Respondendo a uma interpelação na Câmara dos
representantes, o primeiro ministro do Japão, príncipe Konoye, declarou:
“Acredito que seria um erro tentar aplicar sem modificações
as normas totalitárias no Japão”.
Afirma assim o Príncipe Nipônico que a elas devem
ser aplicadas modificações.
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Não conhecemos as modificações do totalitarismo
nipônico.
Mas os seus pontos de semelhanças são inúmeros.
Apoiados na força - a ala exaltada do exército, o Príncipe Konoye
- como Hitler faz, com auxilio das S.A. destroe as
liberdades dos cidadãos, extingue os partidos políticos e substitui o direito
pela força.
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Na política externa os métodos nazistas e nipônicos
são semelhantes - depois da invasão da China, de sujeitar e humilhar a Indochina francesa, os nipões começaram a exaltar
a opinião pública contra as Índia Holandesas - como os jornais
nazistas fizeram com a Áustria, Tcheco-Slováquia e a Polônia, noticiando fantásticas perseguições - porque a possessão
holandesa não recebeu como um presente dos céus a sua incorporação em uma nova
ordem de coisas na Ásia Oriental, sob a orientação japonesa, prelúdio da sua conquista, e
isso disse o general Blust ao governo de
Tóquio.
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É digno de nota não ter o Japão encontrado no
extremo Oriente o servilismo com que países europeus mais civilizados se
submeteram ao jugo nazista, sem.... [erro tipográfico].
E entre essas resistências, a China se destaca
mostrando que, como na velha fábula, há ainda quem prefira ser lobo magro e
livre a ser cão gordo acorrentado. Ainda agora o ministro das relações
Exteriores de Chung-King, Sr. Wang-Chung-Hui, reafirmou que, com o auxílio dos Estados Unidos, a China derrotará a ameaça
totalitária no Extremo-Oriente.
A Finlândia, a Grécia e a China escrevem
as mais brilhantes páginas de heroísmo da história moderna.
Ao contrário, os países aderentes ao eixo tem
gastos que espantam os mais prevenidos. Ainda agora a Hungria, que não deveria
esquecer nunca a tétrica experiência do regime do terror sob Bella Khun, entra em entendimentos com Moscou para o reatamento de
suas relações comerciais - primórdios de nova ação da propaganda comunista.
Essas atitudes incríveis são conseqüência da sempre
crescente aproximação teuto-soviética, que por
conveniências políticas é de quando em quando disfarçada por hábeis
propagandistas.
Ainda há poucos dias, Molotov e o Conde Schulemberg, embaixador alemão, trocaram instrumentos de ratificação
dos acordos sobre as fronteiras e outros firmados entre os dois países.
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Não só a Rússia tem em alta conta
as suas relações comerciais.
Também a Alemanha reinicia as suas
atividade extra-bélicas, e os telegramas de Berlim
anunciam que as firmas germânicas do Pará e do Amazonas receberam ordem para
recomeçar suas compras de borracha que será enviada via Japão.
Confiantes na vitória, os nazistas abrem escolas coloniais.
Mas o racismo não esquece de ressaltar que os alemães serão enviados às futuras
colônias por prazo determinado, para exercerem unicamente função de
administradores e diretores. E estudam já os planos a serem aplicados na África para sua
exploração.
Ao contrário do povo superior - germânico -
pretendem transferir 8 milhões de poloneses definitivamente para as regiões
subtropicais entre as florestas tropicais e os desertos da África, para assim
roubar-lhes sem risco de futuras reivindicações o território.
As provas do desprezo desumano do racismo pelos
países que ele considera inferiores continua e o Instituto da Economia
Agropecuário anunciou ter sido
oficialmente proibida a venda de pão branco ou farinha de trigo aos poloneses.
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Não só aos inimigos se estende o desprezo racista.
Também os próprios aliados são vítimas dele, e a prova é que, em vez de
auxiliar os italianos na Albânia ou na África, os
nazistas procuram dominar as principais bases italianas na Península e na
Sicília, dando evidente prova
de desconfiança em seus aliados - porque são latinos e não pertencem à raça
nórdica.
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Ao contrário, apesar de adversários dos ingleses, e
contra toda a conveniência política, os nazistas deixam transparecer que odeiam
o governo Churchill e os que se batem
contra a ideologia nazista, mas admiram o povo inglês pelo seu sangue.
É o ministro da Aeronáutica do Reich, general Milch, que declara pelo rádio:
“Devemos esperar perdas. Já em 1918, os aviadores
ingleses eram os melhores do mundo, pondo de parte os alemães. Os ingleses são
de raça germânica e tem, como nós, espírito combativo. Seria um milagre se eles
desaparecessem repentinamente da superfície da terra. Nós, soldados, sabíamos
que a quebra da resistência britânica exigiria de nós tarefas diferentes
daquelas que enfrentamos na Polônia, na Bélgica e na França.
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Ainda que Hitler vencesse a guerra,
a posição dos ingleses seria preferível à dos italianos. Pois mesmo quando o
combate, o racismo distingue o inglês - por seu sangue - dos outros povos que
julga inferiores: eslavos, latinos, etc.