A vitória das forças do Gal. De Gaulle e da Inglaterra, na Ásia Menor, vem por em foco o delicado problema dos Lugares Santos e
do Santo Sepulcro. Como se sabe, a Igreja sempre se esforçou por que os
lugares santificados pela vida terrena e Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo
ficassem ao acesso dos fiéis, garantida ali a plena liberdade de realização dos
atos religiosos no ambiente de respeito que os deve cercar. Mais ainda, a
Igreja sempre considerou com horror a
possibilidade de esses lugares serem privados dos monumentos veneráveis que
neles se encontram, desde que venham a ser habitados por um governo hostil.
Ora, enquanto é cada vez maior o números de judeus
ali localizados, parece que a Inglaterra e a Itália rivalizam em
promessas, garantias e amabilidades para os árabes. Assim, pergunta-se o que se
pode esperar depois de normalizada a região, caso tais promessas venham a ser
cumpridas.
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Há leitores que entendem que o “Legionário” exagera quando, com toda a severidade,
condena os erros doutrinários do totalitarismo. Parecer-lhes-ia que a caridade
exige mais brandura e que assim é preciso falar com mais panos quentes.
Entretanto, a verdade é que tais leitores não estão
habituados à santa liberdade de linguagem com que procedem jornais católicos de
outros países. Temos, por exemplo, em mãos um recorte do órgão católico da
diocese do Cardeal Dougheety, órgão esse que Sua Eminência tem mais de uma vez
abençoado. Tratando do caso de certa moça católica que resolveu “casar-se” com
um protestante divorciado, que é filho do Presidente dos Estados Unidos e que
dispensou portanto qualquer solenidade religiosa, o jornal tem expressões das
mais radicais, não hesitando em dizer que ela trocou sua Fé por uma felicidade
meramente terrena, de que amargamente se arrependerá de futuro, e fazendo
outras considerações que muitos dos leitores tímidos do “Legionário” achariam
certamente excessivas. Mas é que, provavelmente, por lá ainda não medrou um
certo lirismo caritativo que aqui impera, e que é uma radical negação do
verdadeiro espírito da Igreja.
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Julgamos conveniente acentuar que, até agora, não
apareceu a famosa Pastoral que certos telegramas previam do episcopado alemão
elogiando a guerra contra a Rússia, empreendida pelo Sr. Adolph
Hitler. Essa pastoral não
saiu e não poderia ter saído. Ao contrário dela, o que foi publicado pelo “Osservatore Romano” foi um artigo magnífico de que demos o
resumo e que mostra que o Santo Padre não reconheceu essa pretensa cruzada.