O recente
decreto de repressão à infiltração totalitária em nosso País merece nosso
decidido apoio.
Já é conhecida
a linha de conduta do “Legionário” a respeito da questão nazista, do perigo que
tal questão, indebitamente transferida para nosso
território, provocava no Brasil. Dispensamo-nos, pois, de fundamentar nossa
atitude perante o recente decreto presidencial.
Mais uma vez, o
Brasil se encontra na situação clássica que se repete tão freqüentemente em sua
história: não lhe faltam leis boas; é preciso tão somente aplicá-las com o
rigor e a seriedade necessária para torná-las eficazes.
Este é o caso
com o decreto contra o nazismo. Como também com as leis de repressão ao
comunismo, que cumpre não esquecer.
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Analisando o
referido decreto, vemos que ele traz o cunho característico do Sr. Getúlio
Vargas, e que é tão extremamente macio, que deveria despertar a gratidão de
todos os nazistas das plagas brasileiras e não sua indignação.
Com uma penada,
o Sr. Presidente da República poderia ter liquidado a questão. Bastar-lhe-ia
proibir a constituição de sociedades políticas recreativas ou culturais em que
fosse vedado o ingresso de brasileiros ou quaisquer outras pessoas, por motivo
de nacionalidade.
Pelo decreto
referido, os estrangeiros podem ter clubes privativamente seus, cujo acesso
poderá ser franqueado aos seus filhos, embora estes não sejam sócios. A
propaganda nazista individual continua permitida desde que não seja feita por
ameaça ou pelo suborno. Os desfiles, passeatas e comícios comemorativos dos
dias nacionais (inclusive os nazistas) continuam permitidos.
O referido
decreto não é, pois, intolerante. Está até muito e muitíssimo longe disto.
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Para que se aquilate a gravidade do perigo nazista
no Brasil, bastaria mencionar um recente telegrama do Rio Grande do Sul, em que
se noticiava haver 2845 escolas alemãs naquele Estado, com 1117 professores dos
quais só 20 conheciam o português. Aliás, das 36 sociedades estrangeiras
inscritas na polícia da nossa Capital 12 eram alemãs e 8 italianas.
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Logo após a anexação da Áustria à Alemanha, alguns
católicos foram levados a supor um recuo de Hitler em sua paganização
da Alemanha.
O contrário, porém, é que está sucedendo. A paganização também da Áustria já teve início com a aplicação naquele pobre
país das leis nazistas sobre esterilização completamente contrárias à doutrina
católica.
Ainda há pouco, se teve notícia também do primeiro
processo de divórcio na Áustria por motivos racistas. Um austríaco casara-se
com uma judia, convertida por ele, e agora, julgando-se ariano, requereu o divórcio, que lhe foi concedido, sob a alegação
de que sua mulher era judia.
O regime nazista prova, assim, mais uma vez, que
está animado de propósitos irremediavelmente contrários à civilização católica.
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O Sr. Filinto Müller declarou aos jornais não ver inconvenientes no
regresso do Sr. Café Filho ao Brasil.
Os leitores devem estar lembrados de que esse
ex-deputado foi um dos mais ativos defensores das doutrinas da esquerda na
Câmara, e se asilou na Embaixada Argentina logo que foi declarado estado de
guerra, sem dúvida por ter “culpa no cartório”.
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A polícia do Rio Grande do Sul convidou a
retirar-se do Brasil o chefe nazista de Pelotas, depois de uma série de
diligências felizes em sua residência.
É muito louvável essa atitude da polícia riograndense, pois não se compreende que um estrangeiro
venha procurar introduzir no Brasil processos de partidos políticos europeus
que procuram exclusivamente paganizar os seus patrícios, pervertendo o povo
brasileiro e conspirar contra a soberania do Brasil.
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Uma caravana de perto de cem pessoas foi durante a
Semana Santa procurar o espírita Anésio Siqueira no
Rio de Janeiro, a fim de receber os seus “passes”.
Cem pessoas que vão de navio atrás do espírita de
Campo Grande dão bem idéia dos frutos que consegue certo jornal com o seu sensacionalismo escandaloso e justificam amplamente a
campanha movida por este jornal contra o sensacionalismo.
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O governo do
México propôs às nações americanas um pacto de honra para a supressão dos
bombardeios aéreos e da guerra química, evitando o morticínio da população
civil não combatente.
O que valeu os propósitos humanitários do governo
mexicano, pode-se avaliar pelo modo com que ele realiza em sua política
interna, que é um tecido de morticínios e atrocidades praticadas contra os
católicos.