De uma estatística publicada pela Procuradoria
Geral do Distrito Federal, e divulgada nesta Capital pelo "Estado de São
Paulo", se depreende que o número de casamentos que em 1936 foi de 11.244
no Distrito, chegou em 1937 a 12.474, e caiu, em 1940, para 9.870. Pelo
contrário, o número de desquites que em 1936 era de 221, atingiu em 1940 o
total de 481.
Estas cifras indicam um curso geral das coisas que,
evidentemente, não é privativo do Rio de Janeiro. Em São Paulo, provavelmente a desagregação da família tem tomado
incremento. Isto demonstra à saciedade como é conveniente que todos os
católicos leiam e propaguem a belíssima Carta Pastoral em que nosso Episcopado
trata do assunto e, sobretudo, que saibam viver santamente os preceitos que ali
se indicam.
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A Finlândia vai estabelecer
agora relações diplomáticas com a Santa Sé. Entretanto, nesse país os católicos
são apenas em número de 1.000. Este fato prova que não é por motivos internos,
mas pelo crescente desenvolvimento da influência da diplomacia vaticana no mundo inteiro que a Finlândia deseja acreditar
um embaixador junto à Santa Sé, se bem que a Finlândia seja o país mais
luterano do mundo.
Que esse feliz indício de grande prestígio do
Papado sirva também para o instrumento da Santa Igreja na Finlândia!
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Temos acentuado o renascimento do fervor com que os
povos asiáticos, estimulados pelo escandaloso exemplo do Sr. Adolph Hitler, adotam atitudes cada vez mais nítidas de
apego ao paganismo.
No Japão, a influência das velhas crenças, outrora um tanto
abalada, parece consolidar-se.
Um despacho telegráfico informou de que os soldados
japoneses mortos em combate trazem, quase todos, amuletos e fetiches de sua
religião nacional. Agora, sob o signo dessa religião, se organiza uma
“juventude japonesa” análoga à “Hitlerjugend”,
destinada a formar futuros “füherers” para toda a
Ásia Oriental que passará por uma
“mobilização cultural” evidentemente pagã.
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No outro extremo da Ásia, na Transjordânia, o emir Abdulah exigiu que todos os
funcionários públicos assumam “atitude adequada aos preceitos do Islã, e prática
dos ritos elementares da religião muçulmana”. Os transgressores sofrerão
sanções.
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Entre nós já temos uma "mesquita" em
construção. Agora, fundou-se uma "sociedade beneficente muçulmana”, que
tem por fim a prática da religião muçulmana e da caridade! A princípio,
disse-se pelos jornais que a construção da mesquita tinha um significado
inteiramente simbólico, e agora já existe uma associação muçulmana, destinada a
congregar os muçulmanos que aqui se iriam diluindo na massa do país, em torno
dos princípios do Alcorão. Que diria Anchieta se soubesse que em São Paulo se
ergueria de futuro uma mesquita?