Merece registro a delicada
iniciativa do Ex.mo Rev.mo Sr. Arcebispo Metropolitano de mandar celebrar Missa
em sufrágio das almas dos guardas civis falecidos por ocasião do deplorabilíssimo crime que enlutou recentemente nossa
Cidade.
Nesse gesto, há duas lições
preciosas. A primeira, é que a melhor prova de reconhecimento e afeto póstumo
não consiste nas honras póstumas, tributadas pelo mundo com grande alarde, mas
que de nada valem aos mortos. Um católico não tem melhor modo de se mostrar
grato aos serviços prestados por um morto à Igreja ou à Pátria, do que
sufragando sua alma. A segunda lição atinge o romantismo liberal do século
passado, ainda muito vivaz entre nós. Quando se verifica um crime, a primeira
lembrança de compaixão não se dirige para as vítimas, mas para o criminoso. Há
nisto uma dupla injustiça. Nosso primeiro pensamento deve ser para Deus Nosso
Senhor, que foi ofendido, e ao Qual devemos prestar atos de amorosa reparação.
O segundo pensamento para as vítimas. E finalmente, só para o fim, uma
compaixão sincera e eficaz, porém não isenta de uma severa censura, deve
reportar-se ao criminoso. É esta a ordem da perfeita caridade.
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Destacamos, do noticiário dos
jornais desta Capital, o seguinte telegrama de Berlim, publicado pelo “Estado
de S. Paulo”:
“Com exceção de Thaelmann, todos os comunistas alemães que se achavam
recolhidos aos cárceres do “Reich” foram postos em liberdade devendo, porém,
permanecer sob vigilância especial da polícia. Entre as pessoas postas em
liberdade figuram igualmente as que tinham demonstrado sua hostilidade ao pacto
com a Rússia, organizando uma demonstração de desagrado por ocasião de uma
emissão da rádio de Moscou”.
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Pelas autoridades federais foi
reconhecida recentemente a Escola de Educação Física que funciona nesta
Capital.
Ninguém ignora a proteção
benevolente e calorosa que a Santa Igreja sempre dispensou às iniciativas
destinadas a proteger a saúde e o desenvolvimento físico dos povos. A formosa
Pastoral de saudação do Ex.mo Rev.mo Sr. D. José Gaspar de Affonseca
e Silva é disto uma prova irrefutável. Por isto, os católicos só tem a aplaudir
a fundação de uma Escola de Educação Física.
Entretanto, a Igreja, que sempre
afirmou valer a alma infinitamente mais do que o corpo, sustentou e sustenta
com infalível firmeza que o exercício físico nunca pode ser feito em detrimento
dos princípios da moral.
Por isto, deploramos que a Escola
de Educação Física promova exibições esportivas algumas das quais feitas em
indumentária incompatível com o que preceitua a moral católica.
Generaliza-se cada vez mais o
hábito de exibições de moças em trajes que nenhum católico pode aprovar. Esses
desfiles já foram condenados solenemente pelo Santo Padre Pio XI, de santa e
gloriosa memória.
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A este propósito, cumpre
acrescentar que as exigências reais de uma educação física bem entendida nunca
chegam até qualquer prática atentatória da moral. Se tal se desse, a moral
deveria triunfar. Mas a realidade é que Deus, autor da natureza humana como da
Religião, não cairia em contradição consigo mesmo formulando mandamentos
incompatíveis com as verdadeiras necessidades do homem.
Educação física dissonante da
moral não é senão pseudo-educação física.
Esperamos que o Governo do Estado,
informado dessa dolorosa situação, lhe dê pronto remédio.