É digna dos
mais vivos elogios a entrevista que o Sr. José Carlos de Macedo Soares, Ministro das Relações Exteriores, concedeu a um
periódico de Montevidéu acerca da possível
criação de uma Liga das Nações americanas.
Disse com muito acerto
o nosso Chanceler que, em matéria de Liga das Nações, “Bureaux
internacionais”, etc., “já bastam os
que existem em Genebra”.
Nenhuma nação americana
está disposta a ser, em uma Liga das Nações americanas, um instrumento da
política yankee,
como a Romênia ou a Tchecoslováquia são instrumentos da política britânica.
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Merece transcrição o
seguinte trecho do discurso do Sr. Roosevelt:
“Esta fé
no mundo ocidental não será completa se deixarmos de afirmar a fé em Deus. Em
toda a história da humanidade e do gênero humano, as tentativas periódicas para
negar a divindade ficaram e ficarão reduzidas a nada”.
Palavras como estas
dignificam um chefe de Estado.
Deploramos apenas que,
em outro tópico, S.Ex.a tenha reafirmado seu apego à tradicional, mas funesta
posição de neutralidade confessional, a que tanto se apegam os estadistas yankees de
formação protestante.
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O Sr. Inácio de Almeida
Prado, vereador integralista de Jaú, fez um discurso em que
elogiou vivamente a ação desenvolvida pelo governo soviético em benefício da
saúde pública.
Como explicar isto?
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“O Sr.
Dr. Marcel Teixeira da Silva Telles, Chefe Provincial da Ação Integralista Brasileira em São
Paulo, pede a todos os camisas verdes da Província, católicos, protestantes,
espíritas, enfim de todos os credos religiosos que, no dia de hoje, em seus
templos, em seus lares ou em seus trabalhos, ergam o pensamento a Deus, num
minuto de recolhimento, em homenagem aos heróicos militares brasileiros
sacrificados em 1935 na defesa de Deus, Pátria e Família”.
“Ação”, órgão oficial do integralismo em São Paulo, 27-XI-36.
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Voltando mais uma vez à
Conferência de Buenos Aires, parece-nos oportuno frisar que um telegrama de
Santiago autoriza a esperança de que vai ser tratada, na Conferência, a questão
da repressão ao comunismo, organizada por todos os países americanos, em uma
ação conjunta.
E o governo comunista
do México? E os governos comunistóides da Bolívia e
do Paraguai?
Continuará a
Conferência a fechar os olhos sobre o perigo que representa a existência, em
plena América, de três repúblicas tuteladas por Moscou?