Plinio Corrêa de Oliveira

 

 

Em que consiste

a verdadeira seriedade?

 

 

 

 

 

 

 

Santo do Dia, 13 de Outubro de 1971, Quarta-feira (trechos)

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Algum dos senhores quer me perguntar alguma coisa?

Pergunta: O Sr. poderia dizer exatamente o que vem a ser sério e não ser sério?

 

É uma definição que não é fácil de dar. Vamos dizer o seguinte: há uma  seriedade exterior e uma seriedade interior. A seriedade exterior se define negativamente. O homem sério ri pouco e fala pouco de bagatela, de coisinhas que não têm importância. Habitualmente quando ele fala se percebe que seu espírito tende a relacionar o que ele diz com os seus aspectos mais altos; os aspectos mais altos do que ele diz com as cogitações de uma ordem mais alta: isto é a manifestação exterior da seriedade. Os atos do indivíduo são lógicos, as suas palavras são coerentes, a sua ação é constante. São outras manifestações exteriores da seriedade.

Agora, nós podemos dar, então, uma definição mais profunda da seriedade. O que é a seriedade? É a disposição da alma pela qual em tudo a pessoa tem a apetência de ver os aspectos mais elevados, mais nobres daquilo que está dizendo ou que está fazendo. E com isso, o seu espírito sobe constantemente para esferas também mais elevadas. Isto é a seriedade.

 

 

Um casal de calvinistas: exemplo do que não é a seriedade

De maneira que há muita gente que pode ser carrancuda, mas não ser séria: é apenas rabugenta e mal humorada.

É muito mais difícil o contrário: uma pessoa passar o dia inteiro rindo e ser séria. Eu não vejo meio de conciliar uma coisa à outra. O dia inteiro dizendo lorotas e ser séria. Mas uma  pessoa pode de vez em quando dizer alguma coisa que tem certo espírito, certa graça, ter uma certa amenidade de trato, sem deixar de ser séria, desde que a gente perceba que até nas brincadeiras e raras, e até no trato ameno, entra sempre algo do espírito que seja mais elevado.

Então, seriedade é, em última análise, a contínua tendência do espírito para os aspectos mais elevados de todas as coisas. O que para um católico redunda em dizer que é a contínua tendência do espírito para considerar as coisas à luz da doutrina católica e, portanto, à luz da filosofia escolástica e da teologia como a Igreja a ensina.

Está claro?


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