Plinio Corrêa de Oliveira

 

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Legionário, 3 de fevereiro de 1935, N. 164, pag. 3

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Não há quem não fique irritado com os anúncios com que os “speakers” entremeiam os números de “Arte” mais ou menos vulgar, que nos fornecem as estações de rádio.

Mas, como de costume, o mal que aflige aos brasileiros é sempre menor que o que persegue os nossos irmãos de outros países.

Em Nova York, durante uma representação do “Fausto”, uma firma fabricante de máquinas de coser, substituiu a roca de Margarida por um dos produtos de sua fabricação, com a marca em letras reluzentes.

Em outro teatro, de Filadélfia, os amantes de Shakespeare quase desmaiaram ao ouvir o diálogo de Hamlet, ao mesmo tempo em que no fundo da cena um projetor estampava um letreiro assim: “Não sejais como Hamlet. Não penseis em morrer enquanto existirem os produtos X...”

Nem sempre as galinhas do vizinho são mais gordas...


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