Plinio Corrêa de Oliveira

 

 

7 Dias em Revista

 

 

 

 

 

Legionário, N.º 445, 23 de março de 1941

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Empenhado em promover um pronto aumento de sua tiragem, visando ulteriores desenvolvimentos, o “Legionário” deseja possuir, em cada cidade do Estado, um representante que se incumba de angariar assinaturas e quiçá anúncios, bem como promover a venda avulsa de nosso jornal, tudo mediante comissão.

Os agentes também se deverão encarregar de nos enviar noticiário da respectiva cidade.

Assim, pedimos a nossos leitores residentes em cidades onde ainda não possuamos agentes, que nos enviem seus nomes. Acentuando que nenhum trabalho deverá ser feito por nossos agentes sem prévia autorização do Rev.mo Pároco do lugar. Nosso agente deverá ser católico praticante, filiado à Ação Católica ou a alguma outra associação religiosa.

Sendo encarecida com sumo vigor pelos Sumos Pontífice e pela hierarquia católica do mundo inteiro o trabalho pela boa imprensa, nutrimos a convicção de que será considerável o números de católicos que atenderão a nosso apelo.

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Tratamos em nosso último número do problema dos “casamentos no Uruguai”. Em dolorosa oposição com a facilidade com que, em tantos países, se desrespeita o vínculo conjugal, do Vaticano chegou pelo telégrafo, destinado à imprensa em geral, esta esplêndida estatística: dos processos de anulação de casamentos apresentados nas Cúrias Diocesanas no mundo inteiro durante 1940, as autoridades Eclesiásticas só julgaram dever encaminhar à Santa Sé 63 casos, considerados infundados todos os outros pedidos. Desses 63 casos, a Santa Sé só declarou nulos 21.

Bela lição, para que compreendam o altíssimo apreço em que a Santa Igreja tem o vínculo conjugal estabelecido pelo Sacramento do Matrimônio.

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Publicamos em nosso último número o trecho de um discurso do Santo Padre, em que este declara que não é neutro. E, para que documento de tão alta importância não passe desapercebido a nenhum de nossos leitores, publicamo-lo novamente, em outro local de nossa edição de hoje.

Para esta seção, reservamos um documento de valor não menor. Procede ele de um jornal católico francês do Canadá, que publicou o seguinte trecho traduzido do “Osservatore Romano”:

“O Papa, no decurso de uma alocução pronunciada por ocasião de uma audiência geral, dizia que a imprensa mentirosa não é menos mortífera que os tanques e os aviões. Os acontecimentos dos dias seguintes justificaram esta denúncia feita pelo Papa”. Em conseqüência o órgão do Vaticano declara falsas as seguintes notícias:

1- As notícias segundo as quais a Europa se deveria contentar a uma “nova ordem”.

2- a asserção segundo a qual Sua Santidade, desde há muito, se manifesta contrária à forma democrática de governo.

3- as versões segundo as quais a situação dos católicos alemães teria experimentado melhoras.

4- a notícia de que os representantes da Santa Sé teriam incitado as tropas de um país a passar sob as bandeiras de outro beligerante.

5- a afirmação de que o Papa havia incitado a França a fazer com a Alemanha um imediato tratado de paz, sob pena de ruína completa.

Parece-nos que a orientação deste jornal não precisaria de melhor confirmação.

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Merece registro o delicadíssimo gesto do Santo Padre Pio XII que enviou a S.E. o Cardeal Suhard, Arcebispo de Paris, um donativo de cem mil francos destinados a aliviar a pobreza dos parisienses.


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