Em edição anterior, manifestamos nossas reservas e
nossa formal censura à atitude do ''patriarca''
cismático de Moscou visitando o ''camarada'' Stalin. A aproximação cismático-comunista
é mais um dos ''bluffs'' deste século tão fecundo em
toda sorte de mistificações.
Isto posto, não nos seria possível deixar de
formular a mesma censura ao ''arcebispo'' protestante de York, que saiu de seus penates especialmente para visitar
Stalin. A adesão que o governo soviético vem recebendo dos mais altos
dignitários da mais conservadora e tradicional das seitas protestantes, que é a
anglicana, bem demonstra a completa decomposição do protestantismo em nossos
dias.
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Está dentro desta linha de ridícula mistificação a
atitude do embaixador soviético em Londres, que foi assistir a Missa solene, realizada na Catedral
de Westminster, que é católica, no dia de preces da Inglaterra.
Com efeito, o embaixador ateu de um país
oficialmente ateu faz uma comédia evidente, assistindo em caráter oficial a uma
cerimônia católica. Não tornemos completa a farsa, acreditando na sinceridade
do comediante.
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Os noticiários telegráficos continuam a regurgitar
de notícias insinuando a possibilidade de um acordo teuto-russo.
Sem nos pronunciarmos sobre o fato em si nem sobre sua viabilidade no momento
presente, devemos lembrar que, a priori, a hipótese não deve ser considerada absurda
dadas as evidentes afinidades entre ambos os regimes. Entretanto, é preciso
observar que, mais provavelmente, este acordo se fará com um golpe de Estado na
Alemanha, que ali implantará, não o bolchevismo, mas um socialismo
de Estado, militarista e ''cristão'', que será o grande problema de post-guerra.
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Um dos elementos mais característicos da ''nova
ordem'' socialista e cristã que se pretende criar está nas múltiplas tentativas de propaganda de interconfessionalismo ultimamente realizadas, visando
baralhar católicos, protestantes, cismáticos. Unir é excelente: significa a
conversão dos que erram à verdade que é uma só. Baralhar é péssimo: significa a
depravação dos que estão na verdade, e que consentem em se misturar com os maus.
Esse pan-cristianismo
socialista de ares moderados é o grande cavalo de Tróia que está sendo
preparado como ''presente'' para o mundo para logo depois da guerra.