Santa Catarina de Siena (29/4), leiga terciária dominicana, suscitada por Deus para se dedicar pela Santa Igreja em época de grande crise

Santo do Dia, 30 de abril de 1971

A D V E R T Ê N C I A

O presente texto é adaptação de transcrição de gravação de conferência do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira a sócios e cooperadores da TFP, mantendo portanto o estilo verbal, e não foi revisto pelo autor.

Se o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira estivesse entre nós, certamente pediria que se colocasse explícita menção a sua filial disposição de retificar qualquer discrepância em relação ao Magistério tradicional da Igreja. É o que fazemos aqui constar, com suas próprias palavras, como homenagem a tão belo e constante estado de espírito:

“Católico apostólico romano, o autor deste texto  se submete com filial ardor ao ensinamento tradicional da Santa Igreja. Se, no entanto,  por lapso, algo nele ocorra que não esteja conforme àquele ensinamento, desde já e categoricamente o rejeita”.

As palavras “Revolução” e “Contra-Revolução”, são aqui empregadas no sentido que lhes dá o Prof. Plínio Corrêa de Oliveira em seu livro “Revolução e Contra-Revolução“, cuja primeira edição foi publicada no Nº 100 de “Catolicismo”, em abril de 1959.

 

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Hoje é festa de Santa Catarina de Siena (1347-1380), virgem e Doutora da Igreja. A ficha de Santa Catarina de Siena é a seguinte:

Aproximava-se o Natal, o primeiro que Catarina passava em Roma. Sempre gostara de presentear seus amigos nessa santa festa, com flores e cruzes, quando menina e pobre.

Agora, porém, que dispunha de prestígio, era conseguindo indulgências e concessões da Igreja, que proporcionava alegria aos amigos.

Não esqueceu o Papa, enviando-lhe cinco laranjas que ela mesma dourara, acompanhando o presente com essas linhas expressivas: “Sede uma árvore de amor enxertada sobre a Árvore da Vida, Cristo, o doce Jesus. Desta árvore nascerá uma flor brotada de vossa vontade, o pensamento das virtudes e os seus frutos amadurecerão para maior honra de Deus e salvação de vosso rebanho.

“Esse fruto parece amargo a princípio, ao ser mordido pela boca do santo desejo, mas tornar-se-á doce, desde que a alma se resolva a sofrer até a morte pelo Cristo crucificado e pelo amor do bem.

“Assim se dá com a laranja, que se põe na água a fim de lhe retirar o amargor, açucarando-a em seguida e dourando-a por fora. E agora, onde lhe ficou o amargor? Na água e no fogo.

“O mesmo se passa, Santíssimo Padre, com a alma que concebe o amor da virtude. O que a princípio lhe parece amargo, provém de sua imperfeição. O remédio está no sangue de Cristo crucificado, que proporciona a água da graça, purificando-a do amor-próprio e sensual, que enche a alma de tristeza.

“E como o sangue está ligado ao fogo, pois que foi derramado com o fogo do amor, podemos dizer, na verdade, que o fogo e a água purificam a alma do amor-próprio e dela extraem o azedume que a princípio continha, enchendo-a de força pela perseverança e paciência e adocicando-a pelo mel de uma humildade profunda.

“Assim preparado o fruto, e então dourado, e esse ouro simboliza o ouro da pureza e o ouro reluzente da caridade, que se manifesta por uma verdadeira paciência no serviço do próximo, e que nos permite suportá-lo sempre com imensa ternura de coração, dele não guardando senão o amargor da ofensa feita a Deus e o mal ocasionado às almas”.

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Fazer o “Santo do Dia” com base nessa lindíssima ficha é mais ou menos a mesma coisa que se fazer um chá de pedra… Porque a imagem é tão florida, é tão complicada de idéias, de subentendidos, de analogias etc., que eu tenho impressão de que, pelo menos entre meus jovens ouvintes, “saint-simonizando” [neologismo proveniente do nome do famoso Duque de Saint-Simon, da corte do Rei Luís XIV de França, que significa dizer em termos muito amáveis, n.d.c.], 99% não puderam acompanhar…

De maneira que posso dar a ficha ao mesmo tempo como muito bonita e perfeitamente inexistente. Tanto mais que não tenho memória para guardar todo o seu conteúdo e recompor a cena. De maneira que sou obrigado a fazer um “Santo do Dia” tirado do nada.

Os senhores estão vendo aqui do que se trata, em duas palavras.

* Numa época de grande degradação da Cristandade, a Providência suscitou Santa Catarina de Siena

Santa Catarina de Siena, como os senhores sabem, era uma leiga, terciária dominicana, tendo sido das maiores vicejadas pela Igreja, na Itália, no século XIV.

Ela vivia sob a direção de um padre muito bom, o bem-aventurado Raimundo de Cápua, que escreveu uma biografia dela muito bonita. E com essa peculiaridade: ele era seu confessor e tinha autorização dela de contar o que tinha ouvido. De maneira que temos esse fato peculiar: a história de um santo escrita por outro santo. Mais do que isso: a história de um penitente escrita por seu confessor. É, realmente, muito singular.

Li essa vida de Santa Catarina de Siena escrita pelo bem-aventurado Raimundo de Cápua e achei uma verdadeira maravilha!

Estávamos no século XIV, numa situação da Igreja realmente trágica. A Idade Média – antes de acabar, fazendo que a Europa gerasse o monstro do protestantismo -, ela estava dando todos os sinais de decadência que podiam fazer recear o que viria a ocorrer.

Na Igreja tinha entrado não propriamente uma heresia ─ ó Igreja feliz desse tempo de decadência! ─, mas entrara o abuso de toda espécie de bens eclesiásticos.

Exatamente a Ordem Beneditina, que fora o esteio da Igreja na Europa, estava em decomposição. Os abades se serviam de suas prerrogativas, de seus privilégios, de sua pompa, e se serviam de tudo isso para levar uma vida de grandes senhores seculares.

Os mosteiros – riquíssimos! – proporcionavam aos seus religiosos não a tranquilidade e a estabilidade que trazem o desapego dos bens da terra, mas pelo contrário uma vida de luxo, que era o oposto da regra de São Bento. Esta última quer o luxo para a liturgia, para a pompa da Igreja, mas quer a simplicidade para a vida dos frades. E nós não tínhamos isso.

No século XIV, havia o luxo para a liturgia, é bem verdade, mas também um excesso de fausto e de regalo humano entre os frades. O clero secular estava mais decadente ainda do que o clero regular. E o mal ia até a cabeça da Igreja: aos cardeais, até ao papa. De onde cismas…

Em um período houve um papa e dois antipapas simultâneos, com uma confusão tão grande que houve santos obedecendo a cada um dos antipapas ─ estavam evidentemente, de boa-fé, eram santos. Mas a tal ponto tinha chegado a confusão, que os espíritos bons lamentavam a ausência dos papas de Roma.

Precisamente os papas verdadeiros estavam em Avignon, cidade que era um feudo que eles possuíam em França e ali viviam sob a férula, sob o domínio dos reis da França. Roma chegou a ficar uma cidade tão abandonada que o gado se apascentava dentro das igrejas, onde a erva crescia alto, tal era a situação de degradação em que estava a Cristandade.

Foi nessa época que a Providência suscitou essa leiga semirreligiosa, da ordem terceira dos dominicanos, mas que vivia como uma religiosa, dentro da própria casa do pai.

* Algumas peculiaridades da vida de Santa Catarina

Ela constituiu em torno de si um grupo e, mais tarde, um movimento e tinha peculiaridades curiosas!

Uma dessas peculiaridades era precisamente o de ficar conversando com seus amigos até muito tarde, de maneira que ela fazia rodas e comentava os fatos do dia, os acontecimentos mais notáveis da atualidade, dava instrução religiosa e esses amigos eram verdadeiros entusiastas dela. Era o que nós poderíamos chamar o grupo de Santa Catarina de Siena.

Ela gostava muito de conversar, tinha uma boa prosa, era uma pessoa muito inteligente e, ao mesmo tempo, uma pessoa que sabia muito bem tratar com os indivíduos, manteve correspondência com vários papas. Além do que era favorecida com visões, revelações com previsões do futuro.

Houve um desses papas que voltou para Roma e depois quis retornar para Avignon e ela predisse: “Se Vós voltardes para Avignon, vós morrereis logo”. Ele morreu no caminho…

Os senhores compreendem que fatos desses lhe davam um grande prestígio junto ao papado. E, portanto, podem bem imaginar a influência que tinha em toda a Cristandade daquele tempo.

Ela trabalhou muito para a reunificação da Igreja, para a volta dos papas para Roma e, de algum modo conseguiu, porque um papa fixou-se em Roma, já então unificado o cisma e a situação procedeu normalmente.

Santa Catarina gostava de dar presentes de Natal aos seus amigos. Os senhores estão vendo o espírito ameno, alegre – no bom sentido da palavra -, o espírito afável dessa religiosa tão penitente e tão mortificada.

Mas os presentes que oferecia eram simbólicos. Quando era pobre, dava flores, de que o solo da Itália é fecundo, e cruzes, de que a vida do católico é fecunda também.

Essa ideia de presentear flores e cruzes no Natal é muito equilibrada, porque o Natal é uma época de alegria e é bom oferecer flores nesse período. Mas, para o verdadeiro católico, não há flores sem cruzes, e é sempre bom na hora das flores lembrar a alma que se tem que preparar para as cruzes.

Em outras palavras, não há alegria sem sofrimento e é sempre bom na hora da alegria a gente se lembrar que deve estar preparado para o sofrimento.

Mais ainda: também não há cruzes sem flores. Porque para o verdadeiro católico o sofrimento é aceito como uma coisa que é indispensável para a santificação, para nos unir a Nossa Senhora. E, por causa disso, a cruz é recebida com alegria.

Essa alegria da alma são as flores com que o católico adorna as cruzes que Deus lhe manda.

Acontece algo desagradável, o católico recebe isso com flores, como Nosso Senhor Jesus Cristo. Quando Ele pegou Sua Cruz para carregar até o alto do Calvário, conta-se que A abraçou e osculou afetuosamente e depois A colocou sobre os ombros porque era a Cruz redentora do gênero humano, o instrumento para a realização daquilo para o que Ele tinha vindo à Terra, ou seja, para resgatar o gênero humano.

* Outros presentes oferecidos por Santa Catarina no Natal: indulgências e advertências salutares para a vida espiritual

Depois ela se tornou mais importante, dotada de prestígio junto aos papas, então dava presentes muito mais elevados: indulgências e dons espirituais.

Para os senhores compreenderem o que é o valor das indulgências, têm que tomar em consideração que quase todos aqueles que morrem passam pelo Purgatório.

Lá, a alma é purificada das manchas que tinha nessa Terra. Há um salmo de David que diz: “Se iniquitatis observaveris, Domine, Domine, qui sustinebit? – Se Vós, ó Deus, ó Deus, observardes as iniquidades – quer dizer, os defeitos das almas –, quem se sustentará diante de Vós?” Os teólogos dizem que até muitos santos passam pelo Purgatório, de maneira que do Purgatório é dificílimo a pessoa escapar. E as indulgências são exatamente graças que encurtam o Purgatório, ou que fazem até com que a pessoa nem passe por ele.

Os srs. compreendem como as pessoas, numa época de Fé, deveriam ser sôfregas em receber indulgências, porque era uma garantia contra as chamas – não eternas certamente -, mas tão lancinantes do Purgatório.

Então, os medievais eram sôfregos das indulgências, eles faziam peregrinações enormes. Iam a pé, digamos, do norte da Suécia até Santiago de Compostela, na Espanha, só para lucrar as indulgências da peregrinação. Iam a pé até a Terra Santa, só para lucrar as indulgências da peregrinação. Desciam pelos Balcãs, atravessavam o estreito pequeno do Bósforo para chegar até lá. Realizavam viagens em que se expunham a acidentes, a serem roubados, espancados, a não encontrar trato adequado, a adoecer e com o risco mesmo a morrer só para conseguir indulgências…

Chegava a noite de Natal, essas almas sôfregas de indulgências encontravam, mandado por Santa Catarina de Siena, um Breve papal com tais e tais indulgências… O que eles iam normalmente buscar em Compostela ou na Terra Santa, encontravam na noite de Natal como um presente mandado pela sua grande benfeitora espiritual… Os senhores podem imaginar a alegria que esse dom causava!

Mas Santa Catarina era sempre também uma grande “dizedora” de verdades. E mesmo de um modo ameno, tais verdades estavam subjacentes no que ela fazia.

Os srs. estão vendo bem que com o presente das indulgências vinha uma lembrança: “Não se esqueça que você tem que pagar… Pense nas suas contas, pense nas suas contas… As suas contas talvez sejam deficitárias. Abra os olhos, lembre-se da morte”…

Isso vinha no bimbalhar dos sinos, na noite de Natal, sob a linda forma de um perdão. Não pode haver uma forma mais linda. Mas esse perdão deixava uma interrogação: “Essas indulgências são suficientes? Não restará mais para pagar?…”

E mais: “Abra os olhos daqui para o futuro, porque a indulgência que agora pode ser uma indulgência plenária que cubra tudo, não cobrirá para o futuro. Haverá tempo de você receber outras indulgências até o próximo Natal?…”

Havia, portanto, sob uma forma muito graciosa, muito amena, muito afetuosa, havia uma advertência e muito salutar para a vida espiritual.

* No presentear ao Papa com cinco laranjas, havia um significado: a laranja é bonita e gostosa, mas também ela tem amargor e produz decepção

Os europeus daquela época tinham uma ideia dos países tropicais que era mais ou menos o que uma criança pode fazer da lua.

Quer dizer, eles pensavam que nas regiões de clima quente a natureza era muito mais esplêndida, os pássaros eram rutilantes, as flores enormes e exalando perfumes assombrosos, as frutas tinham um gosto maravilhoso. E uma das mais prestigiosas, porque às vezes chegava do sul da Itália ou da Espanha, muitas vezes da África e da Ásia, eram as laranjas.

Laranja, não se sabe bem qual é a etimologia da palavra, os estudiosos discutem, mas alguns acham que vem de ouro e é “auranja”, isto é, uma fruta feita de ouro.

Os senhores encontram um ligeiro apoio para essa etimologia no que vem narrado nesse trecho de Santa Catarina de Siena.

Ela manda para o papa cinco laranjas, portanto coisas raríssimas, seriam como se fosse cinco frutas da lua. Mas, infelizmente para o papa, são laranjas pintadas, não são autênticas. Mas ela, que comeu laranja e que sabia como prepara-la, faz uma toda uma descrição que eu não saberia repetir aqui, para instigar o papa à virtude.

De um modo gracioso, muito amável, cinco bolas pintadas de ouro, chamadas laranjas, lá vem toda uma história cuja síntese, em última análise, é a seguinte: a laranja é bonita, gostosa, mas tem amargor, também produz decepção.

E no total vem um pensamento que estimula o espírito à penitência, ao amor ao sofrimento, a não procurar apenas os prazeres dessa vida.

* Paralelo entre a crise naquela época e a do século atual

O que diria um alto, médio ou pequeno prelado contemporâneo se recebesse laranjas desse tipo? A primeira coisa seria uma indignação: “Que freira boba e ingênua essa que me mandou cinco bolas de papelão pintadas! É mesmo bem uma coisa de freira…”

Os espíritos perderam o frescor e a candura. E, assim, seriam capazes de aceitar laranjas de matéria plástica e achariam “gozado” esse gesto. Mas laranja bonita, feita por uma freira, um pouco imperfeita, traduzindo uma ingenuidade de alma encantadora, isso eles não saberiam sentir como era bonito…

Uma missiva dessas, eles leriam até o fim? Eu tenho minhas dúvidas… Eles entenderiam? Os mais velhos talvez. Quanto aos mais novos, tenho minhas dúvidas.

Se entendessem, gostariam? Creio que a quase totalidade, não, porque eles não gostariam de ser chamados à penitência. Eles se julgam tão acima de qualquer advertência, de qualquer censura, que absolutamente não aceitariam que um leigo lhes dissesse qualquer coisa.

Os documentos do Concílio Vaticano II, eu não os li todos. Mas tanto quanto os li e ouvi deles falar, tem esse lado peculiar: ao contrário de quase todos os outros Concílios, não trata do mau estado da Igreja, ao mesmo tempo que esse começa ali a mostrar todas suas chagas.

Os padres de hoje não aceitam que se diga que eles têm defeitos, embora estes vão estourando de todos os lados. E se alguém lhes for dar um conselho, será recebido como quem lhes dissesse uma injúria.

Aqui os senhores compreendem a diferença das duas crises. Os historiadores da Igreja falam hoje da crise do século XV, com tintas as mais negras. Eles têm razão. Foi uma crise tristíssima. Se compararmos a crise daquela época com a de hoje, seria mais ou menos como comparar as armas de fogo do tempo dos bandeirantes, com a bomba atômica… Quer dizer, já é arma científica – se quiserem -, é mortífera, também é verdade. Mas quão ingênua, quão insuficiente ela é em comparação com a bomba atômica!

Também a crise do século XV: quão insuficiente, quão pequena ela seria para causar os males tremendos de nossos dias.

Por quê? É o espírito da Revolução que penetrou e que apresenta como uma das características, o orgulho do clero, que não quer reconhecer, suas próprias faltas. E por causa disso cai nelas cada vez mais profundamente, com o que se desgasta e desfecha na situação que estamos.

* Devemos tomar a Santa Catarina como padroeira e pedirmos seu auxílio na conquista de grandes vitórias para a Igreja

Uma vez que Santa Catarina de Siena foi uma santa que tanto trabalhou para reerguer a Igreja em seu tempo, é natural que ela seja tida como nossa padroeira, que nós, que trabalhamos pela causa católica nesse desabamento geral, peçamos a ela que nos auxilie do alto do Céu, para que possamos, nessa vida, conquistar para a Igreja grandes vitórias, como ela conquistou.

O protestantismo teria vindo muito mais depressa, muito mais arrasador, não teria havido a reação magnífica do Concílio de Trento, se Santa Catarina de Siena não tivesse existido.

Nós somos tão menores do que ela e devemos desejar uma coisa tão maior. Não devemos desejar pôr um meio dique a essa crise, mas devemos desejar que ela cesse inteiramente. Devemos desejar que a Revolução seja reduzida a escombros e sobre eles se construa o palácio, ou antes, a fortaleza magnífica do Reino de Maria.

Santa Catarina de Siena, certamente, do alto do Céu deseja isso e de toda alma. Devemos pedir, portanto, a ela que nos obtenha essa graça.

Fica aí a intenção do comentário dessa noite. É um pouco de “chá de pedra”, mas quando só há pedra para fazer o chá, tem que se beber “chá de pedra”… Ficamos, então, nisso.

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