Plinio Corrêa de Oliveira

 

Prece dos fracos chamados a

grandes feitos

 

 

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Oração para recitação particular, ditada em Ubatuba (São Paulo), a 29 de outubro de 1993, a pedido de um dos sócios-fundadores da TFP brasileira que desejava rezar diante do trono de Carlos Magno, em Aachen (Alemanha). Recebemos o texto com algumas lacunas de transcrição, mas que não alteram o sentido da idéia expressa. Sem embargo do que acrescentamos entre parênteses uma ou outra palavra para facilitar a intelecção dos leitores. Conservamos a disposição do referido texto como a recebemos também. Matéria sem revisão do Autor.

Prece dos fracos chamados

a grandes feitos

dirigida

a

Carlos o Grande, Carlos o forte, Carlos o vencedor

o qual

recebeu

de Maria

a luz que o tornou sábio

a coragem que o tornou herói

a força que o tornou invencível até mesmo contra os Fortes.

 

 

Ó Carlos grande e glorioso por todos os séculos

cuja grandeza nem sequer as calúnias difundidas pela Revolução gnóstica e igualitária

conseguiram empanar:

atendei nossa prece.

Lembrai-vos de que quando, no início deste século (XX), a Revolução triunfante proclamava definitiva a vitória de seus dogmas ímpios, de seus progressos mentirosos e dos seus costumes corruptos,

quase ninguém ousava sobre a face da terra

trabalhar e lutar para que (...) Satanás (suas pompas e suas obras) ruísse por terra

libertando do seu jugo os justos que,

afinal vitoriosos, proclamassem sobre a terra a abertura de mais uma época carolíngia.

Mais. Muito mais do que isto,

a vitória do Reino de Maria.

Eles eram fracos, escarnecidos, menosprezados, esses lutadores que pareciam insensatos e votados a todas as derrotas e a todos os menosprezos.

Esse pequeno punhado de jovens cujo coração transbordava de Fé e de devoção

ao Sagrado Coração de Jesus, ao Coração Imaculado de Maria, à Santa Igreja Católica

e de admiração a vós, ó Carlos o Grande, o admirado das nações. Esse punhado era objeto do desprezo que só se tem aos “campeões da insensatez”.

Se esse punhado de heróis conseguisse algum dia transformar-se em um punhado de grupos – pensavam os filhos das trevas – já este simples e pequeno êxito parecia exceder os limites

de uma elementar verossimilhança.

Escoavam-se lentos e monótonos os dias

insípidos e pouco eficientes os anos.

Mas hoje em dia desse punhado de heróis se fez um punhado de grupos e estes se multiplicam em TFPs e Bureaux-TFPs, palpitantes de entusiasmo nos cinco continentes. (...) É bem verdade que nosso nome se tornou conhecido em toda terra, mas muito mais porque o repete sem fim a maledicência. (...)

Enquanto crescíamos, organizações semelhantes às nossas foram desaparecendo, e hoje, nesta terra devastada e sem honra, quase só nós nos devotamos à nobre e específica vocação de sermos um grupo de lutadores especificamente católicos

especificamente consagrados à luta contra-revolucionária e anticomunista.

Nós nos voltamos pois a vós, Carlos o glorioso, filho da Igreja, servidor fidelíssimo do Papado, e vos agradecemos a verdadeira aurora de luz que (...) vem fazendo nascer na terra.

Mas nós vos pedimos que, como sublime intercessor de todos os que são tão poucos, tão pequenos, e incumbidos de tamanho combate, multiplicai em torno de nós as almas tocadas pela mesma vocação,

que vós lhes aumenteis o número e sobretudo as forças. Em favor deles como nosso obtende principalmente que a Virgem multiplique nos corações deles o amor,

pois, atendidas estas preces virá à terra o Reino de Maria.

Parece-nos ouvir que em todos os coros celestes e nos corações de todos os justos na terra um brado que se levanta, cada vez mais repassado de amor,

de um amor que para a glória de Maria quer tudo, já e para sempre.

Que neste coro vossa voz, forte e harmoniosa como a de um Serafim,

suplique em nosso nome

a Maria, a Onipotência suplicante

“Emitte spiritum et renovabis faciem terrae”. 

Regina Cordium, vincit

Regnat

Imperat.


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