É com a mais profunda dor que noticiamos os
bombardeios ocorridos na Cidade Eterna durante a semana passada. Causa-nos real
mágoa que, ainda desta vez, o solo de São Pedro tenha sido alvo de bombas morticidas, e isto a despeito do protesto reiterado e
nobremente veemente do Vigário de Cristo.
Entretanto, é preciso que nos
esquivemos a qualquer julgamento unilateral. O simples fato do bombardeio não é
suficiente para demonstrar de qual dos dois lados está a culpa. O problema é
extremamente complexo e, lamentando com o Santo Padre tão triste ocorrência,
não devemos ir mais longe do que foi o Pontífice que, censurando o bombardeio,
evitou de discriminar responsabilidades para este ou aquele lado.
O Papa sofre, entretanto, com o fato seja quem for
o responsável por ele. E, por isto, devemos continuar a orar, e a orar
intensamente pelo Sumo Pontífice. Para as almas verdadeiramente cristãs, não há
no momento dever mais grave nem mais urgente.
* * *
E se queremos que essa oração seja ouvida, não nos
fiemos de nossos méritos. Aparecendo aos pequenos pastores de Fátima, Nossa
Senhora apontou a salvação
do mundo contemporâneo na devoção ao seu Imaculado Coração. É conhecida a
devoção da pequena Jacinta - a Bernadette de Fátima - ao Santo Padre, e a insistência com
que recomendava que se rezasse pelo Romano Pontífice. Assim, pois, com os olhos
postos nos fatos miraculosos de Fátima, e depositando no Coração Imaculado de Maria todas as
nossas esperanças, oremos perseverantemente pelo Santo Padre, nesta quadra
amaríssima de seu pontificado.
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As consolações interiores e sobrenaturais são as
que tem soberano valor para o homem. Deus se serve, porém, freqüentemente, de
acontecimentos humanos para animar e estimular os seus servos. E já que falamos
do Santo Padre - objeto constante
e predileto de solicitude, respeito e amor dos católicos - apraz-nos avaliar
seu contentamento ao receber a notícia que passaremos a referir.
A República da Costa Rica, noticiam as "Nouvelles Catholiques", acaba de adotar um Código de Trabalho baseado
expressamente nas Encíclicas Pontifícias. Não se trata apenas de uma legislação
conforme a doutrina da Igreja, mas declarada e explicitamente fundada nos
documentos pontifícios. Mais ainda, e isto é admirável: o texto do Código foi
enviado ao Sumo Pontífice, que respondeu "louvando o espírito estritamente
cristão e católico" que estabelecia "os fundamentos da verdadeira e
firme paz social que somente os princípios cristãos podem proporcionar".
Impossível melhor.
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Nossos aplausos à embaixada britânica que teve a
feliz iniciativa de inaugurar uma exposição de fotografias no Rio de Janeiro, destinada a documentar as atividades católicas
desenvolvidas na Inglaterra. Nessa exposição figuram os grandes vultos da Santa
Igreja naquele Império, bem como retratos dos católicos britânicos que mais se
tem salientado na atual guerra, escritores e artistas católicos do Reino Unido,
etc. etc.
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Infelizmente, porém, a satisfação desta notícia foi
toldada em parte pela informação transmitida pelas agências telegráficas na
semana passada, de que continua intensa a oposição católica a um projeto de lei
que priva os católicos de qualquer participação eficaz no sistema educacional
inglês.
Fazemos votos de que, quanto antes, cesse a
dolorosa inquietude em que, a este propósito, se encontram nossos irmãos
ingleses.
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Consideramos de origem puramente comunista os
movimentos esboçados nos Balcãs para a abolição da monarquia na Grécia, Iugoslávia e Rumânia. Assim, rejubilamo-nos com o protesto de fidelidade que o
Comitê Central da Defesa Nacional da Iugoslávia no Brasil enviou ao Rei Pedro. Nesse protesto, os iugoslavos residentes no Brasil
lembram muito bem que a questão dinástica, tão inoportunamente suscitada quando
se trata sobretudo de enxotar os nazistas do território iugoslavo, tem como
efeito direto favorecer a desunião entre as forças libertadoras, e retardar a
expulsão total das tropas nazistas.
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Reunir-se-á dentro de algum tempo, no Cairo, a famosa conferência destinada a congregar em um todo
político os povos de idioma árabe e culto muçulmano. Por enquanto, o perigo
deste empreendimento parece uma quimera, como quimera pareceu durante muito
tempo o perigo nipônico. Entretanto, dia virá em que se notará o gravíssimo
erro em que incidem as potências ocidentais, consentindo na formação desse moloch bem às
portas da Cristandade.
É curioso notar que já foi inserida na ordem do dia
uma questão bem característica do espírito sobranceiro com que os muçulmanos
contam organizar-se: a fixação de uma linha de conduta capaz de incluir na
federação árabe todas as minorias muçulmanas existentes em países de maioria
não muçulmana como, por exemplo, o Líbano cristão. Basta
lembrar um pouco o nazismo, para ver o que representa de perigo essa política
de agrupamento minoritário...