
O combate de Hitler à Igreja Católica não proibindo, mas quase impossibilitando a escola confessional, tem alarmado vivamente, e com razão, o episcopado alemão, que está disposto a animar os seus fiéis a resistirem a todo transe, aos seus esforços tendentes a substituir a educação cristã da mocidade, por uma educação ditada pelos princípios do nacional socialismo.
Hitler, o encabeçador de um regime que passa por essencialmente anticomunista, está usando, na sua tendência ao estatismo absorvente, de processos não muito dissemelhantes dos bolchevistas.
É o trágico encontro de dois extremos, que muito tem solicitado as atenções do Sumo Pontífice, pois esta crise entre o Estado hitlerista e a Igreja Católica tende a assumir forma aguda.
Não se pode compreender a intenção de Hitler ao fomentar esta luta, que demonstra uma falta de política extraordinária.
Isto é a prova cabal de que só a Igreja Católica é a verdadeira inimiga do comunismo.
E esta afinidade entre hitlerismo e bolchevismo é francamente comprometedora.
Nota: Para mais documentos a respeito, clique Nazismo-comunismo: verso e reverso da mesma moeda