeito, as seguintes frases de
Nosso Senhor Jesus Cristo: "Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro
do que a vós, Me aborreceu a Mim. Se vós fosseis do mundo, o mundo amaria o que
era seu; mas, porque vós não sois do mundo, antes Eu vos escolhi do meio do
mundo, por isso o mundo vos aborrece. Lembrai-vos
daquela palavra que Eu vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se
eles me perseguiram a Mim, também vos hão de perseguir a vós; se eles guardaram
a minha palavra, também hão de guardar a vossa" (Jo.
XV, 18-20).
"Eu disse-vos estas coisas para que vos não
escandalizeis. Lançar-vos-ão fora das sinagogas; e virá tempo em que todo o que
vos matar, julgará prestar serviço a Deus" (Jo. XVI,
1-2).
Veja-se, ainda, este trecho do célebre "Tratado
da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem", de São Luís Maria Grignion de
Montfort. Nele o grande apóstolo marial comenta as palavras do Gênesis:
"`Inimicitias ponam inter te et mulierem, et semen tuum et semen illius;
ipsa conteret caput tuum, et tu insidiaberis calcaneo eius' (Porei inimizades, entre ti e a mulher, e entre a tua
posteridade e a posteridade dela. Ela te pisará a cabeça, e tu armarás traições
ao seu calcanhar Gn. 111, 15).
"Uma única inimizade Deus promoveu e estabeleceu,
inimizade irreconciliável, que não só há de durar, mas aumentar até ao fim: a
inimizade entre Maria, sua digna Mãe, e o demônio; entre os filhos e servos da
Santíssima Virgem e os filhos e sequazes de Lúcifer;
de modo que Maria é a mais terrível inimiga que Deus armou contra o demônio. (...)
"Deus não pôs somente inimizade, mas inimizades,
e não somente entre Maria e o demônio, mas também entre a posteridade da
Santíssima Virgem e a posteridade do demônio. Quer dizer, Deus estabeleceu
inimizades, antipatias e ódios secretos entre os
verdadeiros filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e escravos do
demônio. Não há entre eles a menor sombra de amor, nem correspondência íntima
existe entre uns e outros. Os filhos de Belial, os escravos de Satã, os amigos
do mundo (pois é a mesma coisa) sempre perseguiram até hoje e perseguirão no
futuro aqueles que pertencem à Santíssima Virgem, como outrora Caim perseguiu seu irmão Abel, e Esaú,
seu irmão Jacob, figurando os réprobos e os
predestinados. Mas a humilde Maria será sempre vitoriosa na luta contra esse
orgulhoso, e tão grande será a vitória final que ela chegará ao ponto de
esmagar-lhe a cabeça, sede de todo o orgulho" (São LUIS MARIA GRIGNION DE
MONTFORT, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, Vozes, Petrópolis, 7a. ed., pp. 54 a 57 / Imprimatur: Por comissão
especial do Exmo. e Revmo. Sr. Dom Manuel Pedro da Cunha Cintra, Bispo de Petrópolis; Frei Desidério Kaiverkamp, OFM, Petrópolis,
16-1-61)
(11) "Os Lusíadas", Canto X, 113.
(12) Cfr. "Meio século de epopéia
anticomunista", Editora Vera Cruz, São Paulo, 1980, 4a. ed., 474 pp.
(13) Poucos, sim, se comparados aos ataques
provenientes de outras fontes. Mas expressivos:
* Na madrugada do dia 20 de junho de 1969, terroristas
detonam uma bomba na sede da TFP à Rua Martim
Francisco, n.° 669, em São Paulo.
* A TFP chilena recebeu, entre 1965 e 1973, numerosos
ataques por parte de "El Siglo", órgão do
Partido Comunista Chileno.
* Durante o mês de fevereiro de 1976, a Rádio Moscou,
em quatro emissões do seu programa "Escucha
Chile", atacou a TFP do país andino e defendeu o Episcopado, a propósito
do livro "La Iglesia del
Silencio en Chile", que a entidade acabava de
publicar.
* Em outubro de 1985 a TFP chilena foi vítima de um
ataque à bomba. Esta fazia parte de uma série de bombas colocadas numa mesma
noite em vários pontos de Santiago por terroristas esquerdistas.
* Em julho de 1978, em Bogotá; em março de 1980, em Medellín; e em novembro de 1981, novamente em Bogotá, a TFP
colombiana teve sedes atingidas por bombas terroristas do "Ejército de Liberación
Nacional".
* Em fevereiro de 1985, outra vez na sede de Medellín, nova bomba explodiu - atribuída à "Frente
Ricardo Franco" das "Fuerzas Armadas
Revolucionarias de Colombia" ligadas ao Partido
Comunista.
* A propósito do Manifesto lançado por ocasião das
eleições presidenciais de 1984, no Equador, a TFP daquele país recebeu
numerosos ataques por parte de jornais comunistas.
* A 20 de Novembro de 1984 o "Izvestia",
órgão oficial do governo soviético, patenteia sua inteira solidariedade com o
estrondo publicitário de que foram alvo a Associação Civil Resistência,
co-irmã das TFPs, e o Escritório de representação das TFPs em Caracas.
Também fizeram eco ao dito estrondo publicitário os
seguintes órgãos comunistas:
- "Novedades de Moscú" (março de 85), edição espanhola do boletim oficial
de informações "Moskovkie Novosti";
- Eduard KUVALIOV, no livreto "Atentado na praça de São Pedro" da
Editorial da agência de imprensa comunista russa, "Novosti";
- "World Marxist Review" (abril de
85), publicada em Praga, na Checoslováquia, principal órgão de análise de
política internacional do comunismo;
- "O Diário" pulicado
em Lisboa (11 de outubro e 21 de novembro de 1984), órgão oficioso do Partido
Comunista Português;
- "Bohemia"
(7/12/84), revista editada nas gráficas do Partido Comunista de Cuba;
- "Tribuna Popular" (12 a 18 de outubro e 19
a 25 de outubro de 1984), semanário do Partido Comunista Venezuelano;
- "Unidad"
(20/12/84), órgão do Partido Comunista Peruano;
- "Voz Proletaria"
(7 e 9 de outubro de 1984), órgão do Partido Comunista Colombiano.
(14) 16 destacadas personalidades venezuelanas, entre
juristas, políticos, intelectuais e colunistas de jornais, denunciaram a
ilegalidade flagrante da medida, chegando alguns a levantar o problema da
inconstitucionalidade do decreto de fechamento. Cfr. MARIANO ANTONIO LEGEREN,
"Tirania, despotismo e perseguição religiosa na Venezuela
socialista", in "Catolicismo",
fevereiro de 1985.
Sairá a lume em momento oportuno uma obra consagrada a
historiar documentadamente e analisar com serenidade
e coragem o conjunto de fatos tenebrosos que desfecharam em tal decreto.
(15) Estados Unidos, Canadá, Colômbia, Equador, Peru,
Bolívia, Argentina, Uruguai, Chile, Brasil, Portugal, Espanha, França, Itália,
Bélgica, Alemanha, Austrália, África do Sul, Inglaterra e Costa Rica.