Nossa imprensa está sendo objeto de uma infiltração
espírita em regra. Sobre o “Correio Paulistano”, nem é bom falar. Os “Diários Associados”, particularmente o “Diário da Noite”, dedicam às aparições e aos médiuns colunas inteiras. “A Gazeta”
se presta complacentemente a publicar notícias sobre médiuns, sessões
espíritas, fantasmas, etc.
E é a esta imprensa que
se convencionou chamar imprensa neutra.
Há gente bastante
ingênua para dizer que, como nossa imprensa é neutra, não vale a pena fazer uma
imprensa católica: isto provocaria o aparecimento de uma imprensa anticatólica.
Como se não fossem anticatólicos estes jornais que abrem suas colunas a
qualquer doutrina, indiferentes entre o erro e a verdade, sensíveis somente aos
encantos de Mamon.
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Um telegrama do Rio anuncia que
nossas autoridades policiais, “não desejando levar à força, perante o Tribunal
de Segurança, os revoltosos de Novembro, procurarão obter deles, para efeito
legal, uma declaração escrita de que se recusam a comparecer”.
Não acreditamos, de
modo nenhum, nessa notícia evidentemente tendenciosa.
Trata-se,
indubitavelmente, de um boato destinado a atirar sobre nossa Polícia o descaso
do público.
Uma polícia que permitisse
tais caprichos a seus prisioneiros, réus de crime contra o Estado, seria uma
polícia inepta e ridícula.
Em nome do brio de
nossa Polícia, registramos aqui nosso protesto.
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Realizar-se-á de 9 a 13
de dezembro, nesta Capital, um “Congresso Católico Livre”, que fará propaganda
de uma “Santa Igreja Católica e Apostólica”.
Que os incautos se precavenham: é um congresso protestante que, ardilosamente,
se diz “católico”, de sorte a atrair o povo bem intencionado mas imprevidente
A Santa Igreja
Católica, Apostólica e Romana, da
qual nos orgulhamos de ser filhos, não pode ser confundida com uma grosseira contrafacção, como a que ora se tenta fazer.
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O “Estado de São Paulo”
noticiou que a “Loja de São Paulo da Sociedade Teosófica” realizou uma reunião infantil “de arte e cultura”, da qual constaram números de piano,
canto e declamação das alunas de duas professoras do Conservatório Dramático e
Musical desta Cidade.
Não se compreende que
as professoras de um estabelecimento subvencionado pelo Estado, como é o
Conservatório, façam, entre suas alunas, uma propaganda franca do teosofismo, que é uma variante do espiritismo, cujo efeito
deletério é tão forte nos adultos e principalmente nas crianças.
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Nesta época de
desorientação em que vivemos, há gente para tudo.
Um deputado gaúcho
pediu, na Câmara de seu Estado, uma verba especial de dez mil contos, para a
abertura de um Cassino!
A população gaúcha
passa agora por um transe doloroso, qual o das inundações cujas vítimas
necessitaram até de dinheiro de outros Estados. E o deputado gaúcho ainda pensa
que, nas arcas do tesouro rio-grandense, sobra
dinheiro para a montagem de casas de jogo!
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Registramos com vivo
elogio a atitude do “leader”
peceísta na Câmara Estadual e da Bancada perrepista, no “caso” provocado pelo Sr. Vergal, a
propósito da entrega do socorro às vítimas gaúchas, ao Ex.mo
Sr. arcebispo do Rio Grande do Sul.
Quanto ao Sr. Vergal, nada nos
espanta em S. Ex.a.
E quanto ao Sr. Alfredo
Ellis, que está constantemente a relembrar um compromisso que
teria assumido com a chapa protestante “Liberdade e Justiça”, consta-nos que S.
Ex.a assumiu idêntico compromisso com a Liga
Eleitoral Católica.
Vamos sindicar bem o
que possa haver de verdadeiro nisto. E, se tal compromisso com a Liga Eleitoral
Católica existir, daremos a nossos leitores detalhadas informações sobre o
assunto.
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Em um discurso feito
por ocasião da inauguração da Escola Superior de Educação, o Ministro da
Educação da Alemanha disse que o “3º
Reich é o primeiro Estado que vive de acordo com a própria concepção do mundo.
Outrora, a formação da alma popular era confiada sobretudo às igrejas, mas a
concepção nacional-socialista chamou a si, cuidando da educação intelectual e
moral da juventude alemã. O nacional-socialismo está disposto a cumprir a
missão que antigamente era confiada a estrangeiro por um Estado desprovido de
filosofia. As escolas alemãs têm uma missão importante a cumprir e assumem uma responsabilidade
absoluta e nova”.
Na Rússia comunista, o Estado
suprimiu o direito dos pais e da Igreja de educar a infância e a juventude.
A Alemanha hitlerista acaba de
fazer o mesmo, negando à Igreja o direito de educar seus fiéis, e negando aos
pais o direito de entregarem seus filhos à Igreja. Assim, o hitlerismo,
aparentemente tão anticomunista, dá um gravíssimo passo para a esquerda.
E é ainda o hitlerismo
que, farisaicamente, acusa a Igreja de não hostilizar
o comunismo!
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Convém notar a este
propósito que seria um erro atribuir-se ao grande e nobre povo alemão os
desvarios de seus dirigentes.
A Alemanha não é
responsável pelos desatinos do hitlerismo, como a França não é responsável
pelas torpezas do Sr. Blum, a Espanha pela miséria
moral do Sr. Azaña, ou o Brasil pela sanha
sanguinária de Luiz Carlos Prestes.
Pelo contrário, a
Alemanha produziu, em dias de hoje, um dos homens mais notáveis que o Século XX
conheça. Atualmente, não tem sido ainda colocado, no conceito público, na
altura que merece. Mas a História, futuramente, o colocará na galeria
encabeçada por Pio XI, entre os grandes defensores da civilização: é o cardeal Faulhaber, cuja intrépida resistência ao “Füehrer” ainda era, há poucos dias,
objeto de comentários de nossa imprensa.