Plinio Corrêa de Oliveira

 

 

7 Dias em Revista

 

 

 

 

 

Legionário, 25 de janeiro de 1945

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Nossa Senhora de Czestohowa, padroeira da Polônia

A instalação de um governo "livre" de orientação soviética, em Varsóvia, constitui um dos episódios mais dolorosos desta tristíssima guerra.

De fato, a Polônia, tradicional baluarte católico, imprensado entre a Prússia herética e a Rússia cismática, era na Europa oriental como um arauto glorioso a proclamar a realeza de Cristo à face dos adversários da sua Igreja.

Ora, a perspectiva da bolchevização da Polônia, tão próxima e, mais do que isto, tão eminente à vista da capitulação da cidade, representa o esmagamento deste baluarte. E, mais uma vez, os inimigos da Igreja, contemplarão vitoriosos a infeliz nação polaca a repetir a frase histórica: "finis Poloniae".

De mais a mais, a Polônia que assim cai na luta, foi uma vítima do nazismo. Se ela tivesse cooperado com a tirania parda, compreenderíamos - sem o justificar - que os soviéticos quisessem jugulá-la. Na realidade, quando as hostes polacas resistiam ao avanço nazista, os soviéticos estavam em lua de mel com Hitler, e com ele celebravam uma vergonhosa partilha que assegurou ao ditador germânico a posse de uma grande parte da Polônia. Assim, se a cooperação com o Reich constitui um crime, a Polônia poderia argüir desse crime os sovietes, e jamais os sovietes à Polônia.

E tanto isto é verdade, que Varsóvia resistiu com heroísmo, tanto aos russos, quanto aos nazistas. Lutou encarniçadamente contra os nazistas, em uma resistência que foi uma epopéia. Para não ter que auxiliar os polacos, os comunistas cruzaram os braços, e levaram a ignomínia ao ponto de preferir que os nazistas entrassem na cidade, a socorrer contra estes, os seus heróicos defensores.

Isto era feito de propósito. Se os comunistas entrassem em Varsóvia para defender as autoridades polacas, lutariam com elas lado a lado, e não teriam pretexto para as destituir. Mas, pelo contrário, conquistando a cidade aos nazistas, poderiam instalar o governo fantoche de Lublin.

E, assim, se consuma agora a artimanha.

Mas Deus é grande. Nossa Senhora de Czestochowa, Padroeira da Polônia, há de restaurar a nação polonesa, para a glória da Igreja e expansão do Reino de Cristo no mundo.


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