Plinio Corrêa de Oliveira

 

 

Católicos não precisam aliar-se aos comunistas para vencer o nazismo

E nem aliar-se ao nazismo para vencer o comunismo

 

 

 

Legionário, 10 de julho de 1938, N. 304, 1ª. Página

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A juventude católica da Suíça teve ocasião de responder, recentemente, a uma carta aberta que a Juventude Comunista lhe enviou. É a política da “mão estendida” usada na França e que tem sido imitada.

Respondendo à Juventude Comunista, a Juventude Católica Suíça delimitou a posição dos católicos ante os dois perigos, igualmente temíveis, o vermelho do comunismo e o pardo do nazismo.

Nessa carta de resposta, a Juventude católica afirma que não poderá haver colaboração de espécie alguma com os comunistas.

A liberdade da Suíça, assim como a de outros povos, se assentam sobre a dignidade e a liberdade da pessoa humana que o direito natural e a religião garantem. O comunismo atacando esses dois alicerces não poderá arvorar-se em defensor de nacionalidade ameaçada pelo extremismo das direitas.

O católico sabe que a estabilidade de um país reside na elevação moral do seu povo: o fim visado pela Ação Católica é reformar o indivíduo para reformar a família, reformando o Estado.

Como único elemento capaz dessa transformação interior ele sabe só existir a religião – ligação entre o homem e Deus – que faz nascer na alma humana anseios de perfeição.

Ora, o comunismo, socializando as famílias e os indivíduos, parte do princípio oposto ao católico, colocando-se em pé de igualdade com a ideologia parda. Tanto como ela deve ser repudiada, separando-se bem marcantemente os dois campos da Verdade e do erro, quer de Moscou quer de Berlin.

Ambos repousam também num materialismo que é em essência contrário ao catolicismo.

É o pensamento do Santo Padre quando afirma: “O comunismo é mau por essência; não pode haver com ele compromisso de espécie alguma se se quiser salvar a civilização católica”.

E terminam os católicos suíços sua missiva com os seguintes termos:

“Amados suíços da Juventude Comunista, se ardeis verdadeiramente em zelo pela independência da Suíça, rompei, então, com o bolchevismo internacional, abandonando a bandeira rubra que leva a palavra de ordem da revolução social e vinde combater debaixo da bandeira católica e livre onde brilha a Cruz, emblema de uma Confederação fundada sobre Deus”.

 

Hino nacional da Suíça (letra em francês)


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