É realmente curiosa a lógica dos comunistas. Os
telegramas nos noticiaram, há dias, que os funerais do Ministro Salengro foram feitos ao som
da “Internacional”.
Da “Internacional”, e não da
Marselhesa, porque o comunista despreza o que ele chama o “acanhado amor da
Pátria”, preferindo a este amor de cunho regionalista um “largo amor a toda a
humanidade”.
No entanto, no discurso
em que o Sr. Leon Blum fez o elogio
fúnebre de seu malogrado auxiliar de Governo, o Chefe do Gabinete Francês disse
que Salengro tivera, em sua vida, dois únicos amores:
o de sua cidade natal e o de seu Partido.
Assim, enquanto os comunistas se
gloriam de não amar a Pátria, por ser este amor muito “estreito”, jactam-se em
amar duas frações da Pátria, como sejam a cidade natal e o partido. Em lugar de
patriotismo, alimentam o espírito de facção e de campanário.
* * *
Nos tempos felizmente
já longínquos, em que o liberalismo governava despoticamente todos os
espíritos, era freqüente ouvir-se acusar a Igreja de ser fautora
do despotismo. Principalmente os protestantes eram férteis em acusações deste
estilo.
Porém, os tempos estão
mudados. Em mais de um país, o liberalismo foi substituído por uma tirania
despótica, em que os direitos individuais os mais sagrados são violados e
espezinhados. A Rússia e a Alemanha são prova do que afirmamos.
Nestes países, onde
estão os defensores das liberdades individuais? Sumiram todos.
E só a Igreja ficou
impávida a lutar contra os excessos do poder com a mesma energia com que lutara
contra os excessos da liberdade.
O Cardeal Schulte, Arcebispo de Colônia, e o Bispo de Paderborn, acabam de publicar uma Pastoral contra o despotismo do
governo hitlerista que quer roubar aos pais o direito de educarem seus filhos.
Só a Igreja, na Alemanha,
resiste eficientemente ao hitlerismo. Eficientemente e inteligentemente,
porque, em lugar de uma campanha sistematicamente oposicionista, ela só ataca o
atual regime no que ele tem de mau. Mas os antigos paladinos da liberdade, onde
estão eles?
* * *
Nossas felicitações ao
Sr. Vereador Achilles Bolch
da Silva que propôs à Câmara
municipal a isenção de impostos para todos os estabelecimentos religiosos que
se encontram no Município de São Paulo.
Até aqui, era
necessário que os estabelecimentos religiosos que quisessem gozar desta isenção
fizessem um requerimento neste sentido ao Prefeito Municipal. E este ficava com
a faculdade de indeferir arbitrariamente qualquer requerimento.
A alteração que o Sr. Bolch da Silva propõe é das mais felizes. Em virtude dela,
a isenção se dará automaticamente, independentemente de qualquer requerimento.
* * *
A Agência Havas noticiou que o governo de Madri resolveu transferir
para Valência diversos
intelectuais que se encontravam em Madri. A razão do ato estava em que ditos
“intelectuais” constituíam o tesouro intelectual da raça.
Percorremos detidamente
a lista dos intelectuais em questão. E não será necessário dizer - porque o
público inteligente já terá suspeitado disto - que se trata de intelectuais
comunistas.
A mentalidade comunista
é esta. Fora do comunismo, não há ciência, não há arte, não há inteligência. E
ainda acusam a Igreja de ser intolerante!