O LEGIONÁRIO sempre considerou com a maior
desconfiança o famigerado mahatma Ghandi, outrora comparsa de Moscou, e hoje elemento conspícuo da
“quinta coluna” indiana.
O noticiário telegráfico da semana passada trouxe
importante confirmação a essa suspeita. O Sr. Ghandi
deliberou alterar a política de neutralidade benévola em favor da Inglaterra,
aconselhando os hindus a que se levantassem contra o domínio britânico pelos
famosos processos da resistência passiva.
Indiscutivelmente, o Sr. Ghandi
é um político sagaz. Estará ele de boa fé, e não perceberá que desarma por esta
forma seu país contra as investidas nipônicas?
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Devem ser consideradas simplesmente ridículas as
noticias telegráficas veiculadas pela imprensa diária na semana passada acerca
de um pretenso apelo feito pelo Santo Padre Pio XII às potências
católicas, no sentido de que conservem como forma de governo os “regimes
autoritários” católicos. A Expressão “regime autoritário” é uma “camuflagem”
muito desgastada entre nós, e através de suas cores desbotadas transparece um indisfarçável colorido nazista. A Igreja considerará sempre
com prudente reserva tais regimes. E de mais a mais nunca se recomendará esta
ou aquela forma de organização política de preferencia a qualquer outra, desde
que nenhuma delas seja contrária ao direito natural e à Revelação.
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Com efeito, o grande Leão XIII já definiu irretorquivelmente que a Santa Igreja Católica aceita
qualquer regime político - monárquico, aristocrático, democrático - pois que,
em si mesmo considerado, nenhum deles é contrário ao direito natural e nada tem
de essencialmente contrário ao Catolicismo.
Não adianta, pois, que os pescadores de águas
turvas pretendam perturbar o espírito da opinião pública com notícias
telegráficas que não passam de manobras sem fundamentos.
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Merecem insistente vigilância da parte dos
elementos católicos as novelas radiofônicas que se vêm fazendo ouvir em algumas
de nossas emissoras, e que muito freqüentemente difundem doutrinas imorais ou
projetam a luz da mais declarada publicidade sobre temas inconvenientes.
É típica, a este respeito, uma novela de propaganda
de conhecido dentifrício, que será lida por uma grande difusora, e cujo enredo
é francamente nocivo no recato do lar.
Nosso público deve demonstrar claramente seu
desagrado por tais processos de propaganda.