Plinio Corrêa de Oliveira

 

Santos Francisco e Jacinta de Fátima:

uma obra-prima de Nossa Senhora

 

 

 

 

 

 

 

 

Santo do Dia, 13 de outubro de 1971

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A D V E R T Ê N C I A

Gravação de conferência do Prof. Plinio com sócios e cooperadores da TFP, não tendo sido revista pelo autor.

Se Plinio Corrêa de Oliveira estivesse entre nós, certamente pediria que se colocasse explícita menção a sua filial disposição de retificar qualquer discrepância em relação ao Magistério da Igreja. É o que fazemos aqui constar, com suas próprias palavras, como homenagem a tão belo e constante estado de espírito:

“Católico apostólico romano, o autor deste texto  se submete com filial ardor ao ensinamento tradicional da Santa Igreja. Se, no entanto,  por lapso, algo nele ocorra que não esteja conforme àquele ensinamento, desde já e categoricamente o rejeita”.

As palavras "Revolução" e "Contra-Revolução", são aqui empregadas no sentido que lhes dá Dr. Plinio em seu livro "Revolução e Contra-Revolução", cuja primeira edição foi publicada no Nº 100 de "Catolicismo", em abril de 1959.


As ações exercidas por Nossa Senhora sobre os pastorinhos de Fátima e que são um prenúncio das que a Mãe de Deus operará sobre a humanidade, concretizando assim Suas profecias feitas na Cova da Iria, em 1917.

Mais comentários de Dr. Plinio sobre Fátima em

https://www.pliniocorreadeoliveira.info/Fatima.htm 

 

 

Há uma ficha para nós comentarmos aqui. "A última aparição de Nossa Senhora em Fátima", do Pe. Demarchi, no livro "Era uma Senhora mais brilhante que o sol":

“A verdadeira diretora espiritual das crianças foi todavia, essencialmente, Nossa Senhora.  Falo das crianças Francisco, Jacinta e Lúcia.

 “A bondosa Senhora da Cova da Iria tomou à Sua conta a realização desta obra prima. E, como não podia deixar de ser, levou-a a cabo com pleno êxito. Das suas mãos prodigiosas saíram três anjos revestidos de carne, mas que ao mesmo tempo eram três autênticos heróis. A matéria prima era de uma plasticidade admirável. E da Artista, que mais dizer?

“Na Sua escola os três serranitos deram em breve tempo passos de gigante no caminho da perfeição. Nela se verificaram à letra as palavras de um grande devoto de Maria, São Luiz Maria Grignion de Montfort: “Na escola da Virgem, a alma progride mais numa semana do que em um ano fora dela”. A pedagogia da Mãe de Deus não sofre confrontos. Em dois anos a Virgem Santíssima conseguiu erguer os dois irmãozitos, Francisco e Jacinta, até os cumes mais elevados da santidade cristã.

“O retrato que a mão segura de Lúcia nos traça de Jacinta é revelador: ‘A Jacinta tinha um porte sério, modesto e amável, que parecia traduzir a presença de Deus em todos os seus atos, próprio das pessoas já avançadas em idade e de grande virtude. Não lhe vi nunca aquela demasiada leviandade e o entusiasmo próprio das crianças pelos enfeites e brincadeiras”.

Isso depois, das aparições.

“Não posso dizer que as outras crianças corressem para junto dela como faziam para junto de mim. E isto talvez porque a seriedade de seu porte era demasiado superior à sua idade. Se na sua presença alguma criança, ou mesmo pessoas adultas, diziam alguma coisa ou faziam qualquer ação desconveniente, repreendia-as dizendo: ‘Não façam isso, que ofendem a Deus Nosso Senhor. E Ele já está tão ofendido’.

“Francisco sentia-se atraído por uma vida de asceta e de contemplativo”.

Portanto, uma vocação de eremita.

“Freqüentemente desaparecia da vista das duas meninas, mantendo-se em lugares ermos e ficava a pensar. ‘Que estavas a fazer durante tanto tempo?’, perguntou-lhe Lúcia. ‘Estava a pensar em Deus que está tão triste por causa dos muitos pecados. Se eu O pudesse consolar. Jesus está tão triste e eu quero confortá-Lo com a oração e penitência’.

“Em outra ocasião dizia: ‘Gosto muito de Deus, mas Ele está tão triste por causa de tantos pecados! Nós não devemos fazer nem o mais pequeno pecado’.

“Um dia em que a Lúcia cedeu às instâncias das amiguinhas para tomar parte em divertimentos próprios da idade, Francisco chamou-a de lado e disse-lhe muito sério: ‘Então, tu voltas a essas brincadeiras depois de Nossa Senhora te ter aparecido? ‘Então, Francisco’, respondeu-lhe Lúcia, ‘pediram-me tanto!’

“Mas o Francisco lógico e severo lhe retorquiu: ‘Toda a gente sabe que Nossa Senhora te apareceu, então não devem estranhar que tu já não queiras brincar, não queiras bailar’.”

"Bailar", os senhores sabem que é aquele bailado português que se toca com as mãos. São aquelas figuras de bailado camponês.

“As crianças aproveitavam as entradas e as saídas das escolas, para irem visitar Nosso Senhor...”

São as três crianças.

“...passando longas horas perto do tabernáculo.

“A Jacinta e o Francisco sobretudo, que tinham a promessa da Virgem de os vir buscar breve para o Céu e que, portanto, se julgavam dispensados das lições, recolhiam-se mais vezes na igreja a falar a sós com o Jesus Escondido”.

“Escondido” é o nome com o que chamavam a Sagrada Eucaristia.

“Jacinta dizia a Lúcia: ‘Já fizestes hoje muitos sacrifícios? Eu fiz muitos. Rezei também muitas jaculatórias. Gosto tanto de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, que nunca me canso de dizer que os amo. Quando eu Lhes digo muitas vezes, parece que tenho lume no peito, mas não me queima’.

“Outras vezes a Lúcia: ‘Olha, Lúcia. Nossa Senhora veio nos ver esses dias. E veio dizer que vem buscar o Francisco muito breve para o Céu. E a mim, perguntou-me se ainda queria converter mais pecadores. Disse-Lhe que sim. Ela disse-me, então, que quer que eu vá para dois hospitais, mas não é para me curar, é para sofrer mais por amor de Deus, pela conversão dos pecadores, em desagravo das ofensas cometidas contra o Coração Imaculado de Maria. Disse-me que tu não irias, que iria lá minha mãe levar-me e que depois ficaria sozinha’.

“Tempos depois, Francisco para Lúcia: ‘Estou muito mal, falta-me pouco para ir para o Céu’. Lúcia: ‘Então, vê lá. Não te esqueças de lá pedir muito pelos pecadores, pelo Santo Padre, por mim e pela Jacinta’.

 “Francisco: ‘Sim, eu peço. Mas que essas coisas peças antes à Jacinta, que eu tenho medo de me esquecer, quando vir a Nosso Senhor. E depois, antes O quero consolar’.”

Estas fichas têm uma graça marcante, porque elas nos indicam uma porção de aspectos grandes e pequenos da obra de Nossa Senhora com estas três crianças. Mas nós devemos antes de tudo considerar o valor simbólico da obra de Nossa Senhora nas crianças.

Enganam-se aqueles que imaginam que essa obra é apenas uma obra sobre três crianças: é uma obra que transformou suavemente estas crianças de um momento para outro, pelo simples fato das reiteradas aparições de Nossa Senhora. De maneira que com uma dessas crianças até Nossa  Senhora disse que estava aborrecida. E esta criança era o Francisco, que não viu Nossa Senhora por causa disso. E que, portanto, pode ser considerado um convertido. E as três mudaram extraordinariamente em conseqüência das revelações.

Nós temos aqui algo de parecido com o Segredo de Maria. Quer dizer, uma dessas ações profundas da graça na alma, ações que se desenvolvem sem que a pessoa se dê conta. A pessoa se vai sentindo cada vez mais livre, cada vez mais desembaraçada para praticar o bem e os defeitos que a tolhem e que a prendem no mal, vão se dissolvendo. A pessoa cresce em amor de Deus, cresce em vontade de se dedicar, cresce em oposição ao pecado, mas tudo isso se dá maravilhosamente dentro  da alma, de maneira que a alma não trava as grandes e metódicas batalhas da ascensão admirável ao Céu, à virtude, à santidade, daqueles que lutam de acordo com o sistema clássico da vida espiritual, mas Nossa Senhora as muda de um momento para outro.

E se a obra de Nossa Senhora em Fátima, especialmente com essas duas crianças chamadas para o Céu, foi uma obra assim, nós podemos bem nos perguntar se isto não tem um valor simbólico e não indica qual vai ser a ação de Nossa Senhora sobre toda a Humanidade quando Ela cumprir as promessas que Ela fez em Fátima; se não é lícito prever o cumprimento das promessas de Fátima, executado à maneira do que foi executado com Jacinta e Francisco, mais notadamente, de que cogita aqui a nossa ficha.

E, portanto, se nós não devemos ver aí um começo - um dos múltiplos começos, porque as coisas enormes têm muitos começos - um começo do Reino de Maria, enquanto sendo o triunfo do Imaculado Coração sobre duas almas que foram pregoeiras da grande revelação de Nossa Senhora e que depois ajudaram no Céu, pelos seus sacrifícios na terra - suas orações na terra e depois as orações do Céu - ajudaram enormemente as almas a aceitarem a mensagem de Fátima e ainda ajudam.

Quer dizer, nós devemos ver nessa transformação - creio eu, ao menos de um modo muito provável - nós devemos ver um símbolo do que de futuro acontecerá. Nós devemos ver um símbolo dessas transformações profundas que marcarão - provavelmente no recesso dos acontecimentos mais dramáticos da “Bagarre” - marcarão o  Reino de Maria.

Esta primeira observação me parece que conduz diretamente ao seguinte: se isto é assim, então, Francisco e Jacinta são os intercessores naturais para se pedir, para se obter de Nossa Senhora que comece o Reino de Maria em nós desde logo, por essa transformação misteriosa que é o Segredo de Maria.

E então, nós devemos pedir instantemente, tanto à menina quanto a ele, que comecem a nos  transformar, que comecem a nos dar os dons que eles receberam. E que eles velem especialmente, pela sua oração na terra, sobre aqueles que têm a missão de pregar a mensagem de Fátima, como acontece conosco.

A este respeito seria, creio eu, muito importante dizer uma palavra sobre a relação entre a mensagem de Fátima e a TFP. 

Já foi mil vezes dito aqui entre nós que a nossa vida espiritual cresce na medida em que nós tomamos a sério a compenetração, ou o fato de que o mundo atual está numa decadência lastimável e se avizinha de sua ruína total; de que essa ruína representa a aplicação dos castigos previstos por Nossa Senhora em Fátima, - nós podemos dizer: profetizados por Nossa Senhora em Fátima - e que, em conseqüência, quanto mais nós nos colocamos nessa perspectiva, tanto mais a nossa vida espiritual se afervora; e que, pelo contrário, quanto mais nós nos afastamos dessa perspectiva, tanto mais a nossa vida espiritual decai.

E, portanto, eles são, de algum modo, a causa de nossa esperança.

Enquanto Nossa Senhora que é a causa “nostrae laetitiae”, causa de nossa alegria, causa de nossa esperança, falou através deles e anunciou o que é que deveria vir. Isto é uma razão a mais para nós termos uma marcante devoção em relação a eles.

É interessante notar, também, o efeito do Segredo de Maria sobre estas crianças. Quer dizer, elas mudaram. Está bem. Mas, quais foram os sintomas externos dessa mudança? Quais foram as manifestações externas dessa mudança? Os senhores estão vendo que o que é apontado aqui são três coisas: grande seriedade, espírito de oração  e espírito de sacrifício. Por cima de tudo isto, se os  senhores quiserem, uma convicção muito grande da missão deles e o desejo de viver para essa missão. Daí vinham estas três conseqüências.

Espírito de seriedade: Os senhores viram a Jacinta repreender a Lúcia, porque a Lúcia não era bastante séria porque aceitou de bailar com as crianças, quer dizer, fazer aquela dancinha portuguesa com crianças. A razão que a Jacinta deu para repreender  a Lúcia foi essa: ‘Você que viu Nossa Senhora aparecer não deveria participar desses brinquedos’. A Lúcia disse: ‘Mas afinal de contas, pediram tanto!’ Diz a Jacinta: ‘Mas como eles sabem que a você Nossa Senhora apareceu, a você eles não deviam pedir’.

Como quem diz: ‘Eles compreenderão sua recusa, ou ao menos têm todos os dados para compreender a sua recusa. Se eles não compreenderem, é por culpa deles. Mas você deveria ter recusado’. Os senhores estão vendo a idéia de que para agradar a Nossa Senhora precisa ser muito sério; que não se agrada a Nossa Senhora sem ser muito sério.

E de Francisco, a ficha diz que ele era lógico, que ele raciocinava com muita firmeza a respeito da questão dos deveres. A ficha emprega até uma palavra que pode ser - hoje é muitas vezes usada em sentido pejorativo - que ele era severo. Aquilo quer dizer que ele tinha uma lógica completa. E que da missão dele ele deduzia que era preciso ser daquele jeito, que era preciso ser sério, que era preciso não dizer o que não conviesse, que era preciso agir como convinha.  E por isso, ele não perdia ocasião de dar o exemplo e de agir logicamente.

Mais ainda, esta seriedade, como os senhores vêem, nas condições insignificantes de crianças, levava-as à combatividade. Os senhores estão vendo que a Jacinta não via uma pessoa dizer ou fazer algo que não estivesse bem, que ela não repreendesse - ‘isto aqui não está bom’ - e não desse a razão religiosa: ‘Deus não deve ser ofendido. Já está tão ofendido em nossa época, você ainda quer ofendê-Lo mais? Quer acrescentar algo a esta montanha de pecados que se cometem?’

Então, os senhores percebem como a seriedade e a lógica são o fruto do Segredo de Maria. E se nós quisermos corresponder às graças de Nossa Senhora, nós devemos agir de maneira a sermos sérios e lógicos. E pelo quando nós vemos dentro da TFP gente séria e lógica, nós tratarmos de admirar essas pessoas, de nos acercar delas, de conversar com elas, de nos deixar penetrar pelo espírito delas, em vez de, pelo contrário, nós tocarmos as coisas a la brincadeira, a la megalice, ou a la pátio da vaidade.

Quer dizer exatamente, se Francisco e Jacinta estivessem entre nós, se Francisco nos desse a honra excelsa de ser um membro da TFP, a conduta dele seria de combate ao pátio das vaidade, combate a tudo quanto é fátuo, tudo quanto é tolo, tudo quando é megalice, e de possuir uma seriedade absoluta, uma seriedade completa.

Os senhores vêem, de outro lado, o espírito de sacrifício. As duas crianças recebem a notícia de Nossa Senhora de que elas devem morrer. E para o Francisco, a notícia podia apavorar por algum lado, porque estava dito que ele ia morrer logo. Os senhores sabem bem que a morte é um castigo posto ao homem e que a proximidade da morte em geral apavora. Quando a pessoa não tem uma graça especial, diante da proximidade da morte se apavora.

Francisco via a morte aproximar-se, alegre: ele ia fazer o sacrifício que Nossa Senhora tinha pedido. Ele não tinha saudades de nenhum dons bens da terra. Ele queria ir para o Céu e ele queria deixar esta terra pela a imolação de sua vida para a vitória da causa católica. De Jacinta Nossa Senhora pediu algo que de algum modo apavorava menos, mas de outro lado, mais: pediu a ela que vivesse mais, um pouco mais. Era o espectro colocado um pouco mais longe.

Mas de outro lado disse a ela que ela, para sofrer mais, é que viveria. Quem é que não tem medo de uma vida de sofrimentos? Ainda mais: explicou a ela um dos sofrimentos que mais apavora as crianças: é de ficar doente e longe dos pais.

Todos nós tivemos a idade dela. Os senhores podem se lembrar bem, qualquer dorzinha de  garganta, qualquer resfriadinho longe dos pais que insegurança dava, e como apavorava. Eu não conceberia simplesmente de ficar doente longe de mamãe, porque a figura de mamãe e a idéia de cura eram para mim correlatas. Se ela se afastasse, eu tinha idéia de que eu me afundaria no declive da doença até a morte. E não queria morrer; de nenhum modo queria morrer. Cada vez que eu ficava doente, eu ficava com medo da morte.

A criança não mede bem, naturalmente, a gravidade da doença que tem e se a garganta está muito apertada, ela pensa que vai sufocar. Ao menos eu, previdente desde pequeno. De maneira que para a criança é uma coisa muito dura. Nossa Senhora disse: ‘Tu serás levada a Lisboa e tua mãe vai deixar-te’. Quer dizer: ‘Tu morrerás, tu adoecerás sem a assistência dos teus’. E talvez até, eu creio, não me lembro bem, que ela tenha morrido sozinha. Eu creio que ela tenha morrido sem o socorro materno. Alguns estão fazendo sinal afirmativo. Quer dizer, ela morreu de fato sem o socorro materno. Ela aceitou também. Eu creio que é o mais pesado sacrifício que se pode pedir a uma criança. Os senhores vêem como o Segredo de Maria levou-a a esse sacrifício.

Depois, espírito de oração. Os senhores estão vendo como rezavam continuamente. E para que é que rezavam? Rezavam para a causa católica, porque o Deus não ser ofendido, o Deus ser glorificado, é a própria essência da causa católica. Tudo, em última análise, consiste nisto: que Deus seja glorificado, que Deus não seja ofendido. E isto eles tinham em mente continuamente e  rezavam muito.

Mas qual era a fonte que continuamente estava dando a eles este alimento? Era a crença na própria missão, a crença em que se cumpriria sobre eles a palavra de Nossa Senhora, daquela Nossa Senhora que Francisco não viu, mas cuja voz ele ouviu. Jacinta viu. E que Francisco, com certeza, depois contemplou face a face.

E eu creio que quem peça a Nossa Senhora de Fátima que nos auxilie para sermos fiéis a essa vocação, que nos auxilie com a intercessão deles, fará a Nossa Senhora uma oração especialmente grata. E com isto, mais especialmente poderá receber a fidelidade à vocação antes mesmo de receber o Segredo de Maria. Quer dizer, poderá ter graças enormes para ser fiel à  vocação, mesmo em circunstâncias difíceis, mesmo em circunstâncias dificílimas, graças precisamente ao Segredo de Maria.

 Então, aí os senhores vêem as relações, mas também os senhores vêem que o que a nossa vocação precisa é das três virtudes, ou se os senhores quiserem, das quatro virtudes que eles praticaram: a virtude básica, crermos na nossa vocação como eles creram na deles; conseqüência, seriedade, espírito de oração, espírito de sacrifício. Com isto está feito o militante da TFP e está feito o sócio da TFP. Os  senhores compreendem bem através de tudo isto como, portanto, é útil, é oportuno, nós pedirmos por eles.

É só para nós que nós devemos pedir? Do Céu eles contemplam Nosso Senhor e Nossa Senhora cada vez mais ofendidos. Nós devemos pedir a eles que rezem no Céu para que esta torrente de ofensas cesse; para que, de um modo ou de outro, Nossa Senhora possa converter finalmente os homens. Quer dizer, nós podemos por meio dele dizer a Nossa Senhora: ‘Venha a nós o Vosso Reino. Mas venha, Senhora, e venha urgentemente a nós o Vosso Reino. Nós Vos pedimos instantemente, com instância veemente, com uma instância instantíssima, nós Vos suplicamos que o Vosso Reino baixe até nós. Que intervenhais, Senhora, nos acontecimentos, que intervenhais nos planos feitos pelos Vossos adversários, que afinal reduzais completamente a zero, todos os desígnios maléficos e pecaminosos que eles têm e que estabeleçais na terra o Vosso Reino.

Isto é o que nós devemos pedir a eles com grande instância no dia de hoje: por meio deles, à Nossa  Senhora. E é o que nós devemos pedir no Rosário que daqui a pouco nós devemos rezar.


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