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Artigos em O Legionário,

órgão oficioso da Arquidiocese de São Paulo

 

ANO DE 1935

06 de janeiro - Na montanha russa. Na realidade, são tantas as revoluções anunciadas, tantas as greves prometidas, que não se sabe por que não será desferido o primeiro golpe, desde já ficamos a olhar com desconfiança para este 1935 que nos seus primeiros dias já se mostra tão barulhento e tão carregado de ameaças. - Enquanto nas altas esferas da política, a incerteza das conspiratas e dos conciliábulos nos avizinha do abismo, nossa simples atitude de espectadores nos reduz à impotência. Esta impotência provém do fato de não se preocupar ninguém em ouvir os católicos. E os maiores culpados por este exílio a que nos atiram somos nós mesmos, soldados rasos da Igreja, que não soubemos cumprir nosso dever. Abandonar a Igreja porque Ela não foi devidamente defendida por seus filhos, seria absolutamente igual a abandonar Nosso Senhor no Calvário porque todos O haviam abandonado. É preciso reagir, e reagir com a veemência de um tufão. A palavra de ordem no momento é esta: não desanimar.

06 de janeiro - Sobre a Greve. Todo o edifício de nossa organização social ameaça ruína, mas o senhor da casa não quer construir um outro; parece que prefere aguardar o desabamento daquele para depois, talvez, aproveitar ainda os tijolos!

20 de janeiro - Cultura Católica. Necessidade que sente a mocidade brasileira de uma doutrina e de uma diretriz puramente espirituais que a elevem, afastando-a do terra-terra de todos os dias, da aridez da concepção materialista da vida. E é interessante notar-se que, enquanto os moços se afastam dessa concepção, aspirando a horizontes mais externos e mais altos, mestres há que a ela se entregam totalmente, anunciando-a e propagando-a como a única esperança do Brasil. Os que assim pensam, porém, passarão como hão de passar as doutrinas simplesmente humanas a que se filiam. Só a concepção cristã da vida possibilitará o renascer do mundo; e para ela se dirigem todos os que sinceramente desejam que a justiça e a paz reinem no universo. Origem da volta ao Catolicismo nas organizações da mocidade católica, do florescer da intelectualidade cristã alimentada em São Tomás e nos clássicos do Cristianismo, do novo ardor católico no renascer da liturgia tradicional.

20 de janeiro - Progressos. Dados referentes à Arquidiocese de São Paulo em 1912 e 1933, extraídos do Anuário da Cúria Metropolitana. Nossos progressos espirituais quase não se fizeram sentir, ainda, na esfera administrativa, exclusivamente entregue a gerações formadas longe de Deus. Mas a onda vai subindo. Dia virá em que, tendo galgado todas as camadas sociais, penetrará em todas as esferas da administração pública ou das empresas particulares. Nesse dia, o Brasil será grande: terá raiado para ele um novo 7 de Setembro.

03 de fevereiro - A Lei de Repressão ao Extremismo. Nada é mais difícil e ingrato do que falar a linguagem da serenidade, quando sobe o termômetro das paixões políticas e baixa o do bom senso geral. - E' óbvio que se é crime atentar por meios violentos contra a organização política e social, tanto mais grave será o crime quanto mais funda a modificação planejada pelos delinqüentes. Exemplifiquemos: é crime danificar qualquer monumento público. No entanto, a lei não pode aplicar penalidades iguais ao anarquista que tente fazer saltar, por meio de dinamite, o monumento do Ipiranga, e ao que procurasse simplesmente quebrar a espada de bronze empunhada por Pedro I. Qualquer destes atos constituiria um atentado. Sem embargo, claro está que a gravidade de pena deveria ser proporcional à importância do dano causado. - A mão que traçou estas linhas pode escrever "ex abundantia cordis" que não é integralista. Mais uma vez, cabe ao autor destas linhas reafirmar sua inteira dedicação à causa da Igreja. Católico, e exclusivamente católico, procura examinar os acontecimentos não à luz esfumada de preconceitos ou paixões pessoais, mas à claridade meridiana da doutrina da Igreja.

03 de fevereiro - Médicos e Comunismo. Não é no comunismo que se devem buscar exemplos de caridade, baseado como é no ódio de classes. Domina nos comunistas, materialistas que são, a idéia de superioridade absoluta de determinados homens e o desprezo mais completo pela vida e pelo estado dos doentes psíquica e fisicamente e portanto destinados a desaparecer. Os pobres seriam, assim, perfeitamente comparáveis a animais de experiência, nos quais se tem direito a tudo fazer.

17 de fevereiro - Alegria por Decreto. Onde foi parar o velho carnaval paulista, todo feito para fazer rir? Cedeu seu lugar a um carnaval exclusivamente sensual, em que a alegria dos espíritos não é mais uma inocente hilaridade, como a de nossos avós, mas a festa dos sentidos postos em estado de superexcitação. - Se fôssemos contar o número de pequenas economias domésticas que se desequilibram definitivamente por ocasião do carnaval, poderíamos ver até que ponto os festejos de Momo são uma bomba aspirante que suga os tostões das classes pobres, conduzindo-os para os bolsos entumecidos dos exploradores do carnaval. Se pudesse falar, o que diria Momo ante tal cena?

17 de fevereiro - Igreja, Autoridade e Liberdade. Uma das acusações atiradas à Igreja é a de ser favorável ao absolutismo, à tirania do Estado, e portanto inimiga da liberdade. E em nome desta, prega-se o seu aniquilamento e a sua destruição, para que os homens sejam “livres”, no mundo “livre”. Não vamos passar em revista os fatos de vinte séculos que provam o contrário daquilo que dizem os acusadores. Libertando primeiro os Romanos, formando depois os novos povos resultantes das invasões, dando ao mundo a maravilhosa estrutura social que dominou na Idade Média, ensinando a todos o verdadeiro caminho para não serem esmagados pelos erros do mundo moderno, Ela cumpriu e Ela cumpre brilhantemente o seu papel glorioso da vanguardeira da liberdade. - O Estado não possui uma soberania ilimitada. Embora seja o órgão encarregado de realizar o fim último da Nação e de velar pelos seus interesses, apresenta nestas suas funções limites impostos pela lei natural e pelos diversos elementos que o compõem. Aquela, anterior ao próprio Estado, deve ser obedecida rigorosamente, pois, “nem mesmo Deus pode dispensar da lei natural senão mudando a matéria”. Embora o Estado possa intervir junto às famílias, às organizações econômicas, políticas, etc. para que orientem suas atividades no sentido do bem comum, não pode substituir-se a elas, nem negar-lhes os direitos naturais que possuem. Tudo o que ultrapassar na ação do governo os limites do bem comum, da lei natural e da lei eterna, dando origem portanto a uma interferência sua em assuntos que não são de sua alçada, constitui o despotismo do Estado. Semelhantemente, há um despotismo das massas quando estas pretendem concessões ou privilégios que vão ferir ou exceder algum ou todos esses tres elementos. Tal é em síntese a doutrina da Igreja, no que diz respeito aos conceitos de autoridade do Estado e de liberdade dos governados. - Não tem havido entre nós, nestes últimos decênios, o equilíbrio de justiça e de caridade que a Igreja, em sua sabedoria eterna, prega diariamente aos homens.

03 de março - Ainda o Carnaval. O Juiz de Menores baixou portaria estabelecendo normas e proibições diversas para os menores até 21 anos, os quais devem, assim, limitar-se à assistência de determinadas festas carnavalescas, sendo-lhes interditas as demais, mesmo quando oficializadas. A Superintendência de Ordem Política e Social recorda que aos foliões não será permitido o porte de armas. - Num retrospecto vivo, apresentam-se à imaginação as civilizações que desapareceram na dissolução dos costumes e na materialização do homem. Mas ao mesmo tempo, uma finíssima flor da espiritualidade cristã vem dar a resposta da verdadeira mocidade, da verdadeira virilidade: é o Retiro Espiritual.

03 de março - Prece que Salva. Penetrante descrição de um corso carnavalesco. - Passemos para o Liceu Coração de Jesus. Centenas de moços. No silêncio da noite, terminam-se as últimas orações: “Quando choramos com lágrimas amargas nossos pecados, aliviai, Senhor, as dores dos que sofrem longe de Vós. Quando, enfim, descansarmos no sono das consciências tranqüilas, dai um pouco de nossa paz àquelas almas que se agitam longe de Vós, procurando no pecado uma felicidade que só em Vós se pode encontrar. Perdoai, Senhor, perdoai nossa Pátria. Para vô-Lo pedir, não Vos trazemos, nós, corpos gastos pela vida ou almas maculadas pelo pecado. Senhor! É o Brasil de amanhã que Vos fala. Perdoai o Brasil de hoje!”

17 de março - Cristo e a Sociedade. Até agora, os doutrinadores políticos ignoraram a Cristo. Conheciam todas as doutrinas filosóficas anteriores à sua vinda, e desses pensamentos desencontrados tiravam algo para suas concepções, ditas modernas. Depois, desconheciam a sociedade medieval, com sua organização política perfeita, inspirada toda no Cristianismo, com seus doutores, com seus filósofos, com seu pensamento único, reto, católico. Para eles, essa época não existiu, e toda a glória do mundo se reduziu a estes últimos quatro séculos, quando a humanidade, retrogradando das alturas a que chegara, iniciava sua volta ao paganismo de onde fora arrancada pelo Cristianismo. Esse o pensamento político que plasmou a sociedade contemporânea e que chegou, como corolário mesmo de seu agnosticismo, à crise moral do presente. Lembraram-se então os homens de que Cristo existira e foram buscar o que Ele ensinara, não para o dar lealmente como alimento às multidões famintas de ideal, mas para o adaptar às suas próprias idéias e fazer de Jesus o testemunho de seu ensino. Uns viram nEle apenas o homem que apostrofava os ricos e poderosos e exaltava os humildes, e o tomaram como o primeiro socialista, o primeiro comunista. Outros, viram apenas o homem que mandava dar a César o que é de César, e transformaram no primeiro endeusador do Estado absoluto, e, ao contrário dos socialistas e comunistas, pretenderam usar da Igreja de Cristo como colaboradora do seu despotismo e do seu autoritarismo. Só a Igreja Católica manteve e mantém a verdadeira doutrina de Cristo, e só Ela tem de seu Fundador a verdadeira concepção.

17 de março - Socialismo e Religião. Afirmam repetidamente socialistas e comunistas que não são inimigos da Religião e que a prática desta não encontrará dificuldades no regime socialista. Somente o sacerdócio não poderá persistir por ser, dizem eles, a exploração organizada do povo. Algumas considerações a tal respeito.

17 de março - A Questão Militar. Em uma época em que o sentido da hierarquia e da disciplina se evapora, em que o idealismo desaparece, em que soçobra o amor a uma vida austera e metódica, ficam em extraordinária evidência as reais afinidades que ligam o espírito religioso e o espírito militar. O que exige o catolicismo não só dos militares, mas de todos os fiéis? Precisamente o mesmo amor à pátria, que é o eixo do espírito militar. - Não se compreende exército sem disciplina. Ora, neste capítulo, qual é o ensinamento da Igreja? - O catolicismo exige que todos, militares ou não, sejam austeros, sejam castos, sejam continentes segundo o estado de vida que abraçaram. Em tempo de paz, as duas maiores escolas de defensores da Pátria para os tempos de guerra são precisamente a Igreja e o Exército. Uma, fazendo, de cada homem prestante, um soldado ideal, pela austeridade de sua vida, pela rija têmpera de sua vontade, pela sua grave compreensão da disciplina e por seu nobre idealismo. E o outro, fazendo deste patriota morigerado, austero e obediente, um militar competente e atilado. Ideais comuns e inimigos comuns, eis aí um cimento bastante resistente para consolidar as amizades mesmo quando novas.

31 de março - Liquidação de Contas. O País foi inteiramente dominado - e já lá vão ao menos quarenta anos deste domínio - pelos políticos profissionais, que conquistaram todos os laboratórios onde se prepara a opinião pública, desde as Escolas Superiores, até a imprensa e o aparelhamento bancário. A Revolução de 1930 substituiu alguns destes chefes. Mas a substituição de chefes não significou, de forma nenhuma, a substituição dos verdadeiros valores aos bonzos. E tudo continuou como antes...

31 de março - O Brasil é Esquecido. O tradicional cristianismo, que é a força do Brasil, alijará um dia, com um sacudir de ombros, esses elementos, perversos alguns, inconscientes muitos, que só souberam ver-se a si mesmo e se esqueceram da terra onde nasceram. Esse o grande papel reservado ao Catolicismo em nossa Pátria, como mais de uma vez tem sido acentuado por estas colunas.

14 de abril - Catolicismo e Política. Como frutos do naturalismo e do teorismo político que, um separando a ordem natural da sobrenatural e outro esquecendo que o governo dos povos deve ser baseado em suas realidades próprias, temos tido nestes dias acontecimentos perfeitamente característicos. - Nas ruas do Ceará aclama-se a Luiz Carlos Prestes, chefe do movimento comunista no Brasil e praticam-se depredações contra jornais, entre os quais “O Nordeste”, diário católico daquele estado. - Em oposição a esse naturalismo e a esse teorismo, não há senão a concepção cristã da política. - Como retificar a nossa vida nacional?

14 de abril - Desvairamento. Precisamente quando se declara de modo oficial e peremptório que nenhum princípio e nenhuma doutrina explica o fato capital de nossa política, aplaude-se entusiasticamente tal declaração tanto nos arraiais da maioria quanto nos da minoria. - Causa-nos estranheza a declaração de uma manchete da “Ofensiva”, órgão integralista, de que “a Ação Integralista é a única força moral antiburguesa capaz de salvar o Brasil do comunismo”.

28 de abril - À espera. Falta-nos o grande jornal, formador da consciência social católica, construtor de uma sociedade que não será nova, pois será apenas a volta, depois de vários séculos de erros liberais, à sociedade informada pelos puros princípios do Catolicismo. - A consciência social católica exige uma voz que todas as manhãs ande pelas ruas, que penetre em todas as casas, que suba a todos os escritórios, que viaje em todos os veículos, que bata a todas as inteligências, mostrando-lhes a perfeição da doutrina católica, os remédios que ela aponta para os males sociais; o tipo de sociedade que ela preconiza; e essa voz é o jornal. Um grande diário católico será o mais corajoso defensor das nossas instituições e tradições, e o mais perigoso inimigo de todos os falsos doutrinadores e de todos os extremismos.

12 de maio - Mensagem (presidencial que Getúlio Vargas leu na inauguração do Congresso Nacional). Se não é fácil compreendê-lo em matéria política, é impossível decifrar o pensamento de S. Ex.a em matéria religiosa. Como deputado, parece que S. Ex.a foi fiel a suas tendências, pois que conhecemos dele um bom número de discursos parlamentares hostis ao ensino religioso. Como ditador, mudou S. Ex.a de orientação. O certo, porém, é que - honra ao mérito - S. Ex.a assumiu, de 1930 para cá, uma atitude de discreta simpatia em relação às reivindicações católicas. - Deputados eleitos com votos católicos atacam a doutrina dos seus eleitores.

26 de maio - Aliança Nacional Libertadora. Ela representa uma organização nitidamente revolucionária, inimiga da civilização cristã e devemos estar prevenidos contra ela e contra seus manejos e atividades, tolerados pelo maior ou menor “esquerdismo” de grande número dos nossos homens de governo. - O mal que perturba a humanidade não está tanto nos corpos como nas almas, é muito mais moral que material. É o que no século passado dizia Luiz Veuillot, e que muito melhor se aplica aos tempos atuais, quando a sociedade já chegou aos extremos que o grande pensador previa. Citação daquele fulgurante contra-revolucionário francês.

26 de maio - Por que? Raras vezes pode ter um observador político, de mediana sagacidade, uma ocasião melhor do que agora para constatar a terrificante inconsistência das fórmulas de 1789 no Brasil. - O Brasil, em lugar de ser governado pelo povo, continua nas mãos dos “meneurs” ágeis que o conduzem, a seu talante, para rumos que todos ignoram. Alguns aspectos da dolorosa realidade que atravessamos. - "Clama, não cesses, como uma trombeta eleva tua voz" aconselha o Espírito Santo aos que defendem a verdade. Realmente, se se calarem os católicos, quem, no Brasil, pode ter a independência necessária para pôr os pingos nos “is”?

09 de junho - Ainda a Aliança Nacional Libertadora. Demonstração escrita de que a ANL é uma organização revolucionária pois “esmagará os bonecos de galões” (Exército), e é inimiga do regime, e da Pátria; combate o ensino religioso que é estabelecido pela Constituição, luta contra a família, batendo-se pelo divórcio, critica as mulheres que se apoiam em Deus, na Pátria e na Família. - Leão XIII, na “Rerum Novarum”: "Intervenha a autoridade do Estado e, reprimindo os agitadores, preserve os bons operários do perigo da sedução e os legítimos patrões de serem despojados do que é seu". Aquele Papa lembrou aos governos todos os seus deveres para com as classes desprotegidas, e são esses deveres que Pio XI resume na Encíclica "Quadragésimo Ano".

09 de junho - O Sacrifício indispensável. Há certas almas capazes de descer à profundeza das mais sérias cogitações onde vão buscar a pérola inestimável da verdade. Outras, porém, se sentem asfixiadas desde que as idéias se tornam um pouco mais densas, e retrocedem imediatamente, de mãos vazias, àquela banalidade estéril que é o único ambiente que conseguem suportar. O grande sentido da vocação da geração que atualmente atingiu a mocidade é o sacrifício. Ou esta geração enfrentará a dureza de sua vocação com a generosidade do martírio, ou ela será inevitavelmente devorada pelas tempestades que as gerações anteriores acumularam por seus erros e que estão prestes a desabar sobre o mundo contemporâneo. Mas o sacrifício que se requer não é o do sangue. Não é a morte, que a graça impõe ao moço de hoje como perigo supremo a enfrentar, mas a própria vida. De nada vale a mais útil das obras de apostolado aos olhos de Deus, quando o apóstolo leva na alma aquele mesmo espírito do mundo que combate por suas ações.

09 de junho - Reconquistemo-los. A Aliança Nacional Libertadora, do ponto de vista moral, não merece ela a menor consideração. As idéias que professa não são as que prega. Nas dobras de sua bandeira nacionalista, se ocultam a foice e o martelo de Moscou. A mistificação é sua nota característica. A demolição é sua finalidade suprema. E não é só deste ponto de vista que o descaso se justifica. Quem o seu líder no Rio? O burguesíssimo prefeito Pedro Ernesto que desertou das hostes burguesas onde comeu, bebeu e viveu em paz durante toda a sua vida, para externar através da campanha comunista o seu venenoso rancor de “decaído” do Clube 3 de Outubro. Em São Paulo, não é de outro estofo o seu líder, burguês de grande estirpe e de luxuosa vida, egresso também ele de um partido liberal-democrático, para incitar à revolta operários a cuja classe não pertence e de cujas amarguras não participa, no seu esplêndido palacete. - O melhor meio de combater o comunismo consiste em conquistar o operariado, associando-o em organizações caracteristicamente católicas, em saciar sua alma sedenta de carinho e de justiça, em lhe suavizar o trabalho, em lhe facilitar a vida. E não é tudo. É mister, também, conquistar as elites. - Não demos aos nossos adversários uma importância que não merecem. Não façamos em seu benefício a publicidade do escândalo. - O irmão gêmeo do espírito burguês é o espírito de revolução.

23 de junho - O Cardeal da Providência. A recente promulgação dos estatutos da Ação Católica Brasileira, a fixação da data em que se realizará o Congresso Eucarístico de Belo Horizonte, e sobretudo a notícia de que se reunirá em Concílio, brevemente, o Episcopado Nacional, constituem os marcos iniciais de uma inteira renovação de toda a nossa vida religiosa. Parece-nos, portanto, da mais estrita justiça que no limiar de uma nova série de esforços e de lutas detenhamos por instantes nossa marcha, a fim de examinar o caminho percorrido. Em 1915 - há vinte anos apenas - qual era a situação religiosa do Brasil? Como se apresenta ela em nossos dias? Quais as modificações operadas? É o que vamos examinar.

23 de junho - Urgente Definição. Protesto contra publicação do Departamento de Publicidade da Ação Integralista Brasileira. Queremos apenas fazer com que os integralistas de boa vontade compreendam a nossa atitude e, ao mesmo tempo, chamar a atenção do referido Departamento de Publicidade pelas expressões desrespeitosas que usou para com a autoridade da Igreja. Se deixamos lavrado nosso protesto contra tais afirmações não é em absoluto por qualquer sentimento de amor próprio, nem apenas - o que já seria suficiente - em defesa da nossa dignidade e da nossa honra, mas sobretudo porque foram ofendidas insólita e arrogantemente a própria dignidade e a honra da Igreja, da qual nos confessamos filhos amorosos e submissos. - O integralismo é que precisa definir-se, de uma vez para sempre, em relação ao catolicismo. - A nossa confiança não está no integralismo nem em qualquer outra organização humana, mas só na Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

07 de julho - A Primeira Desobediência. Pela primeira vez em minha vida, encontro-me entre os cabecilhas de uma facção de revoltosos. - O Bispo perfeito, em nossos dias, deve aliar à santidade um pouco do tino político de um Richelieu e um pouco da perícia financeira de um Colbert, para vencer todas a dificuldades que se encontram em seu caminho.

07 de julho - Um Ano (da promulgação da Constituição Federal). Afirmação de Tristão de Ataíde: “Até ontem podíamos atribuir à imperfeição das leis vigentes o estado calamitoso em que se encontra o Brasil sob o ponto de vista moral. Hoje, porém, temos uma Constituição ideal, e de hoje em diante a imperfeição das leis não mais poderá servir de escusa à nossa situação, que passará a ser fruto exclusivo da indolência e da inércia dos católicos”. Análise daquele período constitucional: não foi regulamentado o casamento religioso. Não foram introduzidas capelanias nas Forças Armadas. Não sabemos de nenhuma alteração no regime das relações entre a Igreja e o Estado a despeito da “colaboração recíproca” permitida pela Constituição. A única conquista que foi aproveitada foi o ensino religioso. E por que isto? - Congratulem-se por esta bela situação os católicos que puseram o facciosismo acima da Religião. Se é de politicagem que gostam, aí a têm, pois que ela invadiu todas as camadas de nossa vida social.

21 de julho - Nossa missão. Em um momento de dúvidas e de apreensões, não vale a pena fechar os olhos à verdade: nosso país está desabando. - O Brasil não pode ser salvo apenas por um grande homem, porque é mister que, na obra de salvação, colaborem todos os brasileiros. - “Ó vós que conheceis a verdade, o que fazeis dela?”. A mesma pergunta fará o Brasil de amanhã à nossa mocidade católica: “Ó vós, legião de moços ardentes e fortes, ó vós que conheceis a verdade que tantos procuravam sem lograr encontrá-la, o que fizestes dela?”. E a resposta que nos ditar nossa consciência será a sentença que sobre nossa ação terá proferido a História.

21 de julho - Saudação dos Marianos ao Prefeito da Capital. Discurso pronunciado pelo diretor do "Legionário", o Prof. Plinio. - Consagrando ao apóstolo das Gentes a Cidade que acabava de fundar, Anchieta implorou e obteve, para o povo que dela brotasse, o idealismo abrasador, a energia inexaurível, a combatividade invencível, a audácia viril e realizadora, que Paulo de Tarso soube pôr ao serviço da maior das causas, a causa de Cristo e da sua Igreja. É possível que, na defesa de seus pontos de vista, em lutas travadas em séculos que já se foram, tenham alguma vez errado - pois que é esta a triste contingência da natureza humana. É certo que, mais de uma vez, se atiraram uns contra os outros em lutas fratricidas. Mas ainda mesmo nos mais dolorosos momentos de sua História, nenhum vulto aparece que possa ser filiado àquela categoria de tíbios que, segundo a enérgica expressão dos Santos Evangelhos, o Cristo justiceiro vomitaria de sua boca divina. - Não é apenas no idealismo candente e no vigor da ação que os filhos desta Cidade se têm mostrado dignos do Orago que lhes deu Anchieta. É também pela universalidade de sua ação. O Apóstolo das Gentes não concebia limites para a sua doutrinação. O mundo inteiro era pequeno para a grandeza de seu ardor apostólico. - Do Coração de Jesus, que é o marco zero de toda a ação católica, a mocidade católica de São Paulo partirá a esmagar dificuldades, a vencer obstáculos, a contornar precipícios, em corrida desabalada à procura de almas.

04 de agosto - Um golpe. A Constituição Federal estabelece que se elaborará, para todo o Brasil, um plano uniforme de educação. Evidentemente, o assunto interessa muito de perto à Igreja, cuja missão tão de perto se relaciona com todos os assuntos educacionais. Seria, pois, de se esperar que o Governo do Estado procurasse consultar as altas autoridades Eclesiásticas para incluir, na comissão que deveria organizar, alguns elementos representativos do pensamento católico. Aliás, não seria apenas um gesto de simpatia do Governo, este que acima indicamos, mas uma atitude inspirada na estrita justiça. Infelizmente, o que se deu foi o contrário. Mais do que estranheza, o gesto do governo nos causa pesar. Sempre dispostos a respeitar a autoridade constituída e prontos a aplaudir sem menor preocupação partidária todas as iniciativas governamentais acertadas, nosso dever nos impele, no momento, a formular uma categórica censura.

18 de agosto - A candura do Sr. Maximiliano. O qual declarou: “O comunismo, como todas as doutrinas, tem o seu lado bom e o seu lado mau. Corrija o último e aprimore o primeiro”. Mas corrigir no comunismo (uma das piores coisas que existem entre os homens) o seu lado mau para aprimorar o que, porventura, tenha ele de bom... é simplesmente acabar com o comunismo. - A subversão da ordem social e política, a corrupção das famílias, a luta contra a religião, tudo estaria muito certo e direito desde que fosse feito por meios não violentos (suasórios) pelos comunistas...! O parecer do Sr. Maximiliano revela o imediatismo jurídico que parece dominar a mentalidade de nossos governantes.

18 de agosto - Equipes (sociais). A ninguém ocorreu de censurar o excelente movimento equipista que com tanto êxito vem sendo orientado pelos Padres Dominicanos na França. Todas as opiniões versavam apenas sobre a radical inoportunidade dessa medida em São Paulo. Para corroborar opiniões já tão valiosas quis o Sr. Prof. Leonardo Van Acker incluir algumas palavras sobre o assunto, em entrevista concedida a “O Legionário“ sobre ação operária. Nenhuma intenção tivemos, portanto, de atingir o movimento equipista do Rio de Janeiro, cujos membros nos merecem a mais afetuosa e fraternal amizade. Todos os aucistas do Rio de Janeiro tem nos colaboradores desta folha irmãos devotados que lhes dedicam uma estima e lhes tributam uma solidariedade total que sabemos ser abundantemente retribuída.

01 de setembro - A “Campanha dos 50%”. Que todo bom brasileiro preste muita atenção às sutilezas dos inimigos de nossa Pátria e de nossa sociedade: suas armas são discretas, suas intenções parecem puras, mas seus desejos são destruidores. E se os deixarmos, sentiremos os efeitos de seu jugo, e então será tarde demais.

01 de setembro - Mau caminho. Não podemos deixar sem um comentário a indiferença doutrinária que vem presidindo aos conciliábulos preliminares travados em torno da sucessão presidencial. Qualquer católico de consciência mediocremente bem formada, ao cogitar da escolha de um candidato para cargo de tamanha responsabilidade, deve colocar na primeira plana de suas preocupações a questão religiosa. Satisfeita esta preliminar, deve cogitar dos interesses temporais legítimos do País. E, determinada a sua escolha sob este duplo critério, nenhum lugar sobrará para as preferências oriundas de simpatias pessoais ou da perspectiva de alguma propina governamental. No entanto, o que vemos diante de nós está longe de se conformar com tais princípios.

15 de setembro - Imprensa Católica. Falta-nos o grande órgão que possa competir em condições de igualdade com todos os grandes jornais nacionais, e ainda que os supere a todos pela pureza de doutrina e pela elevação moral.

15 de setembro - O veto. Estamos longe de ter atingido o ideal em matéria de legislação sobre o casamento. No entanto é inegável que a situação decorrente da Constituição de 1891 era muito pior. - Muito bem andou o Presidente da República vetando um projeto de lei prenhe de temíveis conseqüências, que constituiria gravíssimo precedente a servir de pretexto a todas as incursões que o poder temporal quisesse fazer em assuntos privativos do poder espiritual.

29 de setembro - Ofensiva? Há católicos liberais, católicos socialistas, católicos semi-paganizados. O que revela a existência de tantas tonalidades de catolicismo entre nós, quando o Catolicismo só tem uma tonalidade autêntica que é a de Roma? A falta que faz um órgão que oriente realmente o pensamento católico, mostrando que o católico não pode ser senão, acima de tudo, mais do que tudo, antes de tudo católico. - Há uma certa forma de se ser caridoso e severo que nos faz alvejar o erro ou o vício, sem atingir quem erra ou quem peca, ou melhor, levando ao pecador o mais ardente de nosso afeto fraternal, o mais delicado de nosso carinho em Cristo. - Se para o combate ao erro e ao pecado nos fosse permitido escolher um lema, nós o redigiríamos assim: para com os católicos, caridade e unidade; para com os não católicos, caridade para obter a unidade.

13 de outubro - “Self-Control”. Algumas considerações a propósito do conflito ítalo-abissínio. A ninguém é lícito desejar o aniquilamento da Abissínia pelo simples fato de pertencerem seus habitantes à raça negra, bem como não pode qualquer pessoa desejar a derrota de um país com as gloriosas tradições da Itália, simplesmente por alguma incompatibilidade de temperamento com o povo italiano. A caridade cristã se opõe a que odiemos negros por serem negros, italianos por serem italianos, ou ingleses porque a Inglaterra é uma nação conquistadora. Por outro lado, é necessário acentuar que quaisquer ressentimentos devem ser muito controlados quando externados em solo brasileiro. Quanto a nós, brasileiros, devemos desenvolver um sério esforço de self-control, para impedir que nossas simpatias por um dos lados nos faça esquecer nossos deveres da caridade, agravados pelos da hospitalidade. - Nossa missão histórica consiste em manter, neste mundo que se defronta com uma conflagração universal, um oásis de paz dentro de nossas fronteiras. Assim, contribuiremos para evitar o alastramento do tremendo mal que é a guerra.

27 de outubro - Eleições Municipais. Um frenesi político apoderou-se de muitos católicos, que puseram suas preferências partidárias acima de suas preocupações religiosas e que votaram, apesar de tudo isto, em adversários da Igreja. A conseqüência não se fez esperar: os deputados federais paulistas não compromissados com a Liga Eleitoral Católica estão criando obstáculos à vitória do ponto de vista católico. E os católicos que neles votaram estão fazendo ouvidos moucos e vistas grossas a esta situação, fruto diretíssimo de sua incomparável incúria.

27 de outubro - Uma idéia infeliz... (1). Lamentamos que a Academia Paulista de Letras, a que pertencem tantos homens que se proclamam católicos, tenha sugerido a mudança dos nomes do Largo de São Bento e da Rua São João, para denominações alusivas às bandeiras paulistas.

10 de novembro - Entre a espada e o violino. Faça-se a pregação de qualquer doutrina como quer o Dr. Henrique Bayma, porta-voz do Partido Constitucionalista na Câmara dos Deputados, persuadam-se às massas de que a família é uma instituição burguesa destinada a perecer. E responda-nos S. Ex.a o que será da moralidade pública, depois de arraigada esta convicção no espírito do povo. Convença-se a este de que a Religião é a cocaína com que a burguesia anestesia os padecimentos da massa, e conte-nos, depois, em que estado de devastação ficarão os nossos bons costumes particulares e públicos, já tão débeis. Persuada-se o povo de que a propriedade é ilegítima, e responsabilize-se o Sr. Henrique Bayma, se tiver coragem, pela ordem pública material, de cuja conservação S. Ex.a faz a suprema finalidade do Estado. Quem conterá as massas sem moral e sem Fé, para evitar que elas se atirem contra a propriedade privada que durante tantos anos lhes foi apontada como iníqua?

10 de novembro - Uma idéia infeliz... (2). Afirmam os médicos que os sintomas das grandes moléstias são, às vezes, de insignificantes proporções. Pelo contrário, certas moléstias sem gravidade há que se manifestam em sintomas de aparência alarmante. O mesmo se dá com alguns fenômenos sociais que, insignificantes na aparência, denotam tendências dignas do mais cauteloso exame. Um congresso que mude os nomes religiosos das ruas para substituí-los por nomes profanos, embora respeitáveis, erra duplamente. Esta atitude, de aparência insignificante, revela um incontestável desamor à Igreja. Realmente, alguém que substituísse na sua sala de visitas o retrato de um amigo antigo pelo de um amigo novo, não revelaria porventura desamor ao primeiro? Em segundo lugar, os nomes de ruas e praças, bem como os monumentos públicos, têm uma profunda ação educadora sobre as massas.

24 de novembro - As atividades comunistas no Brasil. Fechadas as sedes da Aliança Nacional Libertadora, ela ri-se da Lei de Segurança e continua a agir. Com o fechamento da ANL, muitos espíritos, pouco atirados ao conhecimento da vida social brasileira, acreditaram ter soado a hora final da vida comunista em nossa terra. Contudo, àqueles que vêm de perto a realidade nacional e que se não contentam em julgar pelos movimentos de superfície, não iludiu essa meia medida governamental. Apesar dela, ou talvez por causa dela - pois concedeu aos comunistas a oportunidade de se atribuírem diante da massa ignorante o rótulo de mártires da Pátria contra a perseguição liberal - o imperialismo de Moscou vive e trabalha entre nós, procurando manchar o céu brasileiro com o despontar rubro da alvorada marxista. - Descrição do plano comunista em suas diversas áreas de ação. - A tática de dividir para dominar.

24 de novembro - Cambodge ou Honolulu? Mais de uma vez, temos sido forçados, em nossas colunas, a censurar as quixotadas anticlericais de certos expoentes integralistas, os “despistamentos” parlamentares de certos representantes peceistas. Ninguém, portanto, nos acusará de parcialidade quando souber que aprovamos francamente a atitude dos deputados federais peceistas que negaram seu assentimento ao requerimento formulado pelo bloco parlamentar “pró liberdades públicas” que pretendia impor ao Governo um dilema: ou aplicar contra o integralismo a lei de segurança; ou, “por eqüidade”, deixar de aplicá-la à Aliança Nacional Libertadora.

24 de novembro - Uma grande esperança. Excelente livro “Heroes”, que o Seminarista Pio Ottoni Jr. acaba de publicar. O autor possui um raro talento para compor enredos que se manifestou principalmente na perícia com que soube extrair temas realmente atraentes e de ambientes até agora quase inexplorados. Mas além de ótimo arquiteto de enredos, o Clérigo Pio Ottoni é psicólogo de grande valor. O drama do menino "Celito": “Padre, eu não dou para nada!” Santo Agostinho chama a atenção dos leitores para o erro muito comum de se considerar como insignificantes os acontecimentos que pontilham a existência das crianças.

08 de dezembro - À Margem dos Fatos. A vaidade e a ambição são mães de todas as obstinações irredutíveis. Assim é que não faltam políticos oposicionistas que, para brilhar na luz mentirosa de uma efêmera popularidade, procuram dificultar a ação anticomunista do Governo. - Julgam eles, porventura, que aboletados com o aplauso dos comunistas nos postos de mando, que tanto ambicionam, poderão gozar por muito tempo das delícias do poder? Não. Deus às vezes exerce sua justiça já nesta vida. Eles serão tragados pela tempestade. O fogo que eles ateiam na barba do vizinho também consumirá um dia a sua. - Os católicos devem reconhecer que o Governo está agindo agora (após a intentona comunista) com uma energia modelar, nosso papel não deve ser, pois, de carpideiras incorrigíveis, férteis em estéreis recriminações. Só temos, na atual emergência, uma atitude: a de defender as instituições.

08 de dezembro - O Crime de Sancho Pança. Ante a atitude displicente dos que poderiam ter evitado o derramamento de sangue ocorrido com a intentona comunista: Sancho Pança revive no comodismo dos imprevidentes que fecham os olhos às nuvens de hoje que serão tempestades amanhã. Ele fecha os olhos não por que confie na Providência, não porque tenha qualquer motivo sério para negar o perigo, mas simplesmente para gozar em paz o momento que passa. Sancho Pança revive na incúria comodista de muitos cidadãos a quem o Brasil havia confiado a missão sagrada de defender a Religião, a Família, a Propriedade, e que não se pejavam em designar para cargos de máxima responsabilidade os mais encarniçados inimigos dos princípios cuja custódia lhes incumbia como dever sagrado.

22 de dezembro - À margem dos fatos. Parece que o comunismo é, no Brasil, uma doutrina "aristocrática". Para prová-lo, bastariam os nomes de certos aristo-plutocratas e de magnatas burocráticos. Mas é muito mais longa, infelizmente, a lista com os nomes dos comunistas ilustres. - Há grande agitação entre os católicos norte-americanos porque o governo do seu País continua a estimular as perseguições religiosas no México. - Também na Alemanha, continuam as celebrações pagãs e as prisões de Bispos.

22 de dezembro - Ratos e ídolos. Só Deus sabe o ardor com que desejamos sinceramente a conversão e salvação de qualquer dos presidiários comunistas. Enquanto a justiça divina não tiver chamado a contas as suas almas, estão abertas para eles, de par em par, as portas da misericórdia. E nunca haverá em nosso coração outro desejo que não o de encaminhar por essas portas largas e luminosas quantos se acham extraviados nas sendas do erro. - Dentre os agitadores comunistas, os mais culpados e mais perigosos são os plutocratas e os altos burocratas. - Enquanto houver um desses operários do mal a trabalhar contra a sociedade, a perturbar as famílias, a ameaçar a Igreja, nossa língua não calará.