Plinio Corrêa de Oliveira

 

 

Leão, símbolo da legitimidade

no estandarte da TFP

 

 

 

Catolicismo, N° 588 - Janeiro de 2000 (*)

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Escolhi o leão para o estandarte da TFP, porque o leão sempre me lembrou um princípio do qual sou muito cioso, do qual faço muita questão em todos os assuntos: o princípio da legitimidade. Que o poder, a influência, a sabedoria, a glória estejam em mãos de quem de direito. Esse seria um modo muito resumido de definir o princípio da legitimidade. 

 

Rosa: rainha das flores

Ora, é evidente que o leão é, entre os animais, o que a rosa é entre as flores. A rosa é naturalmente rainha. Coloquem uma rosa, verdadeiramente bonita, no meio de qualquer outra espécie de flores – mesmo entre nossas orquídeas, tantas vezes lindas... A rosa ofusca todas essas espécies, inclusive as orquídeas. A rosa é superior indiscutivelmente.

 

 

Leão: rei dos animais

Coloquem um leão entre todos os outros animais... Estes se eclipsam.

O elefante é maior, mas... que massa bruta, vil. O camelo anda mais, porém, com um passo de escravo carregado, não desenvolve a marcha garbosa do leão. O leão marcha e salta, o camelo anda.

Considerem a raposa: ela é esperta, mas é frágil; quando a esperteza não lhe dá resultado, ela está perdida. Considerem todos os outros animais: eles possuem alguma qualidade eminente, mas não apresentam aquele conjunto de qualidades mediante as quais o leão é o leão.

Olhem para o leão – ele é rei. Ele desfruta como que do direito de ser rei: ele manda, ele tem a garra do rei, ele impera!

Era normal que ele tivesse a cor do rei. O colorido próprio para as coisas régias é o áureo. Um leão de prata, que frustração! Um leão de ouro, que naturalidade!

 

 

Vermelho simboliza a luta

Assim sendo, colocar azul em nosso estandarte? Minha hesitação foi entre o azul e o vermelho. Mas não durou muito. Artisticamente falando, o ouro é mais bonito sobre o azul do que sobre o vermelho. Considerando um azul e um ouro bem escolhidos, a combinação é lindíssima. Mas o azul como que repousa da vivacidade do ouro. E eu não queria repouso em nosso estandarte. Eu queria a luta! E aí está nosso estandarte.


(*) Excertos da conferência para sócios e cooperadores da TFP em 7 de fevereiro de 1987. Sem revisão do autor.


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