
São José (Giuseppe) Moscati (Benevento, 25/07/1880 – Nápoles, 12/04/1927), terceiro da esquerda (sentado), um jovem e brilhante médico-professor com seus primeiros alunos. Ele consagrou sua castidade à Nossa Senhora do Bom Conselho
O Dizionario di Teologia Morale, publicado sob a direção do Cardeal Francesco Roberti, com a colaboração do então Arcebispo (hoje Cardeal) Mons. Pietro Palazzini, assim discorre sobre a castidade:
“A castidade, parte subjetiva da virtude da temperança, é a virtude moral que leva o homem a moderar o uso e o apetite da deleitação venérea segundo as normas da reta razão. A esta norma natural, que regula o uso da faculdade procreativa dentro dos limites de seu fim, se acrescenta na fé cristã a consideração da dignidade do corpo humano que pelo batismo foi elevado a membro de Cristo e templo do Espírito Santo (I Cor. VI, 15-20). O objeto material desta virtude é o ato e o prazer sexual propriamente dito, enquanto a pudicícia se refere aos atos periféricos. Como toda virtude, a castidade comporta facilidade no exercício de seus atos; portanto, a abstenção, do uso ilegítimo do prazer sexual à custa de grandes esforços não é ainda castidade, mas simplesmente continência.
Castidade perfeita e imperfeita
“A castidade se divide em perfeita e imperfeita. É imperfeita em quem se abstém do uso desordenado do prazer venéreo, sem porém excluir o uso legítimo seja presente (para os cônjuges), seja futuro (para os jovens), seja passado (para os viúvos). É perfeita quando, além da abstenção presente do uso ilegítimo, exclui também o legítimo, no passado e no presente com o propósito (com ou sem voto) de manter este estado também no futuro.
A castidade preserva o homem da tirania da concupiscência
“Se bem que na hierarquia das virtudes a castidade ocupe um grau inferior a muitas outras, na prática muito justamente é-lhe atribuída uma função preponderante na vida cristã; porque é esta virtude que preserva o homem da tirania da concupiscência, a qual, pela veemência de suas paixões, pode produzir notáveis distúrbios nas funções morais das faculdades superiores (inteligência e vontade), criando, com os defeitos e vícios que daí seguem, grande dificuldade e muitas vezes a impossibilidade de uma vida virtuosa conformada à caridade (Sum. Theol., II-II, q. 153, art. 5).
Vantagens da castidade tanto para o indivíduo como para a sociedade em geral
“A castidade aperfeiçoa o homem individualmente e é útil à sociedade não apenas indiretamente, enquanto perfeição individual que se reflete sobre a vida social, mas também diretamente, pois regula a procriação, que é um bem de todo o gênero humano. Ela faz isto: a) de modo negativo, ao limitar o ato sexual às únicas circunstâncias que, segundo a reta razão, tornam possível uma adequada educação (matrimônio); b) de modo positivo, contribuindo para o incremento do gênero humano ao não permitir o ato sexual completo também no matrimônio, se não for realizado no modo adequado à geração”. (…) (Mons. GIUSEPPE PALAZZINI e Pe. CORNÉLIO DAMEN CSSR, in Dizionario di Teologia Morale, Ed. Studium, Roma, 1968, 4ª. ed., revista à luz do Concílio ecumênico Vaticano II, pp. 257, 265 / Imprimatur: Sac. Marius Iacovelli, Vic. Gen., Tibure, 25-2-1968).