Plinio Corrêa de Oliveira

 

Comentando...

Ainda a Espanha católica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Legionário, 16 de janeiro de 1938, N. 279, pag. 2

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Comentamos recentemente a decisão do Sindicato dos Universitários espanhóis de orientar toda a cultura das novas gerações em um sentido nitidamente católico. Acentuamos então qμe a Espanha procura os fundamentos de sua nova ordem na solidez e na eternidade dos princípios católicos, fugindo ao perigo de um paganismo semi-nazista, tão estranho à sua formação como o comunismo soviético. Hoje temos um novo fato a acrescentar, indicando também o sentido do novo regime. É o novo juramento dos membros da “Academia de la Lengua Española” os quais o prestaram há poucos dias em Salamanca, por ocasião da reabertura da Academia.

“Juro pelo meu Anjo da Guarda servir lealmente e perpetuamente à Espanha, à sua tradição viva, ao seu Catolicismo encarnado pelo Papa em Roma, à sua missão nacional representada pelo caudilho general Franco, salvador do povo espanhol”.

Os membros da Academia juram, portanto, não só servir leal e perpetuamente à Espanha, como também à Igreja Católica. E reconhecendo que servir à Igreja Católica é servir e obedecer ao Sumo Pontífice Romano, que é realmente a encarnação dessa Igreja, os representantes da cultura espanhola juram fidelidade ao Vigário de Cristo na terra.

Não há nenhuma possibilidade de subterfúgios, quanto ao significado do juramento dos membros da “Academia de la Lengua Española”. E tanto isto é verdade, que oito de seus membros, entre os quais cumpre não esquecer Gregório Marañon, se recusaram a prestá-lo!

Queremos, mais uma vez assinalar esse novo fato característico da Nova Espanha. Também o Brasil tem uma origem puramente católica e também ele se orgulha em ser o súdito fiel do Sumo Pontífice Romano. Por que não deixar definitivamente à margem as fórmulas vagas, e afirmar de uma vez para sempre o Catolicismo de Nossa Pátria?


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