São Macário (19/1) e o desejo de ficar só para refletir, analisar, meditar

Santo do Dia, 22 de abril de 1971

A D V E R T Ê N C I A

O presente texto é adaptação de transcrição de gravação de conferência do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, mantendo portanto o estilo verbal, e não foi revisto pelo autor.

Se o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira estivesse entre nós, certamente pediria que se colocasse explícita menção a sua filial disposição de retificar qualquer discrepância em relação ao Magistério da Igreja. É o que fazemos aqui constar, com suas próprias palavras, como homenagem a tão belo e constante estado de espírito:

“Católico apostólico romano, o autor deste texto  se submete com filial ardor ao ensinamento tradicional da Santa Igreja. Se, no entanto,  por lapso, algo nele ocorra que não esteja conforme àquele ensinamento, desde já e categoricamente o rejeita”.

As palavras “Revolução” e “Contra-Revolução”, são aqui empregadas no sentido que lhes dá o Prof. Plínio Corrêa de Oliveira em seu livro “Revolução e Contra-Revolução“, cuja primeira edição foi publicada no Nº 100 de “Catolicismo”, em abril de 1959.

 

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São Macário de Alexandria (sec. IV), cuja festa se comemora a 19 de janeiro

Aqui temos uma ficha sobre São Macário de Alexandria:

“Muitos monges mostravam desejo de abandonar a solidão para se dedicar ao trabalho nas cidades, visando, desse modo, converter maior número de almas. A esses, São Macário dedicou a seguinte história: havia numa cidade, um barbeiro muito hábil, que cobrava três soldos por barba feita. Assim, ao término de um dia de trabalho, obtinha uma quantia necessária para satisfazer a todas as suas necessidades, guardando ainda uma pequena porção para o futuro.

“Acontece que ele ouviu contar que, numa grande cidade próxima, pagava-se muitíssimo mais por barba feita. E considerou ser de maior vantagem abandonar sua freguesia e, trabalhando menos, obter maiores rendimentos no outro lugar. Vendeu o que possuía e estabeleceu-se na cidade vizinha.

“De fato, no primeiro dia, após haver feito poucas barbas, recebera quantia mais do que razoável. No fim da jornada, tinha muito dinheiro. Foi, então, ao mercado comprar o que precisava para comer. E viu que as coisas eram de tão alto preço que, após as compras, não lhe restava nem mesmo um soldo. Voltou então à sua cidade natal, certo de que lá, recebendo bem menos, pelo menos teria algo com que garantir sua velhice.

“É preciso – concluiu São Macário – preferir esse pouco fruto que obtemos na solidão, que não é nunca interrompido nem pelos embaraços do mundo, pelos movimentos da vanglória, nem pelos cuidados do alimento de cada dia: pois o justo encontra mais contentamento no pouco que  em todas as riquezas dos pecadores. Vale mais contentar-se com esse ganho, embora pequeno, que desejar um maior. Porque embora obtenhamos pela feliz conversão de muitas pessoas, nós perderemos o melhor por causa da necessidade de conversar com o mundo e com as distrações e inquietações contínuas. (…)

Um anacoreta queixou-se a São Macário de que todos os dias, desde nove horas da manhã, sentia, na solidão, uma fome estranha, embora no mosteiro pudesse passar semanas sem comer. Respondeu-lhe o santo: Não fique surpreendido, meu filho: é que no deserto não há ninguém que seja testemunha de vosso jejum, que vos sustente e nutra com seus louvores, enquanto a vanglória é vosso alimento no mosteiro, e o prazer de se destacar ante os outros por vossa abstinência vos vale tanto quanto uma refeição”.

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Acho que a ficha de São Macário, ainda que se tenha muita veneração para com ele, não está bastante clara. E creio que seria preciso fazer adaptação de seu pensamento.

Em última análise, o problema de que ele trata é o seguinte: os senhores viram que se tratava de um eremita que estava com vontade de ir para a cidade, estava com vontade de fazer apostolado na cidade, alegando provavelmente que o lucro espiritual que ele poderia obter na cidade era maior do que o lucro que poderia obter em seu Eremo. A razão é que ele poderia salvar muitas almas etc., etc. São Macário, então, conta a história do barbeiro.

Assim também as pessoas que estão na grande cidade, ou que vão trabalhar, fazer apostolado fora dos ermos podem, talvez, obter frutos mais vistosos, maiores, mas o custo que tem para isso é extraordinariamente maior. Por que isso? Porque no convício com os homens se torna muito mais difícil a santificação e a salvação do que na solidão.

O melhor da vida não está na gente se agitar, em tratar com outros, mas sim em pensar, em refletir, em meditar, em unir sua própria alma a Deus. E, portanto, os que se mantêm no isolamento, porque receberam essa vocação, foram mais aquinhoados por Deus do que os que foram chamados para agirem e lutarem no meio dos homens.

Esse pensamento é muito verdadeiro, mas ele tem um lado que me parece particularmente oportuno e que diz respeito ao que é o suco e a essência da vida.

O homem de hoje em dia foi preparado, por toda uma longa atuação dos que se dedicam à Revolução gnóstica e igualitária, para não compreender nem um pouco o isolamento nem a reflexão, e menos ainda, a meditação.

De tal maneira que os senhores observem o estilo de vida da maior parte das pessoas. Elas se levantam e se rezam, fazem-no apressadamente. Sua primeira preocupação consiste em se pôr em contato com os outros. Então liga o rádio, a televisão, toca o telefone enquanto está em casa. Se sai, vai à procura dos outros ou vai fazer esporte, digamos que vai para a Igreja (mas rapidamente…), depois vai trabalhar. E essa pessoa passa o resto todo do tempo em contato com outros, ouvindo novidades, recebendo novidades, dando impressões, causando impressões, até o momento em que volta para casa.

Lá, mais uma vez é o telefone, o rádio, a televisão, a conversa. Os senhores tomem uma pessoa de hoje em dia e perguntem quanto tempo ela passou isolada, só, e verão que não foi quase nada. Quase não leu… As pessoas de hoje em dia quase não leem. Quando o fazem, leem apenas jornais e muito por alto. Depois de ter lido, não pensam, não refletem.

Os senhores poderão encontrar gente “babando”. Ainda existe essa categoria de pessoas: estão numa cadeira, jogadas, olhando para o ar, mas pensando em nada,  em geral com um aparelho qualquer ligado. Mas ainda que o aparelho não esteja ligado, elas estão tomando fôlego, estão rememorado desordenadamente coisas ao sabor da fantasia. Mas pessoas seguindo um pensamento contínuo, estruturado, ordenado, com vistas à aquisição de uma verdade, à consolidação de uma convicção, à definição de uma observação, quase não encontram. Isso se tornou a coisa mais rara que possa haver. O homem contemporâneo tem verdadeiro horror a isso.

Ora, acontece que o suco da vida do homem não consiste em estar em contato com os outros, mas segundo a sentença de São Macário, consiste em isolar-se para refletir, para definir observações, para dar um corpo e uma concatenação àquilo que ele viu e presenciou para, depois, analisar isso à luz de princípios que conhece, que estudou, sobre os quais ele meditou e que constituem para si um patrimônio, como que um prisma a partir do qual analisa todas as coisas, para depois tirar conclusões e consequências.

Essas serão, às vezes, consequências de ordem prática, mas muitas vezes serão de ordem puramente especulativa. São máximas sobre a vida, são sentenças.

O que é isso? Considerar assim as coisas à luz da Doutrina Católica, é fazer oração, é uma forma de elevação da mente até Deus e o homem contemporâneo quase não faz isso.

Os senhores me dirão que o homem contemporâneo não o faz porque não tem tempo para isso.

E eu direi que essa afirmativa contém uma aparência de verdade e é o erro mais rotundo que se possa imaginar. Porque se toda a humanidade tivesse de fazer isso, acabava fazendo. Não há rádio, não há televisão, não há trabalho que segure toda uma sociedade que queira isolar-se, que queira pensar. É porque o homem foge do isolamento e da reflexão, que se mete no meio dos outros o dia inteiro. Ele detesta esse esforço interior e por isso foge de qualquer pensamento, de qualquer reflexão. Então ele se mete com os outros. Não é porque ele esteja super ocupado.

Os senhores dirão: “Ah! Dr. Plínio, o senhor não conhece o peso da vida, a necessidade de ganhar dinheiro etc., etc.”

Aqui está o bom São Macário nos mostrando que os preços são altos e a vida é agitada nas cidades grandes, mas que nas cidades pequenas os preços são mais baratos e a vida mais tranquila. Isso é de todos os tempos…

Por que o homem forma esse conglomerado enorme de cidades agitadas? Porque gosta de agitação. Está livre a ele ir para o interior e levar uma vida mais tranquila. Ele não o faz porque, exclusivamente, lhe agrada a agitação das grandes cidades. Essa é a razão determinante das grandes concentrações.

As razões econômicas raras vezes são determinantes no que se passa na História. As razões psicológicas são as verdadeiramente determinantes.

E daí decorre que as pessoas, tomadas por esse vício, exteriorizadas continuamente, estão no extremo oposto do que falava São Macário. Não se trata aqui apenas de fazer um elogio da vida reclusa, da vida eremítica. É claro que esse é um estilo de vida que merece muito elogio, quer se trate de ermos, quer se trate de cenóbios. Trata-se de mostrar que, mesmo na vida do homem que está no mundo, deveria haver lazer para a contemplação, lazer para a meditação e que, sem meditação e contemplação, o homem não é nada. Ele não toma o suco da vida, porque o suco da vida é esse.

Há pouco tempo, Dr. Luizinho contou-me que, estando em Amparo com alguns membros do Grupo, não do Êremo, mas outros que estavam na cidade e que resolveram tomar um sorvete, porque era um desses dias de calor extraordinário que tivemos no começo do ano. Foram a uma sorveteria e começaram a conversar com o sorveteiro. Este lhes contou o seguinte: ele vivia muito tranquilo, até estava contente porque aquele dia não havia muitos fregueses; mas que sábado e domingo, sim, eram dias horrorosos.

Então, perguntaram: “Mas o senhor não ganha muito mais no sábado e domingo?” Ele disse: “Ganho. Mas para que ganhar tanto assim? Gosto mais de ter uma vida sossegada e ter o suficiente para viver: é o que eu tenho nos dias de semana. Sábado e domingo o trabalho é excessivo. Eu já sou dono dessa casa. Ganho para viver suficientemente trabalhando apenas num dia tranquilo. Para que preciso me sobrecarregar de atividades? Eu não estou de acordo com isso. Eu gosto mais desses dias mais tranquilos.” No fim, deu sorvete gratuito aos nossos…

Aí os senhores encontram esse contentar-se com pouco, não fazer  questão de estar continuamente subindo, subindo, subindo, mas contentar-se em ser o que é na ordem natural das coisas, em produzir apenas para garantir a sua subsistência condigna e normal, e o resto do tempo fazer o que provavelmente fazia esse homem, porque ele não tem jeito de ser um ouvidor de rádio, nem um telespectador. É, com certeza, uma pessoa que fica em casa, terminado o dia, põe seus chinelos e fica numa cadeira de balanço no sossego da cidade de Amparo…

“Vazio”, dirão os senhores. Respondo: é verdade. Para o homem vazio, é vazio. Mas o que não é vazio para o homem vazio? Uma vida cheia de agitação também não é vazia?… Ele está privado do suco da vida. Qual é o suco vida? É exatamente essa reflexão, essa oração que nos faz penetrar no fundo das coisas, que nos faz conhecer o âmago das coisas e que prepara, assim, a nossa alma para o Céu.

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Não posso me esquecer – para aludir a fatinhos pequenos da vida de todos os dias – de uma lavadeira do Dr. Paulo que, vendo a sala do Reino de Maria na Rua Pará, teve esse comentário que nenhuma das pessoas de alta colocação, muito educadas e muito ricas que visitaram a rua Pará, teve. Olhando aquele ambiente disse: “Dr. Paulo, depois de ver essa sala a gente tem menos vontade de morrer”…

Essa lavadeira não é uma mulher vazia. Essa é o tipo da pessoa que chega em casa e, de repente, se lembra da Sala do Reino de Maria. E enquanto frita um ovo, ou olha um gato que anda em cima do telhado, ou enquanto tira poeira de uma cadeira de balanço e nela se senta, tem um olhar por onde percebe o sentido profundo das coisas e a densidade que existe nesta vida.

O Sr. Plínio Solimeo me contou-me que levou para visitar a Sede da Rua Pará, o dono do “Bar Senhorita”, um português do qual tenho ouvido falar muitas coisas pitorescas. Ele até dá donativos para o Oratório da Rua Martim Francisco etc., etc. Fez vários comentários muito pitorescos e muito interessantes a respeito da Sede. Muito mais interessantes do que o comentário da pessoa vazia, pseudo educada – “que bonita! Que linda! Que extraordinário!”, que é ficar na superfície das coisas. Ele, estando numa das salas, como foi que ele disse do caminho do Céu?

(Aparte: Ele achou muito recolhida a Sala do Reino de Maria. Eu, então comentei, com ele: “parece-me que nós estamos a três quilômetros da rua”. Ele falou: “Não, parece que nós estamos já a meio caminho do Céu”).

É um dono de bar, é uma lavadeira, mas eles têm uma dimensão interior na cabeça por onde veem o que gente muito culta não vê. Pode mostrar o que for, não vê… O máximo da reação é a de um senhor culto, instruído, se bem que não o conheço, mas que, pelo que me contam, muito acima da média, que foi visitar a Sala do Reino de Maria, olhou lá e o máximo que disse foi: “é lícito sentar-se um pouco aqui?” E sentou-se para olhar. É o máximo da meditação. Não sai uma palavra… A lavadeira, o dono do Bar Senhorita, esses comentam porque têm alma, têm um critério, se quiserem, um sexto sentido, por onde veem as coisas de um outro modo. E sabem pensar.

Como acontece que há tão pouca gente assim hoje? Esse homem mesmo falava a respeito da “Bagarre” [realização das promessas de Fátima, n.d.c.]. O que ele disse a respeito?

(Aparte: Falando sobre a decadência do mundo de hoje e toda a imoralidade, e toda a desordem na Igreja, ele disse que devia acontecer alguma coisa de grave ainda, que não sabia o que era. Então, eu lhe disse que Nossa Senhora já havia previsto em Fátima que se o mundo não se convertesse, a Rússia espalharia seus erros pelo mundo, depois, viria um grande castigo, muitas nações seriam aniquiladas e por fim o Imaculado Coração dEla triunfará. Ele disse: “Eu ficaria satisfeito de morrer só por saber que essa desordem acabaria”).

Quer dizer, um homem que tem fome e sede da “Bagarre”!… É um padeiro, não precisa estudar. O essencial não é o estudo para isso, naturalmente o estudo pode enriquecer, mas ter uma impostação da alma por onde a pessoa é capaz de pensar coisas dessas e querer coisas dessas. Essas são pessoas que se recolhem, que pensam, esses são os que têm verdadeiramente sabedoria dentro da cidade de São Paulo.

A sabedoria dessa lavadeira e desse dono de bar, eu admiro!

Por que razão é que não se é assim? Os senhores sabem que “se” o que quer dizer? Em castelhano se diz de modo muito interessante: “Porque uno no es así”. Mas “uno” a gente está vendo muito bem quem é  o “uno” que está em causa… Então, porque não se é assim, porque “uno” não é assim?

“Uno” não é assim porque em primeiro lugar, foi viciado desde pequeno à apetência exagerada das coisas externas: “olha o brinquedinho! olha o chocalho!” A criança começa a se excitar eletricamente com aquilo. Não sabem deixar uma criança no berço meditando, quieta e tranquila. Todo mundo que se acerca de uma criança, em vez de, por exemplo, afagar a criança, procura excitar a criança: “ti, ti, ti, ti…” Os primeiros movimentos já são um convite a uma extroversão excessiva.

Depois, todo mundo só fala com a criança de maneira a convidá-la ao riso, à peraltagem, à falta de seriedade. Há o elogio sistemático da criança traquinas e o desaponto do pai quando o filho tem juízo. Um pai que tem um menino de cinco anos que já dá sinais precoces de reflexão, nunca contará isso aos amigos… Ele contará se o menino mordeu a perna de uma visita. “Ah, o seu menino é terrível! Eu não sei o que vai dar…” O que quer dizer: é um gênio, porque morde as pernas dos outros, porque quebra um bibelô na casa da visita, porque se fosse na casa da própria família a coisa seria muito mais terrível. O acontecimento não é indicativo de que é um gênio.

Vai se criando assim um clima de excitação que cria uma antipatia para com o recolhimento. De onde a oração, a piedade passam a ser coisas cheias de tédio. A Missa passa a ser um funeral… Ao menos antigamente, porque agora as coisas estão “evoluindo” e a Missa também é excitante. Então a criança ficar quieta durante toda a celebração era uma hora de tédio, de horror.

A graça faz inúmeros convites para o recolhimento, à reflexão, mas a criança não resiste porque não quer resistir, porque não é fiel à graça. E assim vai se exteriorizando cada vez mais e dá numa pessoa viciada na superficialidade de espírito. E aí acabou-se. Dá no que os senhores já sabem…

Então, devemos disso tirar pelo menos uma conclusão: se “uno” está habituado a isso, tenho um conselho que é  o seguinte: procurar fazer marcha-a-ré, voltar. E isso por meio de dois recursos:

1) pedir a Nossa Senhora que nos dê a graça do recolhimento, que nos faça nascer na alma ideias, reflexões, movimentos, que nos convidem a um pouco de isolamento que seja, e a um pouco de pensamento.

2) que a gente pratique a ascese de não estar continuamente no meio da excitação e do torvelinho.

Uma parte do dia – meia hora que seja – ficar sem estar fazendo algo, sem estar conversando, mas estar só e quieto. E depois uma hora… e depois duas horas…

Os senhores dirão: “Mas onde fica o tempo para meu trabalho?”

Eu digo: o trabalho rende muito mais para os que sabem tirar tempo para não trabalhar e [assim poder] pensar, do que os que só sabem trabalhar e se divertir. Esse é um trabalho estéril e inútil, não rende nada!

Isso é duro. Porque o vício de estar continuamente se distraindo com as coisas pega na pessoa. É mais difícil abandonar esse vício do que deixar o vício do jogo, se quiserem. Mas, sem isso não há verdadeira formação católica e “uno” jamais será verdadeiro contra-revolucionário. Será “ultramontano de sensação e de superfície”, não será contra-revolucionário de profundidade.

Então, seguindo o conselho de São Macário, devemos pedir a Nossa Senhora, por intermédio dele, que nos obtenha de Nosso Senhor Jesus Cristo a graça desse estado de espírito, desse estado de alma, desse isolamento e desse recolhimento.

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