Causou geral indignação a atitude do Congresso
Jurídico Nacional pleiteando a implantação do divórcio no Brasil. Contra ele se
levantou toda a opinião católica do país.
Hoje, publicamos na íntegra um importante documento
apresentado ao Ex.mo Sr. Dr. Getúlio Vargas, Presidente da República, pelo
Ex.mo Sr. Dr. Marcondes Filho, Ministro da Justiça. Neste documento, aprovado
pelo chefe do Estado, vemos que resultou inútil mais esta investida de uma maioria
puramente ocasional de juristas, contra a indissolubilidade do vínculo
conjugal.
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Supérfluo é dizer quanto a opinião católica esta
empenhada no assunto. A indissolubilidade do vínculo conjugal decorre do
direito natural, e se torna particularmente cara aos católicos por motivo da
dignidade sacramental a que Nosso Senhor Jesus Cristo elevou o matrimonio.
Enquanto a Igreja existir - e portanto sempre - ela lutará pela
indissolubilidade do vínculo conjugal. Razões naturais e teológicas superiores a
quaisquer contingências do tempo e de lugar, a tornam inimiga irredutível do
divórcio, para todos os lugares, até a consumação dos séculos. Jamais,
transigirá ela neste assunto. Assim, é de se compreender a atitude de apreensão
que reinava em torno do assunto, e o desafogo que lhe veio trazer o relatório
do Ex.mo Sr. Ministro da Justiça.
Mas a opinião divorcista é solerte, empreendedora,
combativa. Precisamos estar sempre de atalaia e combater incessantemente o
divórcio. Este continua a ser, para nós, o grande dever, por excelência.
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E já que falamos em casamento, destaquemos da
recente mensagem do Santo Padre aos católicos do Peru, o seguinte texto de
ouro:
“Não se pode viver sem o Espírito de Deus. E quando
o pobre peregrino não suportar sobre seus ombros anêmicos, se lhe falta o
alimento espiritual, a carga da própria vida: quando se dobra na fraqueza como uma
folha de feno e sente a angústia no coração, por haver esquecido de comer o seu
pão, como nos havemos de admirar da debilidade do indivíduo – Pai, Filho,
Esposo ou Esposa – que converta em dor da família, célula fundamental da
sociedade, a ameaça de desfazer-se ou pulverizar-se como um bloco de cimento
mal curtido, precisamente porque lhe falta a Santidade? Sem Deus Eucarístico
nem sequer é possível a coordenação mútua dos diversos elementos, nem é
realizável a harmonia da paz. E todo o edifício da família, todo o complexo
social, longe de ser fonte de vida, não tardará a dar sinais de dissolução,
como um corpo morto, em que cada elemento parece pugnar por desvoltar
a sua anorgânica independência”.